SolferinoTorinoA escritora brasileira Paula Valéria Andrade recebeu o 1° lugar de Literatura infanto-juvenil para o texto "A Beija-flor Dodô & Gil Girassol", no Concurso Internacional Literário Amor & Amore, da Associação Cultural Internacional Mandala (A.C.I.M.A), de Turim, Itália. A cerimônia oficial na Itália foi realizada no dia 14 de maio de 2016, no Salão Internacional do Livro de Turim. No Brasil, a cerimônia acontecerá na Casa das Rosas, em data que será confirmada em breve. O prêmio foi uma surpresa, mas Paula começou muito cedo na literatura. Em 1989, ainda menina, ganhou o prêmio Jabuti de "Melhor Produção Editorial" com "Muzzy", o livro de pano-brinquedo da Editora Apel, desenvolvido como designer e autora para a BBC de Londres. Paula tem o total de 14 livros publicados, entre poesias, antologias e livros infantis de pano, além de um livro didático sobre arte e tecnologia "A Arte em Todos os Sentidos", para o ensino médio, da Editora do Brasil, que em 2000 foi adotado pelo MEC. Ela também é designer e diretora de arte e trabalha há mais de 20 anos com cenografia e figurinos para TV, cinema e teatro, nos EUA (Califórnia) e no Brasil, com prêmios como APCA, Mambembe e Apetesp. Desde 1998, é colunista em websites e escreve sobre arte, teatro e literatura.  Entre tantas paixões e trabalhos em áreas diferentes, ela destaca a poesia: “Para mim, é gênese. A partir dela, tudo se alinhava e se permite, tudo existe. Mas a escrita é um código fascinante e podemos aprender a amar suas regras e curvas, seus charmes e encantos, desde pequenos leitores”. Agora já está com o segundo livro em revisão e pretende resgatar o projeto de trilogia poética iniciado há mais de 10 anos. E pelo ritmo de trabalho vem muito mais por aí.

Resultado do Concurso Internazionale :
www.acimamandala.blogspot.it

Confira a íntegra da entrevista:

Escritora, designer e diretora de arte, cenógrafa e figurinos. Como consegue conciliar tudo isso?
Escrevo desde pequena, desenho também. E brinco com teatro e arte desde que aprendi a ler e escrever. Então, conciliar tudo para mim foi simplesmente seguir meu caminho de buscar e estudar, e viver os processos passando pelas etapas de cada coisa que faço hoje. Tive a felicidade dessa liberdade e de ser expressiva e espontânea no que quis fazer. Fiz Desenho Industrial e Comunicação Visual na PUC do Rio de Janeiro e depois Educação Artística na Faculdade Belas Artes de São Paulo; e do eixo Rio-São Paulo, saí para o mundo e vivi em Los Angeles, Berlim, Londres e São Francisco, sempre aprendendo e me adaptando aos fazeres diferentes, do que eu sabia.

Como é o seu processo criativo?
Meu processo criativo passou por diversas fases e até longos períodos, onde um projeto ou setor me absorvia mais do que o outro. Assim, eu tive que me concentrar muito em determinadas coisas num momento, e já em outro momento depois precisei conseguir conciliar várias dessas coisas e lidar com as simultaneidades. Teatro (em cenários e figurinos) e cinema (com direção de arte e objetos) são fazeres de equipes médias ou grandes, o aprender é contínuo e o mergulho é sempre em equipe. Rolam insights coletivos. O escrever já é mais solitário, trabalha com outros tempos e etapas. Traz um mergulho do silêncio profundo e o foco da opção. Gosto das duas polaridades. Disparidades complementares. Preciso das duas coisas. Eu me exercito com ambos os lados e aprendo a lidar com a situação de cada momento, de cada projeto, criação ou intenção artística.

