Tudo pronto para a grande festa do livro no Rio de Janeiro

Por Ivani Cardoso

A Bienal Internacional do Livro do Rio em termos de público só perde mesmo para o Carnaval e o Réveillon. Ela será realizada em uma área de 80 mil m², com um aumento de 40% no número de autores convidados e a expectativa de atrair 700 mil visitantes. Mariana Zahar, diretora executiva da Zahar Editora e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros conta nesta entrevista as principais novidades do evento que movimentará a cidade no período de 31/08 a 10/09, no Riocentro.

Confira a íntegra da entrevista:

Como está o mercado editorial brasileiro em tempos de crise?
É uma pergunta difícil nesse momento. Pesquisas recentes indicam que está começando uma reação positiva do mercado, mas ainda é cedo para afirmar. Tudo vai depender de a situação política e econômica do país para a economia voltar a crescer. Vamos esperar que ao longo do segundo semestre essa tendência se concretize.

Qual o papel da Bienal para o mercado editorial?
Sim, é um momento muito importante para o mercado. Na Bienal o livro é o protagonista, mas quando se fala de livro também se fala se educação, de literatura, de ética e outros temas positivos, construtivos e importantes para o Rio e para o Brasil.

A criação de um espaço profissional, em sua opinião, facilita os negócios para os editores e outros agentes do mundo do livro?
A Bienal do Rio não é uma feira tradicional de negócios como como Frankfurt ou Londres, sua vocação é uma feira para o público. Mas essa nova vertente começou com sucesso na última edição com o funcionamento do Agents & Business Center, uma parceria com a Feira do Livro de Frankfurt (inscrições abertas pelo site  www.bienaldolivro.com.br)  e durante os três primeiros dias da Bienal, o espaço vai receber agentes literários e outros profissionais do mercado em busca de oportunidades de negócios ou que precisem de um espaço para relacionamento e reuniões com clientes fora da área do estande. É uma forma de aproximar o principal evento literário do Brasil e o maior centro de negócios do mercado editorial do mundo. Vai ser uma grande oportunidade para trocas comerciais e já temos muitas reuniões agendadas.

Os contatos entre editores brasileiros e estrangeiros é garantia de bons negócios?
Não é uma garantia, mas certamente abrem muitas oportunidades de negócios, planos de vendas, vendas de direitos de títulos brasileiros para o Exterior, plataformas digitais e produtos na área de conteúdos audiovisuais. É um mercado cada vez mais necessário. Em 2015 tivemos a participação de muitas gráficas estrangeiras interessadas na produção brasileira.

Em que países os editores brasileiros devem focar mais os seus contatos?
Historicamente os países mais interessantes para os brasileiros são os Estados Unidos, França, Alemanha e Inglaterra, mas atualmente há um grande interesse também nos países da América Latina, inclusive com pedidos de reuniões por parte de representantes desses países, que também fazem questão de convidar os brasileiros para suas feiras de livros. Essa troca só tende a aumentar.

O livro brasileiro continua com bom potencial no Exterior? 
Sim, o livro brasileiro tem bom potencial, especialmente na área de ficção, temos muitos autores sendo traduzidos no Exterior, muitos editores investindo em traduções. A literatura infantojuvenil também continua forte e temos recebido prêmios internacionais nesse gênero.

O livro digital terá um espaço especial na Bienal?
Sim, há várias atividades envolvendo o livro digital na programação. Mas o forte da Bienal do Rio continua sendo o livro físico.

Em sua opinião, qual o gênero que mais se destacará durante a Bienal do Rio em termos de vendas e interesse dos leitores?
Certamente os livros destinados aos jovens, temos muito esse perfil de público no Rio. Os booktubers, por exemplo, já estão marcando vários encontros na bienal. E é muito bonito ver esse amor dos jovens pelo livro.
Temos uma ótima programação e autores conhecidos como a americana Victoria Schwab,  a britânica Paula Hawkins, Karin Slaughter, fenômeno thrillers policiais, Abbi Glines, conhecida pela série “Rosemary Beach”, Gayle Forman, Carl Hart, o primeiro negro a ser professor titular de neurociência da Universidade Columbia – que lançou “Um preço muito alto”, e o filósofo italiano Nuccio Ordine – um dos maiores especialistas em Giordano Bruno do mundo. Completam o time de autores estrangeiros o angolano Pepetela e o vencedor do Pulitzer e autor de “O Poder do hábito”, Charles Duhigg. E ainda contaremos com centenas de autores brasileiros participando das atividades culturais como o Café Literário e o Arena Sem Filtro, espaço especialemente criado para os jovens.

Qual é o grande diferencial da Bienal do Rio?
Primeiro é a própria cidade do Rio de Janeiro como sede do evento. A Bienal do Livro Rio é realizada no Riocentro, sede dos principais eventos nacionais e internacionais do Brasil. Seu estacionamento possui 7 mil vagas e está localizado em uma área amplamente atendida pelas opções de transporte público. A Bienal se beneficiou do sistema de transporte implantado nas Olimpíadas, já que o metrô agora chega até a Barra e se integra com o novo sistema exclusivo de ônibus, o BRT.

(*). A Bienal Internacional do Livro do Rio é fruto de uma parceria de mais de três décadas entre o SNEL, que cuida da organização, e a promoção e realização pela Fagga | GL events Exhibitions

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