Um clube especial, com 20 mil apaixonados por livros

Por Ivani Cardoso

Três jovens apaixonados por livros se encontraram na Faculdade de Administração de Empresas da Universidade do Rio Grande do Sul e resolveram, mesmo em tempos de crise no mercado editorial, realizar um sonho. Arthur Dambros, que responde essa entrevista, Gustavo Lembert da Cunha e Tomás Susin dos Santos criaram há três anos o primeiro clube de assinatura virtual com curadoria realizada por grandes nomes da literatura: TAG Experiências Literárias. Hoje têm 20 mil assinantes ativos.

Confira a íntegra da entrevista:

O TAG foi o primeiro clube de assinaturas do gênero?
Os primeiros foram os precursores do século passado, Clube do Livro e Círculo do Livro, que nos inspiraram. Depois da bancarrota deste último, desde a década de 90, estávamos órfãos de algum grande clube de leitura. Acho que, depois destes dois clubes citados, fomos o primeiro.

Qual é o diferencial de outros clubes?
Há quem pense que, para fazer um clube de assinatura, basta uma caixa e alguns produtos para colocar dentro. Sempre pensamos diferente. Mais do que produtos, construímos narrativas e experiências mensais, com foco na qualidade dos livros. Acredito que o primeiro diferencial seja a curadoria: feita por grandes nomes da literatura, ela já dá o peso da experiência que buscamos proporcionar. Assim como o antigo Círculo do Livro, nossas edições são em capa dura e exclusivas para os associados: do projeto editorial ao gráfico, da tradução às ilustrações internas, as edições que chegam todo mês aos associados têm o esmero que os livros merecem.

Qual o perfil do público? E o faturamento?
Em sua maioria são mulheres, com média de idade de aproximadamente 35 anos e elevado nível educacional e de renda. Nosso faturamento é cerca de R$ 1.3 mi por mês. Temos, ainda, um canal no Youtube: https://www.youtube.com/taglivros

Qual é o segredo do sucesso?
Sempre buscamos construir a melhor e mais verdadeira experiência para nossos associados. Como nós mesmos somos leitores, fazemos tudo com muita paixão – como se trabalhássemos para nós mesmos! Admiramos cada livro e comemoramos cada convite aceito pelos curadores como imaginamos que nossos associados o façam.

Vale qualquer tipo de gênero nas indicações dos curadores? Os curadores recebem?
Os curadores participam de forma voluntariosa – o fazem por acreditar no projeto e por saber que sua recomendação chegará à cabeceira de milhares de leitores. Não limitamos gêneros, embora nosso clube seja focado em livros de ficção.

Qual foi o livro que teve maior engajamento até agora?
Stoner, de John Williams, teve a melhor aceitação por parte dos leitores.

Há planos de expansão?
Sem dúvidas. O clube possui três anos de existência e o que construímos até agora, por grandioso que seja, ainda é o primeiro passo de uma história muito maior. Ideias, projetos e muita dedicação não faltam.

Como define a experiência de leitura que vocês proporcionam?
Como toda experiência, qualquer tentativa de defini-la acaba por reduzi-la. Como não temos prazo de fidelidade ou coisas assim, nossa sugestão é sempre: experimente e faça seu próprio julgamento!

Com a crise no Brasil e também da leitura, vocês foram afetados?
O cenário não é, e já não era no momento em que decidimos abrir a TAG, muito favorável. Apesar disso, sabíamos que, se algum dia o Brasil se tornasse um país mais acolhedor ao empreendedorismo e à leitura, gostaríamos de olhar para trás e saber que fomos parte disso. Portanto, em vez de esperar para que o momento oportuno chegue, decidimos apostar na força da nossa ideia e seguir em frente. Felizmente, em um país dito de não leitores, já arrecadamos 20 mil apaixonados por livros que, assim como nós, hoje tornam a TAG uma realidade.

Poderiam citar cada um dos sócios um livro que indicariam?

Arthur: Trópicos Utópicos – Eduardo Giannetti da Fonseca

Gustavo: Pastoral Americana – Philip Roth

Tomás: Capitães de Areia – Jorge Amado

Vocês pretendem trabalhar com digital também?
Embora não trabalhemos com e-books, o digital está muito presente na experiência da TAG. Por exemplo: temos um aplicativo de celular onde os associados podem avaliar os livros, adicionar amigos e conversar sobre as obras com os outros leitores.

A maior motivação para a leitura vem …

Do prazer.

 

Kobo entra no mercado de audiolivro
The Bookseller
Lisa Campbell
6/9/2017

No rastro do Audible da Amazon e do Scribd, a Kobo está entrando no mercado de audiolivros. Em países onde o serviço é oferecido, os clientes pagam cerca de 7 libras (o equivalente a cerca de 30 reais) e têm direito a um download por mês. O cliente pode testar o serviço gratuitamente por um mês.
Leia mais em inglês

 

 

Resumos de livros para ler em 20 minutos
José Antonio Vázquez
Dosdoce
14/9/2017

A startup francesa Koober desenvolveu um sistema para que todos aqueles que não têm tempo para ler livros, especialmente os de caráter profissional, possam ler resumos de tais obras em até 20 minutos – o tempo “ótimo” de concentração para este tipo de livros, segundo a empresa.
Leia mais em espanhol

 

 

Wattpad lança Racoon, para contar histórias em vídeo
Proyecto451
8/8/2017

O aplicativo para iPad e iPhone permite contar histórias – reais – em vídeos de, no máximo, 60 segundos. Segundo o co-fundador do Wattpad, Ivan Yuen, o foco do Racoon é “oferecer histórias reais a pessoas reais”. Por enquanto, o aplicativo só está disponível nos Estados Unidos.
Leia mais em espanhol

 

 

EFEITO HQ é novo livro on-line da dupla Sonia Luyten e Jal
Da Redação

Para resolver problemas de matemática, falta de criatividade ou questões de violência os professores já podem baixar gratuitamente o Efeito HQ, um livro digital criado pela professora Dra. Sonia Luyten e o cartunista José Alberto Lovetro (JAL).
Leia a matéria na íntegra

 

 

Os audiolivros são o novo Netflix para o setor editorial?
Dosdoce
18/09/2017

Hoje, graças aos smartphones, o audiolivro é o formato que cresce mais rápido desde 2016: 59% dos consumidores do Reino Unido começaram a comprá-los apenas nos últimos dois anos. Entre os diversos motivos para o aumento na adesão estão a escassez de tempo no dia a dia e a inserção de astros como narradores.
Leia mais em espanhol

 

 

A ampliação do acesso aos livros e os ecos de uma Bienal
Folha de S.Paulo
Claudia Costin
15/09

Naturalmente, o uso de livros eletrônicos, audiolivros e novos suportes para a leitura ainda estão em sua infância no Brasil. Os livros digitais são 6,89% do mercado no Brasil, segundo a edição de 2017 do “Global eBook”, publicação especializada na área, e estão em processo de crescimento.
Leia mais

0