CONTEC 2012

7 e 8 Agosto, 2012


Conheça os palestrantes

Dia 1: Alfabetização: o papel da política, das editoras e dos meios de comunicação

8:30 am
Welcome coffee

9:30 am
Welcome
Juergen Boos, Presidente Feria do Livro de Frankfurt
Karine Pansa, Presidente Câmara Brasileira do Livro

09:45 am
Introdução LitCam
Karin Plötz, Diretora LitCam

10:15 am
LitCam e UNESCO Brasil apresentam:
Palestra de abertura

André Lázaro, ex-vice-ministro de Educação e responsável do Programa de Alfabetização, Brasil

10:45 am
Políticas de incentivo à leitura no Brasil Como incentivar a leitura no Brasil através de projetos de alfabetização.
Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Brasil

11:15 am
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa
Key Note
Lúcia Helena Couto, Coordenadora Geral de Ensino Fundamental do Ministério da Educação, Brasil
O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

11:45 am
A contribuição do mercado literário para a alfabetização mundial
Mesa-redonda
Claudio de Moura Castro, Assessor Especial da Presidência do Grupo Positivo, Brasil
Sônia Machado Jardim, Presidente SNEL, Vice-Presidente do Grupo Record, Brasil
O patrono da LitCam, Shashi Tharoor disse certa vez: "Não há livros sem leitores, e não há leitores sem alfabetização”. As editoras devem motivar a leitura, publicando bons livros e facilitando o acesso aos livros, sejam impressos ou digitais.

12:30 pm
Almoço

2:00 pm
O papel da (nova) mídia para alfabetização mundial
Aprendendo com Bollywood filmes
Projeto Filmes com legenda - “Same-Language Subtitling”

Key note
Brij Kothari, Planet Read, India

A Planet Read é uma organização sem fins lucrativos com sedes na Califórnia, Estados Unidos, e na Índia. É dedicada à leitura e ao desenvolvimento da alfabetização em todo o mundo e tem um sólido histórico de trabalho na Índia. A Planet Read foi originalmente criada em torno da idéia “Same-Language Subtitling” (SLS) – Legenda de filmes, agora uma inovação reconhecida mundialmente para a alfabetização em massa e desenvolvimento da leitura por meio da TV. O projeto foi concebido e desenvolvido em 1996, pelo Instituto Indiano de Gestão, Ahmedabad, e hoje, após sugestão do Instituto, foi implementado nos filmes musicais de Bollywood, imensamente populares na TV na Índia.

2:45 pm
Basic Literacy at the web
Key Note
Ursula Suter, Avallain, CH

NALA e Avallain – Nova Forma de Oferecer Reconhecimento às pessoas em processo de Alfabetização na Irlanda Em 2008, a Agência Nacional de Alfabetização Adulta (NALA) incumbiu à Avallain o desenvolvimento do site www.writeon.ie. O website funciona como parte do Serviço de Aprendizagem a Distância da NALA. A Irlanda ainda possui uma das maiores taxas em problemas de alfabetização entre pessoas com 16 a 25 anos de idade nos países OECD. O objetivo do Serviço de Aprendizagem a Distância da NALA é fornecer oportunidades de aprendizagem gratuita de alta qualidade, voltadas para a melhoria da alfabetização, sem estabelecer relação com históricos social, econômico e cultural, e levando em consideração todos os níveis de habilidade técnica. A fim de alcançar esse objetivo, a NALA está comprometida em expandir o acesso às oportunidades de alfabetização através da Aprendizagem a Distância. Desde que o www.writeon.ie foi lançado, em setembro de 2008, mais de 23.000 usuários aprendizes estão ativos. A apresentação Avallain/NALA em 7 de agosto fornecerá alguns detalhes adicionais sobre esse contexto e mostrará como os novos meios podem, evidentemente, proporcionar enormes benefícios aos aprendizes e educadores, simplificando os processos e custos envolvidos em oferecer educação de qualidade às pessoas em processo de alfabetização.

3:15 pm
Aprendendo com o uso de Smartphones. PALMA - Programa de Alfabetização em Linguagem Moderna
Apresentação

Prof. José Luis Poli, IES2 - Inovação, Educação e Soluções Tecnológicas, Brasil

A implementação do projeto em sete cidades no estado de São Paulo, demonstrou excelentes resultados, com 244 estudantes de três grupos de faixa etária: jovens e adultos com mais de 15 anos, crianças de 9 e 10 anos - ainda analfabetas - e um grupo de alunos com síndrome de Down.