Quantos livros publicados?
São 14 livros publicados, entre poesia, seis antologias e seis livros infantis de pano-brinquedo da Editora Apel. E mais um livro didático sobre arte e tecnologia - "A Arte em Todos os Sentidos", para o ensino médio, da Editora do Brasil. Em 2000, a publicação foi adotada pelo MEC na primeira edição. A poesia solo traz o "Iris Digital Poesy(a)" da Editora Escrituras; e em antologias nacionais e internacionais "Poetrix", "Letras Del Desamor", “Letras de Babel”, "Rapsódias". Entre contos e poesia: EUA (Miami, San Francisco e Nova Iorque), Uruguai & Argentina, Chile; México, Itália, Japão e Portugal. No Brasil, fui selecionada para antologia do Mario Prata - "Anjos de Prata", em 2006, na categoria poesia. Antes, outra antologia, a "Brava Gente Brasileira em Terras Estrangeiras" ganhou o prêmio de "Melhor Antologia de 2005 da UBENY (União Brasileira de Escritores de Nova Iorque) - EUA.".

Tem outros prêmios?
Em 1989, ainda menina, ganhei o prêmio Jabuti de "Melhor Produção Editorial" com "Muzzy", o livro de pano-brinquedo da Editora Apel, desenvolvido como designer e autora para a BBC de Londres. E anos depois, pela votação popular de rádio, recebi o prêmio em 2003 com o troféu "Amigo", no Concurso "Jogos Florais, Palavras e Música", em Portugal, com o poema "Mirar Miró", na categoria poesia lírica. Agora em 2016, veio esse prêmio da ACIMA Mandala Edizione, recebido no Salone Internazionale Del Libro de Torino, Itália, e que vai fazer o texto premiado virar um novo livro.

Quando começou a ler? Quem eram seus autores preferidos na infância?
Comecei a ler bem pequena, tive a sorte e a felicidade de ter bons livros em casa e me desenvolvi logo com leitura, na pré-escola. Meu livro da vida foi “Flicts”, do Ziraldo, amo! Colorido e moderno. Ilustração ousada. Também gostava muito de ler "A Bolsa Amarela", da Lygia Bojunga Nunes. Li depois vários livros deliciosos dela e de Origenes Lessa, Maria Mazetti, Maria Clara Machado, e claro, Monteiro Lobato.

E atualmente?
Hoje em dia, tenho a maior admiração pela obra de Lygia Bojunga, Marina Colassanti, Ziraldo, Bartolomeu Campos de Queiróz, Ana Maria Machado, Elvira Vigna e Jorge Miguel Marinho, além de gostar muito de vários novos autores, que estão escrevendo bem a literatura infantil. No gênero adulto de prosa e poesia, os eternos Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Carlos Drummond de Andrade, passando por Cora Coralina e Manoel de Barros e os irmãos Campos - Augusto & Haroldo - e ainda os saudosos Hilda Hilst e Roberto Piva, e os sempre atuais o paulista Cláudio Willer e o carioca Chacal. São tantos e tantos autores para citar. Isso para não deixar de falar em Dias Gomes, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Laurentino Gomes, Luis Fernando Verissimo, Xico Sá e Millôr Fernandes. E alinhavar com Milton Hatoum. Vou falar somente da nossa literatura brasileira, para não ficar citando os grandes nomes - que todos já temos admiração em comum - presentes no imaginário da literatura universal.

Escrever para criança é difícil? O que é mais importante?
Escrever, a meu ver, é um ato de doação e de amor. Por se conduzir na troca de um código, pede para ser uma tarefa bem cuidada sempre, seja para falar com crianças ou adultos. Cada palavra, intenção, conotação, pausa, som. Para crianças, o vocabulário é mais reduzido e, portanto, o cuidado em comunicar claramente deve ser redobrado. Pensar do ponto de vista do universo da própria criança também é algo que vale muito, ao escrever para elas. Trabalhar campos semânticos e ajudá-las a compreender melhor. Acredito que tanto na poesia, como em textos literários para adultos ou de ensaios, todos merecem o mesmo apreço e cuidado. Afinal, a escrita é um código fascinante e podemos aprender a amar suas regras e curvas, seus charmes e encantos, desde pequenos leitores.

