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CONTEC 2013

30 Agosto, 2013

Bienal do Livro - Riocentro
Auditório Rachel de Queiroz- Pavilhão Azul/3 Rio de Janeiro

Uma oportunidade única para conhecer práticas de sucesso e discutir novidades no campo da transferência de conhecimento.

Programação

CONTEC 2013
30 Agosto 2012

9:30 am
Boas-vindas
Marifé Boix García, Vice-presidente de Desenv. de Negócios do Sul da Europa e América Latina.
Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha
Sonia Machado Jardim, Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros

9:45 am
Apresentação da LitCam
Karin Plötz, Diretora LitCam

10:00 am
Keynote: A Educopédia e a personalização do processo de aprendizagem
Rafael Parente, Subsecretário de novas tecnologias educacionais, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Brasil

10:45 am
LitCam e UNESCO Brasil apresentam
Tecnologia e alfabetização no Brasil
Carlos Spezia, UNESCO, Brasil

11:15 am
Palestra: Educação em um ambiente tecnológico
José Castilho, Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Brasil

11:45 am
Debate: Disseminação de informação no mundo acadêmico
Flavia Costa, Diretora Editorial Universitaria, Universidad Pedagógica, Argentina
Elsa Cristina Robayo, presidente da Asociación de Editoriales Universitarias, Colombia
João Carlos Canossa, Editor-Executivo da Editora Fiocruz e Presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias, Brasil

12:30 am
Inovando na aprendizagem da escrita
Ricardo Prado Schneider, Mobile Brain, Brasil

1:15 pm
Almoço

2:15 pm
Painel de discussão e apresentações
A tecnologia na alfabetização
a) Aprendizado em equipamentos móveis
Roberto Bahiense, Nuvem de livros, Brasil
b) Aprendizado com Smartphones
PALMA - Programa de alfabetização na língua mãe
Prof. José Luis Poli, IES2 - Inovação, Educação e Soluções Tecnológicas, Brasil

3:00 pm
Educação e direitos autorais: mudanças no cenário e como nos preparar para elas
Michael Healy, Diretor Executivo, Author and Publisher Relations, Copyright Clearance Center, EUA

3:45 pm
Coffee break

4:15 pm
Apresentação: Gamification
Bruno Valente, CEO da Punch!, Brasil

5:00 pm
Apresentação: Estratégias de implementação de projetos educacionais.
Palestrante: Ana Paula Brandão, coordenadora geral da área de Mobilização e Articulação Comunitária, Canal Futura, Brasil

5:30 pm
Debate: Esportes: uma oportunidade para igualdade na educação?
Flavio Carneiro (autor), Brasil
Maurício Pinto, Coordenador de Educação Física e Esportes da Secretaria Municipal de Educação da Cidade do Rio de Janeiro; Secretario Executivo do Comitê de Integração das Secretarias de Educação, Esporte e Saúde da Cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Moderator: Cristiano Reckziegel, jornalista.

6:15 pm
Palavras finais
Ricardo Costa, Associate Partner
Feira do Livro de Frankfurt, Brasil

Imprensa: Notícias digitais

- "Contec Brasil 2013". Revista Fator Brasil

- "@valentebruno da @Punchcom falará sobre #gamification na CONTEC Brasil na @bienaldolivro". Punchcom

- "Quando ideias se encontram" marca a participação da Alemanha na Bienal do Livro do Rio de Janeiro". Agregario

- "CONTEC na Bienal 2013". Rio Educa

- "XVI Bienal Internacional do Livro Rio tem a maior programação cultural dos 30 anos do evento". Radiologia RJ

- "Show de imagens da Bienal do Livro Rio 2013". Incentivo a leitura

- "Conferência Internacional da Feira do Livro de Frankfurt será dia 30 de agosto na Bienal do Rio". Max Press Net

- "Juergen Boos fala sobre a colaboração entre Brasil e Alemanha". Publish News Brasil

-"A educação no contexto das novas tecnologias". Maxpress

- "XVI Bienal Internacional do Livro Rio tem a maior programação cultural dos 30 anos do evento". Suplemento cultural

- "Bienal do Livro do RJ". Mundo Leitura

- "CONTEC fala sobre Educação e Tecologia na Bienal do Rio". Publish News

- "Eduel participou da Contec 2013". Agência UEL de Notícias

- "Programação da Bienal 2013". Revistra Petrópolis

- "Inscrições abertas para a CONTEC Brasil 2013". Brasil Alemanha News

- "Inscrições abertas para a Contec Brasil 2013, a Conferência sobre Educação e Tecnologia da Feira do Livro de Frankfurt". Sopa Cultural

- "CONTEC Brasil 2013 abre inscrições". PublishNews

- "CONTEC 2013 será outra vez no Brasil". CNTU

- "Inscrições abertas para a CONTEC Brasil 2013". SEESP

- "Imperdível da Bienal do Livro 2013". Guia da semana

- "Conferência Internacional da Feira do Livro de Frankfurt será dia 30 de agosto na Bienal do Rio". Maxpress

- "Juergen Boos fala sobre a colaboração entre Brasil e Alemanha". Publishnews

- "Novas formas de ensino". Blog DCL

- A Alemanha e a homenagem na Bienal do Livro Rio 2013. Publish news

- CONTEC Brasil 2013. Portal Fator Brasil

- CONTEC 2013 será realizada durante a Bienal do Livro do Rio. Snel

- CONTEC 2013, Editora Fiocruz

- Bienal Internacional do Livro presta homenagem à Alemanha. Embaixada e Consulados Gerais da Alemanha no Brasil

- XVI Bienal Internacional do Livro Rio terá a maior programação cultural dos 30 anos do evento. Incentivo à leitura

- XVI Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Blog Carioca

- A educação no contexto das novas tecnologias. Maxpress Net

- VIDEO: 16ª Bienal do Livro no Rio deve receber 600 mil pessoas. eBand

- A educação no contexto das novas tecnologias. Pauta social

- A educação no contexto das novas tecnologias. Sopa cultural

- “Contec Brasil 2013” acontece amanhã, 30 de agosto. Sala aberta

- A Alemanha e a homenagem na Bienal do Livro Rio 2013! Viva la vida

- Estande da Alemanha na Bienal do Livro traz diversas atrações no âmbito da Temporada Alemanha no Brasil. Tabularasa

- Bienal do Livro 2013: o mundo literário ao seu alcance. Bafafa online

- Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro homenageia à Alemanha. Sobre livros

Imprensa: TV
Imprensa: Radio

- "Bienal abre hoje para a visitação das escolas e tem homenagem à Alemanha".CBN - Globoradio