3:45 pm
Coffee break

4:15 pm
Aprender com a mídia: Education Beyond Walls, Brasil
Apresentação
Sandra Caldas Sarago, Project Education Beyond Walls, Brasil
Meninas de 12 a 21 anos, que cumprem medida socioeducativas de internação, buscam se restabelecer repassando os conhecimentos adquiridos nesse projeto. Por meio dele, as alunas aprenderam a fazer animações em Stop Motion e, utilizando o Movie Maker, criaram vídeos educativos sobre diversos temas da vida cotidiana que envolvem cuidados com meio ambiente, uso correto da água, poluição dos rios, entre outros. Esses vídeos são apresentados por elas para alunos de outras escolas (públicas e/ou particulares), e isso tem promovido uma quebra de paradigmas, tanto de quem assiste, que se surpreende pelo fato de estarem aprendendo com as internas, quanto de quem apresenta, que se vê capaz de transmitir conhecimento às outras pessoas.

4:45 pm
O Twitter e o Facebook impulsionam a alfabetização?
Mesa Redonda
Thalita Rebouças, autora Brasil
Cláudio Fragata, autor Brasil
Moderação: Jose Luiz Goldfarb, consultor, Brasil
Autores brasileiros irão discutir sobre as oportunidades e os riscos das mídias sociais para a alfabetização.

5:30 pm
Encerramento do dia

Dia 2: Reader 2.0

8:30 am
Welcome Coffee

9:30 am
Abertura

9:45 am
Visão panorâmica: olhando na bola de cristal
Apresentação & Discussão
Tania Fontolan, Abril Educação, Brasil
Helge Braga, Wiley, Brasil
Moderação: Holger Volland, VP Media Industries, Frankfurt Book Fair
Duas editoras (de referência uma nacional e uma internacional) irão falar de suas visões pessoais do futuro do negócio da mídia. Cada uma delas fará uma apresentação de 10 minutos, seguida por uma discussão moderada com foco nas semelhanças e diferenças entre as suas experiências e mercados.

10:45 am
Leitor 2.0 – O que o leitor de hoje realmente procura?
Key Note
Philippa Donovan, Egmont, UK
A frase "o cliente é quem manda" assume um novo significado na era das mídias sociais e Web 2.0. Este Key Note destacará as mudanças nas necessidades de um público em evolução e a nova relação que esses leitores têm com as mídias.

11:15 am
O seu livro pode fazer isso?
Mesa redonda
Bruno Valente, Punch, Brasil
Hervé Essa, Jouve, França
Philippa Donovan, Egmont, UK
Moderação: Carlo Carrenho, PublishNews, Brasil
Apps, e-books, enhanced e-books: esta palestra irá proporcionar uma visão geral dos novos formatos de livros, suas funções e seus públicos.

12:15 pm
Almoço

01:30 pm
Lançamento CONTEC BRASIL 2013 - uma feira internacional com programa de conferências sobre conteúdo infantil & educacional e tecnologia
Apresentacão
Juergen Boos, Presidente Feria do Livro de Frankfurt
Marifé Boix García, Vice Presidente Business Development Southern Europe & LatinAmerica, Feria do Livro de Frankfurt

02:00 pm
Mídias sociais – como desenvolver uma relação sólida com o leitor
Discussão
Viviane Lordello, Skoob, Brasil
Marcelo Gioia, The Copia, Brasil
Moderação: Octavio Kulesz, Teseo, Argentina

O leitor não é mais um consumidor passivo. Pelo contrário, os leitores estão se tornando criadores de conteúdo. Essa dinâmica está criando uma nova forma de se fazer o “boca a boca“, além de novas oportunidades de vendas. Como gerenciar com sucesso uma comunidade de leitores e estimular ao máximo o seu entusiasmo?

03:00 pm
O futuro da transferência de conhecimento
Entrevista
Juan Felipe Cordoba Restrepo, ASEUC, Colombia
Richardt Rocha Feller, Minha Biblioteca, Brasil
Moderação: Jose Castilho, ABEU, Brasil

As bibliotecas e universidades precisam se reinventar na era digital. Qual será o papel, por exemplo, dos jornais eletrônicos, plataformas de conteúdos digitais ou bibliotecas virtuais no futuro? Como eles vão mudar a maneira pela qual as pessoas acessam o conhecimento e o conteúdo? Um bibliotecário brasileio e um representante de uma editora universitária colombiana irão discutir os seus papéis no “ecossistema” da publicação digital e a viabilidade do modelo de assinatura.

4:00 pm
Coffee Break

04:30 pm
Fronteiras incertas: As mudanças nos papéis dos editores, agentes, autores e livreiros
Apresentação e Discussão
Joanna Ellis, The literary Platform, UK
Jesse Potash, Founder PUBSLUSH Press, USA
Lucia Riff, Agência Riff, Brasil
Moderação: Holger Volland, VP Media Industries, Frankfurt Book Fair

Em um cenário onde agentes e livreiros estão abrindo suas próprias editoras e autores que se auto publicam negociam seus direitos autorais internacionais, o que significa ser um editor, agente, autor ou livreiro na era digital? Como os papéis estão mudando e é possível atuar sozinho e ainda ser bem sucedido?