Ganhar o prêmio nesse concurso o que significa?
Ganhar este prêmio agora significa uma grande surpresa para mim, que estava afastada da literatura infantil e desse mercado por tantos anos. Sempre muito envolvida com poesia, teatro e cinema, fui me dedicando a outros projetos. Esse texto foi escrito no ano passado, e deixado de lado. Em janeiro de 2016 vi a chamada para o "Concorso Letterario Internazionale da ACIMA Mandala Edizione" no Salone Internazionale del Libro di Torino, e resolvi reler meu texto e revisar no intuito de enviar, para concorrer.

Poderia falar sobre a obra?
O texto é para crianças de 6 a 9 anos e fala de amor e da amizade. Sua espinha dorsal é a regeneração, a renovação que a vida muitas vezes nos cobra e ficamos perdidos sem saber como fazer. A relação delicada e não-convencional entre uma passarinha, a beija-flor Dodô, e seu novo amigo no jardim, que é flor e é o Gil Girassol. As perdas, as dores, a solidão e depois o valor de uma amizade, a perseverança, a solidariedade, as descobertas e como fazer para se reconstruir sentidos numa vida. A inspiração veio dessa situação de emergências que nos advém, perdas, incêndios, catástrofes e coisas que não controlamos. Coisas que nos deixam desolados. E como sair disso? E como se curar de uma situação devastadora? A amizade entre os dois opostos, sendo entre gêneros e espécies, nos revela como tudo isso pode ser possível.

O prêmio foi uma surpresa?
Sim, eu me inscrevi e passou-se pouco tempo até a surpresa incrível e maravilhosa de saber que havia recebido o primeiro lugar na categoria Literatura Infantil. Fiquei sem palavras e muito contente. Ter ido a Turim agora, dia 14 de maio na Itália, receber este prêmio - certificado da ACIMA Mandala Edizione - foi uma grande conquista para minha carreira de escritora, e só tenho a agradecer o júri da comissão. Grazie molto !

Como incentivar a leitura nas escolas em crianças e jovens tão estimulados pelo mundo digital?
Pesquisas indicam que o amor ao livro e a leitura deve começar em casa. Sabemos disso. As mães são quem mais estimulam seus filhos a ler. O mundo digital é uma realidade, mas assim como o cinema e a TV convivem, o livro impresso e a leitura sempre conviveram com as tecnologias. Uma boa escola sabe formar leitores, tem bibliotecas e estimulam seus alunos oferecendo bons livros.

A tecnologia ajuda ou atrapalha o ensino em sua opinião?
Convivem perfeitamente. O importante é o equilíbrio, penso. O livro é o conteúdo - o digital é suporte como o papel, o pano, a pedra, o chips, etc. Portanto, falar em tecnologia digital em si, não muda a questão do texto que é o que importa. Veja o exemplo dos livros de pano. O conteúdo é que é apresentado em outro suporte, e aí no caso não falamos de plástico ou tecido, e sim do digital, a comercialização do digital (livro) é on-line. Isso pode escoar fácil. Ou não. Existem controvérsias. A Amazon, que é a grande líder no digital, por exemplo, agora está abrindo a comercialização no suporte do livro de papel - já fez livraria física aqui e nos Estados Unidos. Enfim, esse assunto tem muitos desdobramentos. E vários pontos de vista. Se a vida digital ajuda ou atrapalha o ensino? Depende do conteúdo e de como as ferramentas digitais serão usadas na elaboração desse ensino para a educação.