- "Segunda edição da Contec será no dia 30 de agosto dentro da Bienal do Livro".CBN - Globoradio


Programação

CONTEC 2013
30 Agosto 2012

9:30 am
Boas-vindas
Marifé Boix García, Vice-presidente de Desenv. de Negócios do Sul da Europa e América Latina.
Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha
Sonia Machado Jardim, Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros

9:45 am
Apresentação da LitCam
Karin Plötz, Diretora LitCam

10:00 am
Keynote: A Educopédia e a personalização do processo de aprendizagem
Rafael Parente, Subsecretário de novas tecnologias educacionais, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Brasil

10:45 am
LitCam e UNESCO Brasil apresentam
Tecnologia e alfabetização no Brasil
Carlos Spezia, UNESCO, Brasil

11:15 am
Palestra: Educação em um ambiente tecnológico
José Castilho, Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Brasil

11:45 am
Debate: Disseminação de informação no mundo acadêmico
Flavia Costa, Diretora Editorial Universitaria, Universidad Pedagógica, Argentina
Elsa Cristina Robayo, presidente da Asociación de Editoriales Universitarias, Colombia
João Carlos Canossa, Editor-Executivo da Editora Fiocruz e Presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias, Brasil

12:30 am
Inovando na aprendizagem da escrita
Ricardo Prado Schneider, Mobile Brain, Brasil

1:15 pm
Almoço

2:15 pm
Painel de discussão e apresentações
A tecnologia na alfabetização
a) Aprendizado em equipamentos móveis
Roberto Bahiense, Nuvem de livros, Brasil
b) Aprendizado com Smartphones
PALMA - Programa de alfabetização na língua mãe
Prof. José Luis Poli, IES2 - Inovação, Educação e Soluções Tecnológicas, Brasil

3:00 pm
Educação e direitos autorais: mudanças no cenário e como nos preparar para elas
Michael Healy, Diretor Executivo, Author and Publisher Relations, Copyright Clearance Center, EUA

3:45 pm
Coffee break

4:15 pm
Apresentação: Gamification
Bruno Valente, CEO da Punch!, Brasil

5:00 pm
Apresentação: Estratégias de implementação de projetos educacionais.
Palestrante: Ana Paula Brandão, coordenadora geral da área de Mobilização e Articulação Comunitária, Canal Futura, Brasil

5:30 pm
Debate: Esportes: uma oportunidade para igualdade na educação?
Flavio Carneiro (autor), Brasil
Maurício Pinto, Coordenador de Educação Física e Esportes da Secretaria Municipal de Educação da Cidade do Rio de Janeiro; Secretario Executivo do Comitê de Integração das Secretarias de Educação, Esporte e Saúde da Cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Moderator: Cristiano Reckziegel, jornalista.

6:15 pm
Palavras finais
Ricardo Costa, Associate Partner
Feira do Livro de Frankfurt, Brasil

Imprensa: Notícias digitais

- "Contec Brasil 2013". Revista Fator Brasil

- "@valentebruno da @Punchcom falará sobre #gamification na CONTEC Brasil na @bienaldolivro". Punchcom

- "Quando ideias se encontram" marca a participação da Alemanha na Bienal do Livro do Rio de Janeiro". Agregario

- "CONTEC na Bienal 2013". Rio Educa

- "XVI Bienal Internacional do Livro Rio tem a maior programação cultural dos 30 anos do evento". Radiologia RJ

- "Show de imagens da Bienal do Livro Rio 2013". Incentivo a leitura

- "Conferência Internacional da Feira do Livro de Frankfurt será dia 30 de agosto na Bienal do Rio". Max Press Net

- "Juergen Boos fala sobre a colaboração entre Brasil e Alemanha". Publish News Brasil

-"A educação no contexto das novas tecnologias". Maxpress

- "XVI Bienal Internacional do Livro Rio tem a maior programação cultural dos 30 anos do evento". Suplemento cultural

- "Bienal do Livro do RJ". Mundo Leitura

- "CONTEC fala sobre Educação e Tecologia na Bienal do Rio". Publish News

- "Eduel participou da Contec 2013". Agência UEL de Notícias

- "Programação da Bienal 2013". Revistra Petrópolis

- "Inscrições abertas para a CONTEC Brasil 2013". Brasil Alemanha News

- "Inscrições abertas para a Contec Brasil 2013, a Conferência sobre Educação e Tecnologia da Feira do Livro de Frankfurt". Sopa Cultural

- "CONTEC Brasil 2013 abre inscrições". PublishNews

- "CONTEC 2013 será outra vez no Brasil". CNTU

- "Inscrições abertas para a CONTEC Brasil 2013". SEESP

- "Imperdível da Bienal do Livro 2013". Guia da semana

- "Conferência Internacional da Feira do Livro de Frankfurt será dia 30 de agosto na Bienal do Rio". Maxpress

- "Juergen Boos fala sobre a colaboração entre Brasil e Alemanha". Publishnews

- "Novas formas de ensino". Blog DCL

- A Alemanha e a homenagem na Bienal do Livro Rio 2013. Publish news

- CONTEC Brasil 2013. Portal Fator Brasil

- CONTEC 2013 será realizada durante a Bienal do Livro do Rio. Snel

- CONTEC 2013, Editora Fiocruz

- Bienal Internacional do Livro presta homenagem à Alemanha. Embaixada e Consulados Gerais da Alemanha no Brasil

- XVI Bienal Internacional do Livro Rio terá a maior programação cultural dos 30 anos do evento. Incentivo à leitura

- XVI Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Blog Carioca

- A educação no contexto das novas tecnologias. Maxpress Net

- VIDEO: 16ª Bienal do Livro no Rio deve receber 600 mil pessoas. eBand

- A educação no contexto das novas tecnologias. Pauta social

- A educação no contexto das novas tecnologias. Sopa cultural

- “Contec Brasil 2013” acontece amanhã, 30 de agosto. Sala aberta

- A Alemanha e a homenagem na Bienal do Livro Rio 2013! Viva la vida

- Estande da Alemanha na Bienal do Livro traz diversas atrações no âmbito da Temporada Alemanha no Brasil. Tabularasa

- Bienal do Livro 2013: o mundo literário ao seu alcance. Bafafa online

- Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro homenageia à Alemanha. Sobre livros

Imprensa: TV
Imprensa: Radio

- "Bienal abre hoje para a visitação das escolas e tem homenagem à Alemanha".CBN - Globoradio

- "Segunda edição da Contec será no dia 30 de agosto dentro da Bienal do Livro".CBN - Globoradio