05:30 pm
Ferramentas do futuro: Novas tecnologias na sala de aula
Key Note
Martin Fielko, Cornelsen Verlag, Alemanha

Dar aos alunos um laptop ou tablet vai melhorar sua experiência de aprendizagem: certo ou errado? Esta apresentação proporcionará um olhar nos bastidores da sala de aula do futuro. Lousas inteligentes, apresentações multimídia, tablets e muito mais: qual é o valor dessas novas tecnologias e como elas mudam o ambiente de aprendizagem?

05:45 pm
Encerramento

RELEASES DO PRIMEIRO DIA

Caiu na rede, não dá mais para sair, garantem nossos conferencistas

O Twitter e o Facebook impulsionam a alfabetização? Em uma mesa com esse tema, reunindo os escritores Thalita Rebouças e Cláudio Fragata, mediada pelo consultor José Luiz Goldfarb, a resposta só poderia ser sim. Entusiasmados pelas redes sociais eles usam, acreditam e consideram as redes sociais ferramentas positivas para a alfabetização e para a literatura. “Sou fã do twitter e do Facebook, essas ferramentas me ajudaram muito e hoje tenho 202 mil seguidores no twittern e posso falar com leitores do Brasil e do mundo todo”, elogia Thalita Rebouças.
Ela garante que nunca se leu tanto e se escreveu tanto como agora. “E por mais que os jovens usem o internetês, sabem usar a rede de uma maneira lógica e coerente. Muitos discutem sobre os livros que estão lendo, acho que as redes sociais estimulam o hábito da leitura. Os adolescentes aprendem a sintetizar sem copiar. Eu digo sempre que o twitter, por exemplo, é uma festa silenciosa onde eu tenho oportunidade pra falar com muita gente”, conclui.
O escritor Claudio Fragata admite sem receio que as redes sociais auxiliam a alfabetização, da mesma forma que os livros e os professores: “São ferramentas importantes, essa comunicação dos escritores com seus leitores é direta. Não consigo me imaginar hoje sem as redes. É um caminho sem volta”.
Da mesma forma o mediador José Luiz Goldfarb é totalmente favorável ao uso das redes. “Comecei em 2009 e não parei mais, estamos transformando a palavra escrita e encontrando novos usos para ela”.

Meninas de ouro

Desde 2009 a professora Sandra Maria Saragoça Decembrino Caldas, da rede Municipal e do DEGASE (Rede Estadual, Rio de Janeiro) desenvolve o projeto Educação Além dos Muros - Education Beyond Walls, no Brasil.
Através de convênio firmado entre a LEGO Education (que doou 20000 peças e a capacitação dos professores), o DEGASE (Departamento Geral de ações Socioeducativas) – que entrou com a logística (pilhas, mesas, computadores) e a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro que entrou com a estrutura e a parte pedagógica, muitas jovens mudaram suas vidas. Sandra coordena o projeto que leva às alunas, adolescentes em conflito com a lei, a possibilidade de executar filmes de animação sob a técnica de Stop Motion e, depois de pronto, mostrá-los em escolas regulares, públicas e/ou particulares onde elas se tornam palestrantes e se percebem capazes de fazer algo bom.
Sandra se emocionou ao falar para o público da Contec e mostrar imagens e um dos filmes produzidos pelas suas meninas. Ela contou as dificuldades em fazer com que elas acreditassem nelas mesmas, no esforço para vencer os preconceitos, nos resultados positivos que têm aparecido em todas as visitas às escolas, mesmo aquelas particulares onde os alunos passam distante dos problemas que as garotas enfrentam no dia a dia. “Essas experiências marcaram suas vidas para melhor, aumentaram a auto-estima e deram a consciência da responsabilidade pessoal daqui para a frente. Elas aprenderam que podem e devem ser protagonistas de suas vidas”. E além de vários prêmios nacionais e internacionais recebidos, o projeto ainda deu às meninas a oportunidade de conhecer pessoalmente a princesa da Dinamarca, durante sua visita ao Brasil.

Smartphones e alfabetização combinam

O professor José Luís Poli é idealizador do PALMA – Programa de Alfabetização na Língua Materna - e seu tema na Contec Brasil foi Aprendendo com o uso de Smartphones. Ele explicou a base do programa de alfabetização para jovens e adultos, complementar à educação formal e idealizado por ele, por meio de um conjunto de aplicativos para dispositivos móveis – celular tipo smartphone – que combina sons, letras, imagens, símbolos, números e envio de SMS, e por um sistema WEB que gerencia o processo e o desenvolvimento da aprendizagem do aluno.
Experiência inédita no Brasil, o PALMA engloba sua ação desde o inicio do processo de alfabetização. Poli contou que o seu programa para os aparelhos telefônicos cobrou números, letras e sílabas, como uma ferramenta complementar à educação. “O aluno ao usar o smartphone, transpõe o que ele aprendeu para o caderno. Um programa de alfabetização deve garantir a flexibilidade do estudo e proporcionar condições de mobilidade para que o público jovem e adulto tenha condições de acesso e continuidade no processo”, ele diz.