Como deve ser o visual de um livro infantil?
De preferência, sempre atraente, e de acordo com a edição escolhida e o texto do autor, ser um projeto visual alinhado com o conteúdo, como um projeto global e não somente isolado. Tudo deve ser pensado nessa relação texto-imagem. Algo saboroso de se ler com os olhos. Uma boa ilustração é importantíssima para o texto. O padrão gráfico a qualidade do papel também, para se alcançar um objeto estético capaz de atrair o leitor.

Como lida com as redes sociais?
Sou o tipo de usuária normal, que tem que usar por questões profissionais e das relações da vida moderna, mas sempre prefiro utilizar de forma moderada. Não tenho contas no Instagram, nem Twitter, e não penso precisar deles, tão cedo. Prefiro não depender muito de aplicativos, só os mais básicos de comunicação, como Whatsapp, e o Waze. Uso regularmente o FB Linked In e Pinterested relacionados ao meu trabalho. E me atenho a ter uma postura discreta e moderada em relação à minha vida pessoal. Quanto à divulgação de projetos culturais e trabalhos, participo de alguns grupos e fóruns nas discussões sobre arte, literatura e cultura. Dependendo do tipo de assunto e atividade, acho válido manter a interatividade e sou participante, mas, às vezes, o conteúdo não interessa mesmo, e com isso não fico mais ligada. Gosto de dar unplug (ou turn-off) de vez em quando, para relaxar.

O que acha da literatura infantil e juvenil brasileira?
É de ótima qualidade e com um nível de escritores, artistas e profissionais de padrão internacional, que não deixam nada a dever a outros países. Temos três autores que já receberam o premio "Hans Cristian Andersen", o mais importante da categoria. Sendo eles, Lygia Bojunga Nunes e Ana Maria Machado, pela qualidade do texto literário da obra, e o Roger Mello pela qualidade artísticas das ilustrações. Como disse antes, temos autores maravilhosos como Origenes Lessa, Maria Mazetti, Maria Clara Machado, Monteiro Lobato, Marina Colassanti, Ziraldo, Bartolomeu Campos de Queiróz, Jorge Miguel Marinho, e o talento dos mais jovens autores como Luciana Savaget, Luciana Sandroni e Toni Brandão, entre vários outros bons e novos escritores que estão criando e desenvolvendo bem a nossa literatura infantil brasileira. Claro, precisamos lembrar que sem as editoras, e o mercado editorial, e as escolas, essa qualidade toda estaria sem plena movimentação. Portanto, o alto nível que se tem hoje é um padrão conquistado por vários profissionais envolvidos, nos últimos 35 anos. Temos uma indústria editorial desenvolvida e sólida.

Está com novos projetos? Poderia adiantar alguma coisa?
Sim, tenho um projeto de trilogia poética há mais de 10 anos. Estou com o segundo livro em finalização agora, em revisão. Ele vem na linha do “Íris Digital”, um pouco mais ácido, poesia urbana e concreta. Mas dando sequência, ainda, à vertente desse prêmio, recebido da ACIMA Mandala Edizione, vamos publicar o texto premiado na antologia "Amor & Amore" a ser lançada em 2017. E sim, quero fazer também a versão de literatura infantil dele, com ilustrações bem coloridas, bonitas e poéticas, como pede o texto "A Beija-Flor Dodô & Gil Girassol", que se passa em "un bellissimo giardino" (um belo jardim).

UniversityIntel promove cultura maker e lança maratona para estudantes
Da Redacão