Contec im Marriott Hotel, Frankfurt am Main, Hessen, Hesse, Deutschland, Germany. Alljaehrlich im Herbst, findet in Frankfurt am Main, die Frankfurter Buchmesse, die groesste Buechershow der Welt statt. New Zealand is the guest of honour at the Frankfurt book fair 2013. © copyright: Bernd Hartung/ Frankfurter Buchmesse Presse- und Unternehmenskommunikation Ausstellungs- und Messe-GmbH des Boersenvereins des Deutschen Buchhandels Braubachstraße 16 60311 Frankfurt am Main press@book-fair.com Keine Model-Release-Vertraege/Persoenlichkeitsrechte der abgebildeten Personen vorhanden. Keine Weitergabe an Dritte. Belegexemplar erbeten an: Frankfurter Buchmesse Presse- und Unternehmenskommunikation Ausstellungs- und Messe-GmbH des Boersenvereins des Deutschen Buchhandels Braubachstraße 16 60311 Frankfurt am Main press@book-fair.com

Em 2012, a Feira do Livro de Frankfurt apresentou em São Paulo a CONTEC Brasil, uma conferência sobre alfabetização, educação e conteúdo de mídia e tecnologia para crianças e jovens. O sucesso do evento indicou que foram escolhidos os temas certos para o momento. Segundo Juergen Boos, presidente da Feira do Livro de Frankfurt, “nesta conferência juntamos professores e editores e oferecemos uma base para a troca de experiências e necessidades.”

Na CONTEC, educadores, administradores da área educacional, experts em tecnologia e educação, editores e profissionais de empresas crossmedia podem participar de um programa internacional e único que combina insights visionários e experiências práticas.

A CONTEC Brasil incentiva discussões sobre a incorporação de novas tecnologias na sala de aula, o treinamento de professores, e a mídia digital e as redes sociais na alfabetização. Palestras e painéis de discussão exploram a influência cada vez maior do livro digital na produção editorial tradicional, os desafios da produção crossmedia e o poder da mídia social.

Veja as entrevistas dos nossos palestrantes:

Entrevista de João Canossa

Demo Content

Entrevista de Ana Paula Brandão

1. Quantas pessoas fazem parte da equipe de implementação de projetos educacionais do Canal Futura?
Os projetos variam muito, incluindo quantidade de pessoas. Trabalhamos, geralmente, em rede, o que significa que estabelecemos parcerias com outras instituições de referência para a implementação dos projetos. Mas, do Futura, a equipe de Mobilização e Articulação Comunitária conta com 18 pessoas divididas por região e mais uma equipe de 4 pessoas dedicadas exclusivamente ao projeto A Cor da Cultura.
2. Há quanto tempo você está na emissora?
Há 15 anos
3. Quantos projetos atualmente vocês têm ligados à área educacional?
Quase a totalidade deles; senão diretamente através de parcerias com redes de educação, indiretamente trabalhando a partir da perspectiva da educação integral.
4. Como é feita seleção dos projetos que interessam?
A cada dois anos são decididos os temas e focos prioritários; a partir daí a equipe acaba nos trazendo oportunidades de ações e/ou somos convidados a desenvolver determinado tema. Então varia muito; pode ser atendendo a um tema emergencial, como o caso do combate à exploração e abuso contra crianças e adolescentes, tema este que entrou na pauta nacional há uns 6 anos e do qual o Futura construiu todo um plano de ação – e continua atuando; ou pode ser fruto de uma parceria internacional, como o caso do projeto Por que pobreza?, do qual faremos uma ampla implementação.
5. Qual o público?
Da mesma forma que os projetos são variados, o público também o é. Nossa prioridade de atuação é com os educadores (professores, coordenadores pedagógicos, equipes técnicas, educadores sociais), jovens e crianças.
6. O que contribui para o sucesso de um projeto educacional? A construção ou fortalecimento de uma rede de atuação. Do contrário, o projeto se torna pontual ou dependente daquela ação; a ideia é a de que ele se desenvolva e seja absorvido pela comunidade. E isso só é possível através de diálogo com os diferentes atores envolvidos. Por exemplo, no projeto A Cor da Cultura, cujo objetivo é apoiar a implementação da Lei 10639/03, o Futura extrapola a relação com a secretaria convocando outros atores para apoiarem os professores e as secretarias nessa tarefa. Sendo assim, participam do projeto os movimentos sociais, as universidades, fóruns de educação e etc.
7. Como envolver os educadores nos projetos?
Não adianta apenas um material atrativo, o qual o Futura faz muito bem; é necessária uma aproximação com os educadores, dialogar, mobilizar, tornar a rede ativa. Nossa equipe está sempre junto dos grupos, apoiando-os, promovendo atividades para fomentar o uso do material pedagógico, fazendo oficinas de formação e/ou sensibilização para o tema.
8. Quais os projetos de maior sucesso até agora?
São muitos! Afinal, o Futura tem 15 anos! Mas vou citar os mais atuais, correndo o enorme risco de ser injusta: projetos A Cor da Cultura, Que exploração é essa, Maleta Futura, Sala Futura,
Identidade Laranjeiras.
9. Quem define as estratégias?
Não é uma pessoa, isso se faz de forma dialogada entre as equipes internas e os parceiros. A experiência nos mostra que ir com um plano fechado não funciona! Obviamente os limites são bem claros: recursos e tempo. No mais, vamos definindo juntos a melhor estratégia para dar conta da demanda.
10. Como vocês fazem a avaliação dos projetos?
Normalmente contratamos uma empresa, através de licitação, para fazer a avaliação de resultados.