Quem não sabe contar história não sabe ensinar

Cláudio de Moura e Castro é assessor especial da Presidência do Grupo Positivo, escritor de mais de 35 livros e autor de mais de 300 artigos científicos, além de articulista da Revista Veja. A essas informações de um currículo resumido, soma-se uma habilidade nem sempre comum aos bons escritores: ele é um excelente conferencista, capaz de encantar e dominar grandes plateias como a do primeiro dia da Contec Brasil. Ele começou sua apresentação com uma tela onde se lia “Infelizmente no Brasil, nem livros nem leitores”. Depois vieram citações de nomes como Mario Quintana, Proust e Marianne Wolf. Em comum, todas levavam à importância da leitura: “Sabemos hoje por pesquisas que quem lê fica mais tempo na escola e se dá melhor na vida. Crianças que têm bibliotecas domésticas têm vida escolar mais longa”, revelou.
Por outro lado, o escritor também destacou fatores que levam o brasileiro a não ler, como a falta do hábito de leitura dentro de casa. “Pais que não são leitores não têm como estimular o costume de ler nos filhos que, por sua vez, também contam com uma biblioteca familiar pobre.” Outro ponto: muitos professores, além de não serem leitores habituais, também não aprenderam a alfabetizar. E, para completar, as bibliotecas escolares são pobres.”
Frente a esse panorama, Cláudio levantou uma questão: como, então, criar leitores no Brasil? Obrigando os jovens a ler ou dando a eles o direito de escolher? ”As duas coisas estão profundamente associadas”, disse. “ Sabe-se que a leitura voluntária melhora as notas”. Durante a conversa, ele ainda abordou a leitura digital “É mais fragmentada e de 20 a 30 % mais lenta, mas os nativos digitais parecem não se importar muito com isso”.
No final, o autor opinou que mudar o professor é algo fundamental para reverter a atual situação do analfabetismo no Brasil. “Mas existe uma barreira ideológica que é a resistência por parte das pessoas que criaram o atual modelo pedagógico a mudá-lo.” E concluiu: “ Ensinar é contar história. E quem não sabe contar história, não sabe ensinar”.
A conferência de Cláudio teve a participação de Sonia Jardim como entrevistadora. Ela exerce seu segundo mandato como Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

Paixão pelo compromisso de ajudar

A suíça Ursula Sutter está à frente da Avallain AG - organização de serviços educacionais para desempregados baseada na Suíça e no Quênia - e desde 1997 participa ativamente no mercado de e-Learning . Ela mostrou ao auditório do Ibirapuera uma parte do trabalho de alfabetização desenvolvido em diversos países, como a Irlanda e o Quênia, onde foram observados problemas comuns entre os alunos, como experiências negativas em escolas anteriores e receio de tornar público o próprio desconhecimento.
Ursula explicou sobre o trabalho de fornecimento de aprendizagem gratuita de alta qualidade a distância, dando detalhes sobre como os novos meios podem beneficiar não somente aprendizes como também educadores, baixando custos e simplificando o processo de alfabetização. O e-Learning também se mostrou uma ferramenta eficaz ao trazer aos alunos vantagens como a possibilidade de estudar no horário e local mais conveniente, como por exemplo, quando os filhos já estão dormindo.
Esse processo tão bem sucedido, segundo Ursula, não se restringe a ensinar a ler e escrever. “A educação tem que ter uma história”, ressaltou. “ É preciso ter paixão pelo compromisso de ajudar as pessoas”.

Brij KIothari entusiasmou auditório com seu projeto de alfabetização

Em sua conferência sobre o papel da (nova) mídia para alfabetização mundial, o acadêmico indiano Brij Kothari trouxe para o auditório do Ibirapuera um pouco de cultura de seu país com a exibição de clipes musicais legendados. Kothari criou, em 1996, o Same Language Subtitling - Filmes com Legendas na Tv para alfabetização em massa na Índia.
O projeto foi implantado a partir de 1999 nos filmes musicais de Bollywood, trazendo resultados satisfatórios em curto prazo de forma praticamente lúdica. “Assim como no Brasil, cinema, novelas, entretenimento e esportes são muito populares na Índia”, adiantou. “Nosso alcance chega a 300 milhões de espectadores, sendo 200 milhões de alfabetizados funcionais”.
O palestrante exibiu imagens de pessoas seguindo a legenda para acompanhar as músicas e os intérpretes. “ Há outros benefícios além da leitura”, garantiu. "Muitos também passaram a transcrever as letras das canções”. De acordo com Kothari, o processo aconteceu automaticamente, já que o público passou a acompanhar as legendas sem que ninguém alertasse que o objetivo por traz da novidade estava ligado 'a alfabetização. “Há indicadores de aumento de 15% de audiência dos filmes, o que deixa satisfeitas, também, as redes de comunicação que adotaram o sistema”.
O custo baixo, segundo ele, é outra vantagem. “ Apenas 12% do programa é sustentado pelo Governo. O restante é sustentado por fundações espalhadas pelo mundo. “Quando uma ideia é poderosa, não há impedimentos para que ela se torne realidade”.