A “Maratona Maker Intel 2016” é uma competição que visa estimular jovens estudantes, dos ensinos Fundamental II e Médio, a criarem projetos com foco em Internet das Coisas, usando arquitetura Intel®.  Os interessados devem reunir-se em grupos de três a cinco pessoas para desenvolver projetos focados em inovação tecnológica, integrando e utilizando IoT, tendo como objetivo a solução de problemas sociais ou urbanos, sejam de comunidades ou até mesmo do mundo. As equipes devem submeter suas ideias no site da competição www.intel.com.br/maratonamaker até o dia 30 de setembro de 2016. Cinquenta projetos serão selecionados para a próxima etapa da maratona e receberão um kit de desenvolvimento Genuino 101 – uma placa de circuitos para aprendizado e prototipagem rápida baseada no módulo de baixo consumo de energia Intel® Curie™. As equipes escolhidas receberão um “Makerkit” contendo uma placa Genuíno 101, ideal para o desenvolvimento de projetos em ambientes de aprendizado, e itens periféricos, que serão utilizados para que as iniciativas se transforem em realidade. Os participantes receberão apoio de mentores, que ajudarão as equipes durante todo o período. Três projetos que tiverem maior destaque, entre os cinquenta finalistas, serão eleitos como vencedores, sendo um do Ensino Fundamental II e dois do Ensino Médio. Os estudantes ganhadores da Innovation trip conhecerão as instalações da Intel, irão interagir com especialistas da empresa além de outras atividades.] A Intel anunciará as três equipes vencedoras até o dia 25 de novembro de 2016. Antes da submissão das ideias, as equipes terão a oportunidade de participar dos “MakeDays”, eventos com duração de quatro horas, com oficinas para auxiliar os participantes na criação de ideias, desenvolvimento dos protótipos, execução e apresentação dos projetos. A Intel irá divulgar a agenda dos MakeDays, bem como toda a programação da maratona, no site www.intel.com.br/maratonamker.

O livro didático e a Base Nacional Comum Curricular
PublishNews
Leonardo Neto
24/05/2016

Em abril passado, o Ministério da Educação (MEC), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) divulgaram a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que, assim que aprovada, passará a traçar direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que vão orientar a elaboração de currículos para as diferentes etapas da Educação Básica, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Para chegar a sua segunda versão, que pode ser lida clicando aqui, o documento recebeu mais de 12 milhões de contribuições. Assim que aprovada, a BNCC impactará diretamente a produção de materiais didáticos criados tanto para os programas governamentais, quanto para as vendas feitas para alunos de escolas particulares. Para debater esse impacto, a Associação Brasileira dos Editores de Livros Escolares (Abrelivros) e a Associação Brasileira dos Autores de Livros Educacionais (Abrale) realizaram, na última segunda-feira (23), um evento na Livraria da Vila do Shopping JK.
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sala"Na sala de aula deveria ser valorizada a competência frente ao conhecimento"
ABC
Carlota Fominaya
25/05/2016

“O esgotamento do modelo escolar da era industrial é claro, no entanto como enfrentar o desafio de outra educação? Que papel têm os agentes envolvidos nesse risco”? Essas são apenas algumas das perguntas levantadas por Juan Núñez, sócio diretor de OTBInnova, empresa especializada em projetos de inovação educativa, durante a primeira palestra da série “A educação que queremos”, organizada mensalmente até novembro pela Fundação Botin. Para Núñez, mestre em Pedagogia, que foi diretor corporativo TIC do Grupo SM e trabalhou também como assessor pedagógico da empresa Red.es, “há uma necessidade absoluta de transformar o sistema educacional para responder aos desafios da sociedade do conhecimento desde a administração, passando pelos professores, pela gestão dos centros e até mesmo os alunos que temos hoje”.
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FictionAtravés da literatura, projeto online dá voz às vítimas de abuso
EbookNews
Eduardo Melo
23/05/2016