Entrevista de Roberto Bahiense

1. Como surgiu a Nuvem de Livros?
A Nuvem de Livros - projeto idealizado pela editora GOL e desenvolvido pela GOL MOBILE -, visa, estruturalmente, democratizar o acesso ao conhecimento utilizando um dos canais de distribuição mais populares do mundo.
2. Há quanto tempo funciona?
A Nuvem de Livros foi lançada na Bienal do Livro do RJ, soft-opening, no ano de 2011.
3. Quantos usuários e qual o perfil?
São certa de 1 milhão de usuários. Entre assinantes de serviços da Telefónica/Vivo e alunos e professores dos municípios onde a Nuvem de Livros é licenciada.
4. Quantos títulos/produtos tem o acervo?
São mais de 10 mil títulos no acervo, entre livros, audiolivros, audiocursos, vídeos, teleaulas, filmes, conteúdos interativos e mulimídia.
5. Pode citar alguns exemplos?
Além de livros, audiolivros e audiocursos – produzidos e editados por cerca de 100 editoras –, estão disponíveis na Nuvem de Livros entrevistas em áudio e vídeo com os autores mais importantes do mundo; Vídeos de saúde e bem-estar; Teleaulas do Novo Telecurso da Fundação Roberto Marinho; Projeto "Qualifica", também da Fundação Roberto Marinho, que oferece qualificação profissional para jovens e adultos com cursos nas áreas de logística e administração adequados às necessidades específicas destes setores produtivos; Programas de TV do Canal Futura e Canal Brasil e do portal literário Cronópios.
6. O acervo é consultado por palavra chave conforme o interesse?Há limite de consultas?
O sistema de busca pode ser filtrado por Título, Autor, Editora e Assunto e não há limite.
8. Quanto custa o serviço?
Para clientes VIVO:- Por R$1,99 por semana para Vivo Móvel
- Por R$6,90 por mês para Vivo Fixo ou Modem.
Caso não seja cliente Vivo, mas tenha um celular Android, pode fazer o download gratuito do aplicativo através na loja Google Play e pagar apenas a assinatura. Os valores dessa assinatura são de US$ 5,99/mês ou US$ 59,99/ano.
9. Para os educadores, qual é o conteúdo?
Parte do acervo, que tem atualização semanal, é reservada para formação continuada dos professores. São coleções, obras de referência e revistas especializadas em pedagogia abordando novos métodos de ensino. Estão disponíveis, também, a coleção Plano de Aula da editora Callis e vídeos da série PROCAP - Programa de Capacitação de Professores, produzido pelo CIEE.

Entrevista de Ricardo Prado Schneider

1. Qual a sua experiência na área de ensino?
Sou empreendedor na área de tecnologia há mais de 15 anos, fui sócio fundador da Fábrica Digital, empresa pioneira no Brasil na área de gerenciamento on-line de conteúdo. Meu envolvimento com educação começouj ao liderar um projeto de inclusão digital financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e desenvolvido pelo Comitê para Democratização da Informática (CDI), o projeto Morro do Silício. Como diretor de projetos de educação da Gol Mobile, coordenei a implantação de projetos inovadores de gestão em educação pública, de relacionamento entre governo e cidadão e a implantação da primeira biblioteca digital por assinatura do Brasil, a Nuvem de Livros, além de outros projetos envolvendo aplicações web e mobile para diversas plataformas. Desde 2013 estou na Mobile Brain, empresa voltada para o desenvolvimento de projetos mobile de educação ancorados em tecnologia e neurociências.

2.Como está, em sua opinião, a educação a distancia no Brasil?
Em resumo, nas universidades privadas, ela cresce basicamente porque o sistema é simplesmente incapaz de alcançar áreas remotas, mas segue um modelo de baixo nível de inovação. Em relação as iniciativas públicas, elas avançaram muito em determinado período e mais recentemente estacionaram em um modelo que já se esgotou. Quase ninguém no país está realmente aproveitando as oportunidades que as tecnologias móveis e a expansão das redes sociais apresentam para promover um novo modelo calcado na total mobilidade e em processos socias de aprendizagem.

3. Onde entram as neurociências na aprendizagem?
Hoje em dia conhecemos alguns aspectos do funcionamento do cérebro que permitem aplicações no ensino, com o intuito de melhorarmos o engajamento e a formação de memória. Seguem abaixo alguns desses aspectos:

A) Sem risco não há aprendizagem: A formação de novas memórias está ligada às predições realizadas pelo cérebro, avaliando riscos e recompensas. Se não há risco, simplesmente o gasto energético em aprender é entendido como inútil. É o fundamento por trás gameficação dos processos de aprendizagem.

B) Engajamento social: Estudos mostram que o cérebro humano engaja-se mais numa atividade de aprendizagem se esta envolve outras pessoas. Então se pode otimizar a aprendizagem explorando o aspecto social numa atividade. Mas como valer-se disso num ambiente digital? Primeiro através da humanização dos objetos de interação, como por exemplo avatares representando os tutores/professores. Segundo estimulando uma rede social para essa interação, voltada para os conteúdos ensinados e os resultados.

C) Aprendizagem polimodal: A consolidação de memórias é facilitada quando os eventos apresentam-se estimulando mais de uma modalidade sensorial. Deve-se ter isso em mente ao preparar um material didático digital, valendo-se de um ou mais sentidos na apresentação do conteúdo. Sendo assim, um material didático que tenha texto, som e animação será mais facilmente assimilado do que um com apenas texto.

D) Aprendizagem customizada: Sabemos hoje que existem diferenças individuais no cérebro relacionadas à aprendizagem. As mídias digitais oferecem a possibilidade de ajustar o conteúdo de acordo com o ritmo, capacidade e conhecimentos/habilidades prévias de cada indivíduo, dessa forma maximizando a aprendizagem.

E) "Treine seu cérebro": Sabe-se hoje que é possível aumentar determinadas capacidades cerebrais através de exercícios. Determinadas funções cerebrais podem, portanto, ser treinadas através de exercícios, e isso pode auxiliar na resolução de problemas envolvendo raciocínio lógico, entre outros.

4. Quais são os principais projetos desenvolvidos pela sua empresa?
- Edumobi (Rede de Ensino Móvel da Abril Educação): desenvolvimento da arquitetura de aprendizagem, metodologia para adapatação de conteúdos e sistema on-line de gestão de cursos mobile para a primeira rede de ensino móvel multidisciplinar do Brasil. Lançada com grande sucesso em março de 2013 através Vivo.

- Fábrica de Cursos Mobile: desenvolvimento de cursos mobile para varejo e projetos corporativos em diversos temas.

- Desenvolvimento de um App que auxilia as pessoas a escreverem de forma clara, concisa e coerente (será apresentado durante a Feira do Livro de Frankfurt em Outubro).

- Plataforma ConteXt: Sistema de gestão de conteúdos para meios móveis de extrema flexibilidade e que viabiliza rapidamente implementar projetos de educação e/ou disseminação de informação e conhecimento via dispositivos móveis.

- Metodologia “Muitos para muitos”: metodologia para educação mista (parcialmente presencial e parcialmente a distância) que fortalece o papel do aluno como produtor de inovação em um contexto altamente colaborativo.

5. Há algum tipo de produto/ferramenta para facilitar o acesso dos professores às novas tecnologias?
Os tablets e os smartphones em si são as ferramentas! Trazem uma interface intuitiva, que facilita o uso mesmo para pessoas que não são “nativos digitais”. O estímulo do uso desses no dia a dia das escolas é o que vai disseminar o uso de tecnologia por parte dos professores.