Um pacto especial pelo conhecimento

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa só será lançado em 2013, mas ele foi explicado durante a Contec Brasil por Lucia Couto, Coordenadora Geral de Ensino Fundamental do Ministério da Educação. Ela apresentou números e informações sobre o conteúdo e aplicação do novo plano, afirmando que o Ministério da Educação está fazendo todos os esforços para alavancar a alfabetização no Brasil. A plateia ficou impressionada com as disparidades regionais no Brasil, ressaltadas em um mapa onde estavam em cores diferentes os números da alfabetização no País. “A meta é alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade. O sistema informatizado pelo MEC está aberto para as adesões de estados e municípios, que deverão se comprometer com as metas determinadas.O programa será estruturado na formação do estudante, envolvendo escolas urbanas e rurais e as universidades também serão incorporadas”, completou

A leitura mudando vidas

Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional e do Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), trouxe para a Contec vários casos de pessoas que mudaram suas histórias de vida por conta da leitura. “Somos um país de 90 milhões que se reconhecem distantes dos livros. Dois entre cada três livros no Brasil são lidos por conta da escola , o que mostra que ela vem cumprindo um dos seus principais papéis que é levar a prática da leitura para crianças e adolescentes”. Galeno reforçou que a presença da leitura melhora o processo educacional com a descoberta e a ampliação do vocabulário, melhor expressão e outros benefícios. Destacou o Prêmio Viva Leitura, do Ministério da Educação e Cultura, de estímulo às ações de pessoas ou instituições ligadas à leitura e à educação. Entre os casos emocionantes ele citou o do professor do Maranhão que resolveu motivar seus alunos, com ótimos resultados, criando um projeto de levar os livros em um jegue para várias regiões da cidade como uma procissão de livros. Outro caso apresentado foi o do pedreiro Evandro, que veio do Interior de Sergio e depois que começou a ler abriu seus horizontes e conseguiu novas oportunidades de crescer profissionalmente.

Os desafios da educacao

André Lázaro, presidente do Conselho Assessor do Plano de Metas 2021 da Organização dos Estados Ibero-americanos, fez a palestra de abertura da Contec Brasil, em que traçou um breve quadro da alfabetização no país e tratou dos desafios para garantir o direito à educação. Para isso, dividiu com a plateia resultados de estudos realizados sobre o atual momento do analfabetismo no país. Um desses levantamentos foi feito pelo Inaf - Indicador de Analfabetismo Funcional na última década. A pesquisa concluiu que o percentual da população brasileira alfabetizada funcionalmente saltou de 61 % em 2001 para 73% em 2011, mas, ainda assim, apenas 1 em cada 4 brasileiros domina plenamente as habilidades de leitura, escrita e matemática. “É muito preocupante que, depois de 10 anos de esforços para universalizar a educação, ainda hoje a parcela da população sem escolaridade seja tão expressiva”.
De acordo com o especialista, no panorama da escolarização brasileira há um grande hiato formado por um continente excluído da população. “O Brasil é, talvez, o país que mais dolorosamente vive essa lacuna”, alertou. “Ainda se registram exclusões muito graves: o macro problema é que o nível de escolaridade da população é baixo e desigual”.
O especialista também adotou uma postura reflexiva sobre o papel da política, da mídia e das editoras frente aos desafios de alfabetização no Brasil. E concluiu: “A educação é um processo a ser enxergado integralmente. Estamos em uma etapa em que a conquista do direito não se traduz apenas no exercício do direito para todos. Estamos avançando no “todos”, mas não ainda no “cada um”.