O site Pode Gritar entrou no ar em setembro de 2015. A proposta é que as vítimas de abuso sexual entrem em contato com os escritores e contem suas histórias. As narrativas, então, são reescritas em forma de relatos literários em primeira pessoa. Tanto a vítima quanto o escritor do relato assinam um termo de compromisso com cláusulas que asseguram a não identificação dos personagens e vetam qualquer uso comercial dos textos.
Respectivamente professor e aluna de oficinas literárias, Frizero e Nurit também contam com o trabalho voluntário de autores parceiros. Nesses casos, nem mesmo os escritores que recebem os relatos para transformá-los em literatura sabem a identidade de quem contou a sua história. A inspiração veio do Project Unbreakable (Projeto Inquebrável), criado em 2011. Então com 19 anos, a fotógrafa americana Grace Brown fez e divulgou fotos de vítimas de violência sexual segurando cartazes em que se liam frases ditas pelos seus abusadores. Se assim se sentissem mais confortáveis, elas seguravam os cartazes sobre os rostos, ocultando as suas identidades.
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Cinco passos para você ser mais criativo, segundo um dos maiores inovadores do mundo
O Estado de S.Paulo
Ligia Aguilhar
19/05/2016

O que você faz quando precisa encontrar uma solução criativa? Escolhe a primeira e mais fácil alternativa que vier à cabeça? Ou insiste em tentar entender o problema e em buscar uma solução fora da caixa?
Acredite se puder, mas apenas 25% das pessoas acreditam estar exercendo todo o seu potencial criativo. Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada pela Adobe com 5 mil adultos. O dado foi citado em uma palestra do especialista em inovação Tom Kelley, que assisti nesta semana, em Chicago. Em sua palestra, Kelley cita os principais passos para qualquer pessoa tornar-se mais criativa. Segundo ele, não existe ninguém incapaz de ser criativo. Você se lembra de quando era criança e toda hora inventava algo novo? Kelly afirma que você não perdeu essa capacidade, apenas precisa aprender a desbloquear o seu potencial criativo. Confira suas dicas:
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uspUSP lidera ranking de reputação acadêmica da América Latina
O Estado de S.Paulo
Fábio de Castro
26/05/2016

Cinco das 10 universidades mais prestigiadas da América Latina são brasileiras, de acordo com um novo ranking de reputação acadêmica da revista Times Higher Education (THE), dedicado às universidades do continente. A Universidade de São Paulo (USP) lidera a lista, divulgada nesta quinta-feira, 26. Uma das principais referências do mundo em medição de qualidade do ensino superior, a THE lançou pela primeira vez uma lista específica das universidades de maior prestígio na América Latina. Para produzi-la, foram consultados mais de 10 mil líderes acadêmicos em 133 países. Além da divulgação das 10 mais prestigiadas do continente, a THE promete divulgar em julho o ranking completo, incluindo outras universidades e novos indicadores.
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Se o Brasil tivesse apenas 100 pessoas, 8 seriam analfabetas
Terra

Os números do analfabetismo no Brasil ainda são alarmantes. O dados utilizados pela Plus 55 na apuração nos números foram disponibilizados pelo IBGE, e estão disponíveis aqui.
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“O Diário de Anne Frank” ganha versão em quadrinhos e “Complete Works”
Glamurama
26/05/2016

Com lançamento simultâneo em vários países, chega às livrarias brasileiras em 2017, pela Record, “O Diário de Anne Frank em Quadrinhos”. Produzido em parceria com a Fundação Anne Frank, o livro terá ilustrações do ucraniano David Polonsky. “Uma iniciativa da Fundação Anne Frank, com quem a Record trabalha em parceria exclusiva desde 1976, quando Otto Frank assinou o contrato de edição em português da versão editada por ele das memórias da filha, “‘O Diário de Anne Frank em Quadrinhos’ é um acréscimo valioso ao nosso esforço conjunto de divulgação dessa emocionante história [...] A edição em quadrinhos vem atender à demanda por um formato e uma linguagem com maior apelo entre os mais jovens, funcionando como nova porta de entrada para se conhecer o texto de Anne Frank. É um projeto lindo e estamos orgulhosos por fazer parte do grupo de editoras em todo o mundo que vão publicá-lo simultaneamente em 2017″, comenta Renata Pettengil, editora executiva da Record.
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Very shallow depth of focus.Faturamento com vendas de livros infantis nos EUA chega a US$ 1,7 bi em 2015
Alexandra Alter/NYTimes
25/05/2016