6. Como vocês montaram as equipes para preparar o conteúdo para os cursos?
Nós treinamos internamente nossos colabores nas nossas e eles trabalham junto aos autores originais dos conteúdos para garantir a correção do resultado final. Os pré-requisitos para esse tipo de trabalho são facilidade para comunicação, de maneira rápida e concisa. Descobrimos que jovens em carreira científica podem ser ótimas escolhas.

7. Quantas pessoas formam a equipe da empresa?
Temos uma equipe fixa de 35 pessoas divididas entre Rio de Janeiro e Minas Gerais e times adicionais de tamanho variado ligados a projetos específicos.

8. Vocês têm algum tipo de parceria com o Governo?
No momento estamos focados essencialmente em projetos privados.

Entrevista de Flavia Costa

1. Como está a produção das universidades argentinas?
A produção editorial argentina tem crescido constantemente nos últimos anos. Neste momento, de acordo com os editores da Rede de Editoras Universitárias, há cerca de 40 editoras universitárias públicas associadas que produzem entre mil e 1200 novidades ao ano. Seu principal ponto em comum, além de pertencer às universidades públicas, é a sua diversidade notável, que tem a ver com os diferentes projetos institucionais que as guiam, com o lugar na estrutura institucional (alguns dependem da Reitoria, Académica, Extensão, Pesquisa e Comunicação), com o grau de autonomia de que gozam em termos de orçamento do projeto editorial e assim por diante. A heterogeneidade também é a regra em relação aos catálogos, às políticas de avaliação de originais, aos autores que publicam e até mesmo aos suportes que eles oferecem. A complexidade deste esquema, no entanto, traz uma dupla vantagem. A primeira é que é editores não são pressionados pelo lucro fabuloso, mas em qualquer caso, o melhor cenário é o que está na situação referida pelo editor italiano Roberto Calasso, diretor da Casa Adelphi: a "financiar bons livros com bons livros ". A segunda é que, em conjunto, representam um microssistema de “bibliodiversidade” substancial.

2. Há integração entre as editoras universitárias no seu país?
Sim, por um lado existe a Red de Editoriales de Universidades Nacionales (REUN), reunindo as universidades nacionais, com uma agenda baseada em objetivos comuns a todos os seus membros, principalmente pela natureza de nossas instituições e, por outro lado, há também a Rede Publishing das universidades particulares (REUP). Desde 2012, as duas redes já começaram a promover algumas ações conjuntas, particularmente impulsionadas pela Secretaria de Políticas Universitárias do Ministério da Educação Nacional.

3. Quais são os maiores desafios nesta área?
A REUN detectou nos últimos anos pelo menos quatro grandes desafios para os nossos editores: a profissionalização das editoras (a formação das pessoas que trabalham no mercado editorial, a valorização de seus catálogos, a questão de qualidade em diferentes suportes tecnológicos), a visibilidade de seus livros dentro e fora da comunidade universitária, o encontro eficaz com seus leitores (as questões estratégicas de comunicação pública de seus títulos e a comercialização e distribuição) e a criação de redes locais, regionais, nacionais e inernacionais para o crescimento do microssistema criativo.

4. Como é feita a disseminaçao das informações para a mídia e o público leitor?
Cada editora tem sua estratégia. A nossa, a UNIPE, tem três focos. Primeiro, criamos algumas publicações próprias como a revista e suplemento Tema Uno e o suplemento Educação em debate, que publicamos junto com o jornal mensal Le Monde Diplomatique, edição Cone Sul, e onde discutimos assuntos que fazem parte da agenda de nossa própria universidade. Em segundo, fazemos campanhas de mídia tradicionais que acompanham cada lançamento. Finalmente, também visitamos semanalmente livrarias e feiras do livro (faculdades e universidades), apresentando e promovendo nossos títulos para os primeiros leitores e comentaristas: os livreiros.

5. Vocês promovem eventos?
Sim, existem diferentes projetos e eventos. Um em especial foi criado há três anos por três editoras que integram a Rede (Eudeba, Universidad Nacional de Quilmes e Universidad Nacional del Litoral), junto com a cátedra de Edición Editorial de la UBA y la Fundación El Libro. Se trata das Jornadas de la Edición Universitaria (JEU), com a Eudeba, a Universidade Nacional de Quilmes e a Universidad Nacional del Litoral, juntamente com a cadeira de Edição e Publicação da Universidade de Buenos Aires e Fundación El Libro. Além disso, os encontros regionais são promovidos em diversas feiras e temos estandes conjuntos.

6. Os professores das universidades estão acompanhando a revolução digital?
Eles são experientes e estão tentando entender e acompanhar todo o processo com cautela. Em praticamente todas as universidades são propostos os desenvolvimentos digitais no nível das classes (aulas virtuais), no nível dos textos produzidos (repositórios institucionais) e nos livros de referência (bibliotecas). Enquanto isso, estão acontecendo discussões importantes sobre os temas jurídico, político e econômico no que se refere à questão do acesso aberto. É um campo inteiro para trabalhar e, de preferência, integrado às editoras regionais.

7. Quais os temas preferidos para os títulos das editoras universitárias?
Não tenho estatísticas das publicações das universidades, mas entendo que há uma tendência geral ou dominante, mas emc ada caso depende deo que as áreas de produção de conhecimento das instituições determinam em suas políticas editoriais.
8. O que aproxima Brasil e Argentina na produção editorial das universidades?
Eu entendo que nós compartilhamos os mesmos desafios para o contexto da globalização e concentração do mercado editorial, e também em termos de profissionalismo e visibilidade das editoras universitárias, sobre o que nos parece prioritário para construir uma agenda prioritária que funcione em conjunto. Acreditamos que a integração de nossas respectivas redes é o quadro adequado para lidar com essa tarefa.

9. Os títulos das editoras universitárias têm caráter comercial?
As editoras universitárias enfrentam o duplo desafio de atender a lógica acadêmica e científica para produzir materiais de qualidade, ou seja, a pensar em si mesmas com as funções de pesquisa, ensino e extensão da educação. Os selos devem trazer suas produções a um mercado que tem suas regras. As editoras universitárias lutam para encontrar seu lugar e marca, e, se possível, os seus próprios cursos. Nesta linha de tensão, porque, sem negar nenhuma das duas realidades, os títulos devem ser principalmente em busca de leitores, que representam o público que dá sentido a todo o nosso trabalho.

10. Como é a relação das editoras com os órgãos governamentais?
Este tem sido uma relação complexa e que muda conforme o momento histórico. No momento, há uma maior compreensão por parte de alguns órgãos e regiões do Estado sobre a importância estratégica da universidade e suas editoras para o desenvolvimento do país.