"Digitalização global mudou muito o panorama da educação"

A diretora na LitCam, Karin Plötz, se disse surpresa por ver tantas pessoas interessadas em alfabetização reunidas no auditório do Ibirapuera. “Não há leitores sem alfabetização”, disparou, logo no início de sua conferência. “Admiro o enorme esforço feito pelo Brasil nos últimos 15 anos para ampliar a alfabetização. Hoje enfrentamos, em todo o mundo, uma gama imensa de desafios.”
A diretora da LitCam enfatizou que, atualmente, alfabetização significa mais do que ler e escrever. “ A digitalização global mudou muito o panorama da educação, com muitas pessoas sem acesso a qualquer tipo de alfabetização”.
De acordo com Karin, a forma como se utiliza hoje o smartphone na América Latina e na Europa, por exemplo, produz hiatos entre quem tem acesso a diferentes formas de alfabetização. “A tecnologia de comunicação faz com que a vida e o trabalho se reprogramem, independentemente do local físico, uma diferença mutante e importante”.
Ela acrescentou que, em um mundo cada vez mais digitalizado, os e-books podem ser utilizados com sucesso na promoção da leitura, mas o relacionamento humano é decisivo para que a adesão aconteça de fato. “Educadores fazem a diferença, tenham orgulho disso.” E concluiu: "Ser alfabetizado significa participar plenamente da sociedade”.

Presidente da CBL: olhar para o futuro

Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro, em sua fala na abertura do evento elogiou a iniciativa: “Precisamos de conferências como essa para fazer mais e melhor pela educação. Discutir as formas de leitura, educação e tecnologia é um sonho para nós e levar a leitura e a educação para todos é um sonho bem brasileiro. Hoje temos mais de 95% de crianças e jovens nas escolas e a questão agora é o que e como ensinar. O uso das novas tecnologia nos ajuda a realizar esse sonho. Não podemos repetir erros de outras nações. A escrita e a leitura facilitam o processo, é um olhar para o futuro com firmeza e confiança. Pode parecer estranho que eu como presidente da cadeia produtiva defenda o processo digital, mas para nós, o que prevalecerá é o conteúdo em qualquer meio que garanta liberdade, satisfação e esperança para o ato de aprender. A educação, a cultura e a tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento do nosso país e para as novas gerações de leitores que estão chegando.

Presidente Juergen Boos abre a Conferência e elogia parceria com o Brasil

Na abertura do evento, o presidente da Feira do Livro de Frankfurt, Juergen Boos, destacou a importância da tecnologia e do conteúdo digital para a educação. Segundo ele, todos os qe frequentavam inicialmente a Feira do Livro de Frankfurt estavam interessados nos livros, mas depois a organização percebeu que o público também queria mais informações sobre conteúdo. Assim o foco do evento foi ampliado para discussões sobre propriedade intelectual, tecnologia, direitos e outros temas atuais. Mas mesmo, com toda a evolução os livros estão sendo cada vez mais importantes: “O livro digital traz o conteúdo que não apenas influencia a mídia, mas também modifica a forma como contamos as nossas histórias. E o que chamamos de conteúdo líquido está em qualquer lugar, está nos jogos, no cinema, nas redes sociais. E a capacidade de ler, por sua vez, está ligada ao conteúdo. Estamos muito felizes em encontrar parceiros no Brasil para realizar esse trabalho voltado à alfabetização, cultura, tecnologia e cultura. Estamos planejando outra Conferência para 2013 e espero que este ano vocês tenham dois dias estimulantes pela frente. Vamos aprender muito uns com os outros.

Juergen Boos está animado com a aproximação cultural entre Brasil e Alemanha

Ao chegar ao auditório do Ibirapuera, o presidente da Feira do Livro de Frankfurt, Juergen Boos, disse estar entusiasmado com o reforço da presença da Feira do Livro de Frankfurt no Brasil. “Temos construído uma relação forte com o Brasil desde 1994, quando o país foi nosso convidado de honra em Frankfurt", explicou. “Estamos felizes com a aproximação dos dois países, ainda mais em um momento tão especial, em que tudo acontece aqui: de eventos culturais, como o Ano da Alemanha no Brasil, programado para 2013, aos esportivos, como as Olimpíadas do Rio", completou. Jurgen atua como diretor da Feira do Livro de Frankfurt desde abril de 2005.

A CONTEC Brasil começa hoje

Com público de 800 pessoas, mais de 30 palestrantes do Brasil e do Exterior e temas envolvendo educação, alfabetização, cultura e tecnologia, começa nesta terça (7) e segue até quarta (8) a Conferência Internacional Tecnologia, Cultura e Alfabetização: formando leitores do futuro – Contec Brasil, realizada por duas divisões da Feira do Livro de Frankfurt: a LitCam e a Frankfurt Academy. No encontro serão debatidos temas como incentivo à leitura no país através de projetos de alfabetização e a necessidade de enfrentar os desafios que chegam com os novos leitores, com as mídias sociais e web 2.0, com as novas tecnologias em sala de aula, com os novos formatos de livros e com as possibilidades de aprendizagem pelos telefones, jogos e outros aplicativos. A Contec Brasil será apenas o início da atuação de Frankfurt no país. Na tarde desta terça, o presidente e a vice-presidente da Feira de Frankfurt, Juergen Boos e Marifé Boix Garcia, farão o lançamento oficial da CONTEC Brasil 2013, uma feira internacional com programa de conferências para literatura e conteúdo infantil, educacional e tecnologia. O Brasil será o país homenageado na Feira de Frankfurt 2013.