Uma série de novos livros ilustrados de autores famosos chegará às livrarias nos próximos meses, inclusive uma coleção de poemas divertidos de Calvin Trillin e um livro de contos de fadas de horror, igualmente ilustrado, da misteriosa escritora italiana Elena Ferrante. A atual safra de livros ilustrados de autores literários chega ao mercado num momento em que a literatura infantil se tornou um nicho vibrante e frequentemente lucrativo para os romancistas. O faturamento obtido com as vendas de livros infantis chegou a US$ 1,7 bilhão em 2015, em comparação a US$ 1,5 bilhão em 2011, segundo a Associação de Editores Americanos, que analisa as vendas de mais de 1.200 editoras. As de livros para adultos permaneceram estagnadas.
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digitalpaperMorte e vida dos e-books: uma entrevista com Camila Cabete
Câmara Mineira do Livro
25/05/2016

Primeiro, propagaram a morte dos livros tradicionais devido à chegada dos e-books. Agora, estão é a vez de espalharem a notícia da morte prematura dos e-books e a volta dos livros tradicionais. Mas será que esse é o futuro do mercado editorial? Um mundo apocalíptico onde livros zumbis disputam pela atenção do leitor? Esse futuro assustou Camila Cabete, Senior Publisher Relations Manager da Kobo Inc. e dona do startup a Zo Editorial, especializada em consultoria para autores e editoras, e ela escreveu sobre isso em uma coluna publicada na publishnews: Um minuto de silêncio, pela morte dos e-books, em que ela nos lembra que os livros digitais e livros tradicionais são igualmente importantes paras as editoras e os leitores. Conversamos com Camila Cabete e você pode ler a seguir:
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BibliothekO desafio de formar leitores
Carta Educação
Denise Guilherme Viotto
24/05/2016

Na semana passada saiu o resultado da 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro. Os dados divulgados abrem espaço para muitas reflexões – seja porque nos reconhecemos nas respostas e comportamentos ali expostos, seja porque somos cúmplices de alguns cenários ali apresentados. Cenários já muito familiares a todos aqueles comprometidos com o desafio de formar leitores em nosso país.
Segundo os critérios da pesquisa, 44% da população brasileira não é leitora. E dentre as principais razões apresentadas para a ausência da prática da leitura de livros estão a falta de tempo e paciência, o cansaço, a dificuldade e o não gostar de ler. Todos sabemos que a leitura, assim como a culinária, a dança, a costura e a natação, por exemplo, é uma habilidade. Como tal, precisa ser adquirida, treinada, aperfeiçoada e refletida para que seja praticada com autonomia e desenvoltura. É possível que, para esse número considerável de brasileiros, a falta de interesse por essa habilidade possa ser explicada pela dificuldade que possuem em praticá-la de modo satisfatório.
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QuadrinhosEstante
Quadrinhos dos anos 10
Editora: Cia das Letras
Autor: André Dahmer
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
Páginas: 320
Preço: R$ 64,90
ISBN: 9788535927146<

Difícil definir os anos 1910. Na esteira das revoluções tecnológicas da virada do século, o ruído ampliou-se e a dispersão tomou conta. Todavia, a torrente de informações e opiniões não assusta André Dahmer. Na verdade, é desse caldo que ele tira algumas de suas melhores histórias. Quadrinhos dos anos 10 tem uma receita simples: três ou quatro quadros em sequência, contendo a mais dolorosa e mordaz crítica à vida moderna. O humor dessas páginas nasce da mesma angústia que sentimos diante das complicações contemporâneas que o autor tenta destrinchar. Mas as tiras não são pesadas e duras: pelo contrário, são tão engraçadas quanto os absurdos do dia a dia. Um riso meio doído, mas um riso mesmo assim.

 

 

 

 

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