Entrevista de Jose Luis Poli

Como está o projeto OPALMA - Programa de Alfabetização na língua mãe?
O projeto terminou a fase de pesquisa através de pilotos com 277 usuários em escolas públicas nas classes de EJA – Educação de Jovens e Adultos. A nossa abordagem na palestra será o resultado dos pilotos, depoimentos de usuários e professores.
1. Quais foram os resultados?
Os resultados foram excelentes, tanto em aprendizagem, quanto na motivação dos alunos e na diminuição da evasão.
2. Como vocês vão aproveitar essa experiência?
Nossa empresa, a IES2 (Inovação, Educação e Soluções Tecnológicas) acredita que os conteúdos educacionais serão produtos consumidos em larga escala, por meio de plataformas tecnológicas e que devemos oferecer experiências de
aprendizagem que tornem o conhecimento acessível a qualquer pessoa, em qualquer lugar e em qualquer momento.


Entrevista de João Canossa

Demo Content

Entrevista de Ana Paula Brandão

1. Quantas pessoas fazem parte da equipe de implementação de projetos educacionais do Canal Futura?
Os projetos variam muito, incluindo quantidade de pessoas. Trabalhamos, geralmente, em rede, o que significa que estabelecemos parcerias com outras instituições de referência para a implementação dos projetos. Mas, do Futura, a equipe de Mobilização e Articulação Comunitária conta com 18 pessoas divididas por região e mais uma equipe de 4 pessoas dedicadas exclusivamente ao projeto A Cor da Cultura.
2. Há quanto tempo você está na emissora?
Há 15 anos
3. Quantos projetos atualmente vocês têm ligados à área educacional?
Quase a totalidade deles; senão diretamente através de parcerias com redes de educação, indiretamente trabalhando a partir da perspectiva da educação integral.
4. Como é feita seleção dos projetos que interessam?
A cada dois anos são decididos os temas e focos prioritários; a partir daí a equipe acaba nos trazendo oportunidades de ações e/ou somos convidados a desenvolver determinado tema. Então varia muito; pode ser atendendo a um tema emergencial, como o caso do combate à exploração e abuso contra crianças e adolescentes, tema este que entrou na pauta nacional há uns 6 anos e do qual o Futura construiu todo um plano de ação – e continua atuando; ou pode ser fruto de uma parceria internacional, como o caso do projeto Por que pobreza?, do qual faremos uma ampla implementação.
5. Qual o público?
Da mesma forma que os projetos são variados, o público também o é. Nossa prioridade de atuação é com os educadores (professores, coordenadores pedagógicos, equipes técnicas, educadores sociais), jovens e crianças.
6. O que contribui para o sucesso de um projeto educacional? A construção ou fortalecimento de uma rede de atuação. Do contrário, o projeto se torna pontual ou dependente daquela ação; a ideia é a de que ele se desenvolva e seja absorvido pela comunidade. E isso só é possível através de diálogo com os diferentes atores envolvidos. Por exemplo, no projeto A Cor da Cultura, cujo objetivo é apoiar a implementação da Lei 10639/03, o Futura extrapola a relação com a secretaria convocando outros atores para apoiarem os professores e as secretarias nessa tarefa. Sendo assim, participam do projeto os movimentos sociais, as universidades, fóruns de educação e etc.
7. Como envolver os educadores nos projetos?
Não adianta apenas um material atrativo, o qual o Futura faz muito bem; é necessária uma aproximação com os educadores, dialogar, mobilizar, tornar a rede ativa. Nossa equipe está sempre junto dos grupos, apoiando-os, promovendo atividades para fomentar o uso do material pedagógico, fazendo oficinas de formação e/ou sensibilização para o tema.
8. Quais os projetos de maior sucesso até agora?
São muitos! Afinal, o Futura tem 15 anos! Mas vou citar os mais atuais, correndo o enorme risco de ser injusta: projetos A Cor da Cultura, Que exploração é essa, Maleta Futura, Sala Futura,
Identidade Laranjeiras.
9. Quem define as estratégias?
Não é uma pessoa, isso se faz de forma dialogada entre as equipes internas e os parceiros. A experiência nos mostra que ir com um plano fechado não funciona! Obviamente os limites são bem claros: recursos e tempo. No mais, vamos definindo juntos a melhor estratégia para dar conta da demanda.
10. Como vocês fazem a avaliação dos projetos?
Normalmente contratamos uma empresa, através de licitação, para fazer a avaliação de resultados.

Entrevista de Roberto Bahiense

1. Como surgiu a Nuvem de Livros?
A Nuvem de Livros - projeto idealizado pela editora GOL e desenvolvido pela GOL MOBILE -, visa, estruturalmente, democratizar o acesso ao conhecimento utilizando um dos canais de distribuição mais populares do mundo.
2. Há quanto tempo funciona?
A Nuvem de Livros foi lançada na Bienal do Livro do RJ, soft-opening, no ano de 2011.
3. Quantos usuários e qual o perfil?
São certa de 1 milhão de usuários. Entre assinantes de serviços da Telefónica/Vivo e alunos e professores dos municípios onde a Nuvem de Livros é licenciada.
4. Quantos títulos/produtos tem o acervo?
São mais de 10 mil títulos no acervo, entre livros, audiolivros, audiocursos, vídeos, teleaulas, filmes, conteúdos interativos e mulimídia.
5. Pode citar alguns exemplos?
Além de livros, audiolivros e audiocursos – produzidos e editados por cerca de 100 editoras –, estão disponíveis na Nuvem de Livros entrevistas em áudio e vídeo com os autores mais importantes do mundo; Vídeos de saúde e bem-estar; Teleaulas do Novo Telecurso da Fundação Roberto Marinho; Projeto "Qualifica", também da Fundação Roberto Marinho, que oferece qualificação profissional para jovens e adultos com cursos nas áreas de logística e administração adequados às necessidades específicas destes setores produtivos; Programas de TV do Canal Futura e Canal Brasil e do portal literário Cronópios.
6. O acervo é consultado por palavra chave conforme o interesse?Há limite de consultas?
O sistema de busca pode ser filtrado por Título, Autor, Editora e Assunto e não há limite.
8. Quanto custa o serviço?
Para clientes VIVO:- Por R$1,99 por semana para Vivo Móvel
- Por R$6,90 por mês para Vivo Fixo ou Modem.
Caso não seja cliente Vivo, mas tenha um celular Android, pode fazer o download gratuito do aplicativo através na loja Google Play e pagar apenas a assinatura. Os valores dessa assinatura são de US$ 5,99/mês ou US$ 59,99/ano.
9. Para os educadores, qual é o conteúdo?
Parte do acervo, que tem atualização semanal, é reservada para formação continuada dos professores. São coleções, obras de referência e revistas especializadas em pedagogia abordando novos métodos de ensino. Estão disponíveis, também, a coleção Plano de Aula da editora Callis e vídeos da série PROCAP - Programa de Capacitação de Professores, produzido pelo CIEE.