RELEASES DO SEGUNDO DIA

Crise econômica inviabiliza criação de projetos de salas de aula do futuro.

Lousas inteligentes, apresentações multimídia, tablets... Como serão as salas de aula em um futuro próximo? Martin Fielko, gerente de Direitos estrangeiros na Cornelsen Verlag, na Alemanha, encerrou o ciclo de conferências da Contec Brasil abordando os novos ambientes de aprendizagem no mundo. Ele trouxe à plateia vários exemplos de iniciativas internacionais para livros didáticos digitais, destacando países como Turquia, Estados Unidos, Índia, Tailândia, Rússia, República Tcheca, Japão, entre outros.
A conclusão não é muito animadora: a maioria esmagadora dos projetos fracassa, mesmo nos países mais desenvolvidos, predominantemente por questões financeiras. A crise que assolou a Europa, por exemplo, inviabilizou em massa os projetos do continente. O mesmo acontece na maioria dos estados norte-americanos., graças ao difícil momento econômico que os EUA enfrentam. “O custo com esses projetos é muito alto, sobretudo nos primeiros anos, em que economizar é impossível devido à necessidade de criação de toda a infra-estrutura, implantação de dispositivos e desenvolvimento de conteúdo.”, explicou.
Outro fator que impede o êxito da modernização das salas de aula, segundo Fielko, é a má comunicação entre as partes envolvidas. “Não basta um ministério simplesmente criar um projeto sem conversar com professores, pais e produtores de dispositivos”, alertou. Por fim, apontou outro fator decisivo para agravar ainda mais a situação: “Infelizmente, políticos tendem a pensar sempre num curto prazo, o que inviabiliza de vez as tentativas de implantação desses novos ambientes de estudo”.

É possível reinventar bibliotecas e universidades na era digital?

Na era da publicação digital, em que conhecimento e conteúdo ganham novas plataformas, como reinventar bibliotecas e universidades? O tema foi discutido durante a Contec-Brasil 2012 por Juan Felipe Cordoba Restrepo, representante da editora universitária colombiana ASEUC, e pelo bibliotecário brasileiro Richardt Rocha Feller, do consórcio Minha Biblioteca, formado pelas quatro principais editoras de livros acadêmicos do Brasil – Atlas, Grupo A, Grupo GEN e Saraiva. A conversa teve como moderador José Castilho, Presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias, a ABEU. Castilho abriu o debate questionando o que vem sendo produzido pelas máquinas atualmente. “Olho para a realidade e vejo um lugar extremamente subalterno em relação à produção de conteúdo”, afirmou. “ Temo que passemos a reproduzir mais do que produzir informação e conhecimento oriundos, de fato, de nossas pesquisas científicas”.
Ele mencionou carências educacionais e de informação no país. “Nenhum investimento em educação e cultura é demasiado. Nossos governantes devem entender que esse é o motor necessário para o conhecimento e a maioridade do país.” Ainda durante a abertura do debate, Castilho disparou a questão sobre o que é maior para o governo: o custo da ignorancia ou o investimento em biblioctecas e escolas?
Durante a conversa, o colombiano Juan Felipe Restrepo lembrou que a transferência de conhecimento na América Latina, que deve ser constante, como em qualquer lugar no mundo, ainda sofre um atraso bastante alto. “O que se faz no Brasil, por exemplo, se desconhece na Colômbia”, alertou. “É preciso diferenciar duas situações: o direito ao acesso à informação e o uso desse direito – a possibilidade de debater, argumentar e pensar”. Frente a uma realidade que requer investimentos crescentes, ele prosseguiu: “O gratuito é bem-vindo, mas é uma decisão universitária”.
Richard Feller, do consórcio Minha Biblioteca, ponderou que um conteúdo de qualidade, principalmente o universitário, passa pelo crivo de bons profissionais e editores. “Nesse sentido, a democratização ocorre pelas tecnologias disponíveis mais viáveis economicamente para o consumidor, o que acaba sendo decisivo, principalmente em um país com dimensões continentais, como o Brasil”. Por isso, a questão da gratuidade, segundo Feller, é ainda delicada. “É preciso remunerar autor, produção, etapas editoriais: não existe nada gratuito, existem trocas, sejam por publicidade, interesses governamentais, metas etc.” Ainda assim, ele acredita que as duas formas de conteúdo, gratuita e por assinatura, vão conviver muito bem no futuro. E concluiu “Vejo um momento bastante positivo pra que o preço do livro tenha uma queda bastante grande no mercado digital”