Entrevista de Ricardo Prado Schneider

1. Qual a sua experiência na área de ensino?
Sou empreendedor na área de tecnologia há mais de 15 anos, fui sócio fundador da Fábrica Digital, empresa pioneira no Brasil na área de gerenciamento on-line de conteúdo. Meu envolvimento com educação começouj ao liderar um projeto de inclusão digital financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e desenvolvido pelo Comitê para Democratização da Informática (CDI), o projeto Morro do Silício. Como diretor de projetos de educação da Gol Mobile, coordenei a implantação de projetos inovadores de gestão em educação pública, de relacionamento entre governo e cidadão e a implantação da primeira biblioteca digital por assinatura do Brasil, a Nuvem de Livros, além de outros projetos envolvendo aplicações web e mobile para diversas plataformas. Desde 2013 estou na Mobile Brain, empresa voltada para o desenvolvimento de projetos mobile de educação ancorados em tecnologia e neurociências.

2.Como está, em sua opinião, a educação a distancia no Brasil?
Em resumo, nas universidades privadas, ela cresce basicamente porque o sistema é simplesmente incapaz de alcançar áreas remotas, mas segue um modelo de baixo nível de inovação. Em relação as iniciativas públicas, elas avançaram muito em determinado período e mais recentemente estacionaram em um modelo que já se esgotou. Quase ninguém no país está realmente aproveitando as oportunidades que as tecnologias móveis e a expansão das redes sociais apresentam para promover um novo modelo calcado na total mobilidade e em processos socias de aprendizagem.

3. Onde entram as neurociências na aprendizagem?
Hoje em dia conhecemos alguns aspectos do funcionamento do cérebro que permitem aplicações no ensino, com o intuito de melhorarmos o engajamento e a formação de memória. Seguem abaixo alguns desses aspectos:

A) Sem risco não há aprendizagem: A formação de novas memórias está ligada às predições realizadas pelo cérebro, avaliando riscos e recompensas. Se não há risco, simplesmente o gasto energético em aprender é entendido como inútil. É o fundamento por trás gameficação dos processos de aprendizagem.

B) Engajamento social: Estudos mostram que o cérebro humano engaja-se mais numa atividade de aprendizagem se esta envolve outras pessoas. Então se pode otimizar a aprendizagem explorando o aspecto social numa atividade. Mas como valer-se disso num ambiente digital? Primeiro através da humanização dos objetos de interação, como por exemplo avatares representando os tutores/professores. Segundo estimulando uma rede social para essa interação, voltada para os conteúdos ensinados e os resultados.

C) Aprendizagem polimodal: A consolidação de memórias é facilitada quando os eventos apresentam-se estimulando mais de uma modalidade sensorial. Deve-se ter isso em mente ao preparar um material didático digital, valendo-se de um ou mais sentidos na apresentação do conteúdo. Sendo assim, um material didático que tenha texto, som e animação será mais facilmente assimilado do que um com apenas texto.

D) Aprendizagem customizada: Sabemos hoje que existem diferenças individuais no cérebro relacionadas à aprendizagem. As mídias digitais oferecem a possibilidade de ajustar o conteúdo de acordo com o ritmo, capacidade e conhecimentos/habilidades prévias de cada indivíduo, dessa forma maximizando a aprendizagem.

E) "Treine seu cérebro": Sabe-se hoje que é possível aumentar determinadas capacidades cerebrais através de exercícios. Determinadas funções cerebrais podem, portanto, ser treinadas através de exercícios, e isso pode auxiliar na resolução de problemas envolvendo raciocínio lógico, entre outros.

4. Quais são os principais projetos desenvolvidos pela sua empresa?
- Edumobi (Rede de Ensino Móvel da Abril Educação): desenvolvimento da arquitetura de aprendizagem, metodologia para adapatação de conteúdos e sistema on-line de gestão de cursos mobile para a primeira rede de ensino móvel multidisciplinar do Brasil. Lançada com grande sucesso em março de 2013 através Vivo.

- Fábrica de Cursos Mobile: desenvolvimento de cursos mobile para varejo e projetos corporativos em diversos temas.

- Desenvolvimento de um App que auxilia as pessoas a escreverem de forma clara, concisa e coerente (será apresentado durante a Feira do Livro de Frankfurt em Outubro).

- Plataforma ConteXt: Sistema de gestão de conteúdos para meios móveis de extrema flexibilidade e que viabiliza rapidamente implementar projetos de educação e/ou disseminação de informação e conhecimento via dispositivos móveis.

- Metodologia “Muitos para muitos”: metodologia para educação mista (parcialmente presencial e parcialmente a distância) que fortalece o papel do aluno como produtor de inovação em um contexto altamente colaborativo.

5. Há algum tipo de produto/ferramenta para facilitar o acesso dos professores às novas tecnologias?
Os tablets e os smartphones em si são as ferramentas! Trazem uma interface intuitiva, que facilita o uso mesmo para pessoas que não são “nativos digitais”. O estímulo do uso desses no dia a dia das escolas é o que vai disseminar o uso de tecnologia por parte dos professores.

6. Como vocês montaram as equipes para preparar o conteúdo para os cursos?
Nós treinamos internamente nossos colabores nas nossas e eles trabalham junto aos autores originais dos conteúdos para garantir a correção do resultado final. Os pré-requisitos para esse tipo de trabalho são facilidade para comunicação, de maneira rápida e concisa. Descobrimos que jovens em carreira científica podem ser ótimas escolhas.

7. Quantas pessoas formam a equipe da empresa?
Temos uma equipe fixa de 35 pessoas divididas entre Rio de Janeiro e Minas Gerais e times adicionais de tamanho variado ligados a projetos específicos.

8. Vocês têm algum tipo de parceria com o Governo?
No momento estamos focados essencialmente em projetos privados.

Entrevista de Flavia Costa

1. Como está a produção das universidades argentinas?
A produção editorial argentina tem crescido constantemente nos últimos anos. Neste momento, de acordo com os editores da Rede de Editoras Universitárias, há cerca de 40 editoras universitárias públicas associadas que produzem entre mil e 1200 novidades ao ano. Seu principal ponto em comum, além de pertencer às universidades públicas, é a sua diversidade notável, que tem a ver com os diferentes projetos institucionais que as guiam, com o lugar na estrutura institucional (alguns dependem da Reitoria, Académica, Extensão, Pesquisa e Comunicação), com o grau de autonomia de que gozam em termos de orçamento do projeto editorial e assim por diante. A heterogeneidade também é a regra em relação aos catálogos, às políticas de avaliação de originais, aos autores que publicam e até mesmo aos suportes que eles oferecem. A complexidade deste esquema, no entanto, traz uma dupla vantagem. A primeira é que é editores não são pressionados pelo lucro fabuloso, mas em qualquer caso, o melhor cenário é o que está na situação referida pelo editor italiano Roberto Calasso, diretor da Casa Adelphi: a "financiar bons livros com bons livros ". A segunda é que, em conjunto, representam um microssistema de “bibliodiversidade” substancial.

2. Há integração entre as editoras universitárias no seu país?
Sim, por um lado existe a Red de Editoriales de Universidades Nacionales (REUN), reunindo as universidades nacionais, com uma agenda baseada em objetivos comuns a todos os seus membros, principalmente pela natureza de nossas instituições e, por outro lado, há também a Rede Publishing das universidades particulares (REUP). Desde 2012, as duas redes já começaram a promover algumas ações conjuntas, particularmente impulsionadas pela Secretaria de Políticas Universitárias do Ministério da Educação Nacional.

3. Quais são os maiores desafios nesta área?
A REUN detectou nos últimos anos pelo menos quatro grandes desafios para os nossos editores: a profissionalização das editoras (a formação das pessoas que trabalham no mercado editorial, a valorização de seus catálogos, a questão de qualidade em diferentes suportes tecnológicos), a visibilidade de seus livros dentro e fora da comunidade universitária, o encontro eficaz com seus leitores (as questões estratégicas de comunicação pública de seus títulos e a comercialização e distribuição) e a criação de redes locais, regionais, nacionais e inernacionais para o crescimento do microssistema criativo.

4. Como é feita a disseminaçao das informações para a mídia e o público leitor?
Cada editora tem sua estratégia. A nossa, a UNIPE, tem três focos. Primeiro, criamos algumas publicações próprias como a revista e suplemento Tema Uno e o suplemento Educação em debate, que publicamos junto com o jornal mensal Le Monde Diplomatique, edição Cone Sul, e onde discutimos assuntos que fazem parte da agenda de nossa própria universidade. Em segundo, fazemos campanhas de mídia tradicionais que acompanham cada lançamento. Finalmente, também visitamos semanalmente livrarias e feiras do livro (faculdades e universidades), apresentando e promovendo nossos títulos para os primeiros leitores e comentaristas: os livreiros.

5. Vocês promovem eventos?
Sim, existem diferentes projetos e eventos. Um em especial foi criado há três anos por três editoras que integram a Rede (Eudeba, Universidad Nacional de Quilmes e Universidad Nacional del Litoral), junto com a cátedra de Edición Editorial de la UBA y la Fundación El Libro. Se trata das Jornadas de la Edición Universitaria (JEU), com a Eudeba, a Universidade Nacional de Quilmes e a Universidad Nacional del Litoral, juntamente com a cadeira de Edição e Publicação da Universidade de Buenos Aires e Fundación El Libro. Além disso, os encontros regionais são promovidos em diversas feiras e temos estandes conjuntos.

6. Os professores das universidades estão acompanhando a revolução digital?
Eles são experientes e estão tentando entender e acompanhar todo o processo com cautela. Em praticamente todas as universidades são propostos os desenvolvimentos digitais no nível das classes (aulas virtuais), no nível dos textos produzidos (repositórios institucionais) e nos livros de referência (bibliotecas). Enquanto isso, estão acontecendo discussões importantes sobre os temas jurídico, político e econômico no que se refere à questão do acesso aberto. É um campo inteiro para trabalhar e, de preferência, integrado às editoras regionais.

7. Quais os temas preferidos para os títulos das editoras universitárias?
Não tenho estatísticas das publicações das universidades, mas entendo que há uma tendência geral ou dominante, mas emc ada caso depende deo que as áreas de produção de conhecimento das instituições determinam em suas políticas editoriais.
8. O que aproxima Brasil e Argentina na produção editorial das universidades?
Eu entendo que nós compartilhamos os mesmos desafios para o contexto da globalização e concentração do mercado editorial, e também em termos de profissionalismo e visibilidade das editoras universitárias, sobre o que nos parece prioritário para construir uma agenda prioritária que funcione em conjunto. Acreditamos que a integração de nossas respectivas redes é o quadro adequado para lidar com essa tarefa.

9. Os títulos das editoras universitárias têm caráter comercial?
As editoras universitárias enfrentam o duplo desafio de atender a lógica acadêmica e científica para produzir materiais de qualidade, ou seja, a pensar em si mesmas com as funções de pesquisa, ensino e extensão da educação. Os selos devem trazer suas produções a um mercado que tem suas regras. As editoras universitárias lutam para encontrar seu lugar e marca, e, se possível, os seus próprios cursos. Nesta linha de tensão, porque, sem negar nenhuma das duas realidades, os títulos devem ser principalmente em busca de leitores, que representam o público que dá sentido a todo o nosso trabalho.

10. Como é a relação das editoras com os órgãos governamentais?
Este tem sido uma relação complexa e que muda conforme o momento histórico. No momento, há uma maior compreensão por parte de alguns órgãos e regiões do Estado sobre a importância estratégica da universidade e suas editoras para o desenvolvimento do país.

Entrevista de Jose Luis Poli

Como está o projeto OPALMA - Programa de Alfabetização na língua mãe?
O projeto terminou a fase de pesquisa através de pilotos com 277 usuários em escolas públicas nas classes de EJA – Educação de Jovens e Adultos. A nossa abordagem na palestra será o resultado dos pilotos, depoimentos de usuários e professores.
1. Quais foram os resultados?
Os resultados foram excelentes, tanto em aprendizagem, quanto na motivação dos alunos e na diminuição da evasão.
2. Como vocês vão aproveitar essa experiência?
Nossa empresa, a IES2 (Inovação, Educação e Soluções Tecnológicas) acredita que os conteúdos educacionais serão produtos consumidos em larga escala, por meio de plataformas tecnológicas e que devemos oferecer experiências de
aprendizagem que tornem o conhecimento acessível a qualquer pessoa, em qualquer lugar e em qualquer momento.