Quanto maior o engajamento, melhor

Na mesa redonda “O seu livro pode fazer isso?” o diretor de novas mídias da Punch!, Bruno Valente, conversou com Philippa Donavan, da editora britânica Egmont, e Hervé Essa, vice-presidente de vendas internacionais da francesa Jouve, sobre novos formatos de livros, com suas funções e públicos. O debate foi moderado por Carlo Carrenho, diretor da PublishNews Brasil.
Para Hervé Essa, que possui mais de 12 anos de experiência comercial em serviços de TI e edição de softwares, é preciso trabalhar o conteúdo para torná-lo interessante ao aluno por meio da interatividade. “Isso é ser sedutor, é gameficar o conteúdo”, explicou. “Pode-se até definir que um título vai atuar em várias plataformas - primeiramente como livro, depois em versão de fac simile e-book, criando vários produtos com o mesmo conteúdo, incluindo vídeos”. Como exemplo, ele relatou o que acontece na Europa, onde os livros digitais se assemelham aos impressos, mas oferecem interatividade e outras características”.
De acordo com Bruno Valente, o aluno, sempre aprendendo, demanda agilidade constante. “É aí que o mobile learning entra, e nesse sentido, um dos grandes desafios é criar engajamento, gerar sempre debate, o que pode acontecer por meio de mídias sociais, bibliotecas digitais e, no caso dos tablets, aplicativos”. O diretor da Punch! ressaltou que é fundamental que o acesso aos dados no livro digital seja instantâneo. Dessa forma, o livro passa a ser muito mais do que um aplicativo, já que fornece ferramentas interativas de comunicação. “O segredo maior é dar super poderes ao aluno, permitir que ele mergulhe no conteúdo e que passe a gostar daquilo.
“Com a digitalização há mais espaço para permitir que o livro ofereça o que ele faz de melhor: contar histórias, possibilitar conexão entre as pessoas”, afirmou Phillipa Donavan. “Muitas experimentações vêm sendo feitas atualmente e nem sempre a gente vai acertar”, lembrou. “Estamos sempre aprendendo com os desenvolvimentos tecnológicos, mas há ainda muita inspiração para motivar as editoras a explorar todas as utilidades de um e-book”.

Redes sociais: como gerenciar com sucesso o entusiasmo do leitor

Desenvolver uma relação sólida com um consumidor cada vez menos passivo vem se tornando um dos principais desafios para o mercado editorial. Na nova dinâmica dos dias atuais, o leitor passou, também, a criar conteúdo, compartilhando e emitindo opiniões sobre o que lê, reforçando uma espécie de propaganda informal. Nesse novo momento, é possível gerenciar com sucesso uma comunidade de leitores, estimulando ao máximo o seu entusiasmo? O assunto foi discutido no auditório do Ibirapuera, em uma conversa moderada por Octavio Kulesz, diretor da Teseo, uma das mais dinâmicas editoras digitais da Argentina e da América Latina.
Para Viviane Lordello, co-fundadora da rede social Skoob, os desafios nesse sentido são diários, já que é cada vez maior o número de leitores que compartilha o que lê e quer saber o que as outras pessoas estão lendo também. “A adesão já foi grande assim que começamos com o Skoob”. Ela comentou que logo na primeira semana de implementação da rede social, 2500 pessoas se cadastraram. Esse número saltou para 7,6 mil no primeiro mês e hoje já chega a 650 mil pessoas. “O Skoob virou um negócio rapidamente e tivemos que correr para implementar novas ferramentas, o que gera uma expectativa diária até hoje, com relação também a servidores e usuários”.
Já o executivo de marketing Marcelo Gioia comentou que os desafios da Copia Brasil, empresa da qual é publisher, são mais globais, sobretudo na questão da tecnologia. “A cada alteração tecnológica precisamos refletir, é um esforço bastante intenso especialmente no Brasil, onde ainda é preciso adquirir muito conteúdo digital”, lembrou. O executivo comentou que enquanto nos Estados Unidos já são mais de 2,5 milhões de títulos em inglês, o Brasil conta apenas com 12 mil títulos digitais em Língua Portugesa. “Por outro lado, o crescimento social é orgânico”, concluiu. “É impressionante como as pessoas têm aderido ao buzz social”.

Fronteiras incertas no mundo dos livros

Joanna Ellis (The Literay Platform, Reino Undo), Jesse Potash (Founder PUBSLUSH Press, EUA) e Lúcia Riff (agente literária, Brasil), participaram da mesa Fronteiras incertas: as mudanças nos papéis dos editores, agentes, autores e livreiros. O moderador Holger Volland (VP Media Industries, da Feira do Livro de Frankfurt) destacou na abertura os currículos dos participantes e o interesse pelo tema.
Para Joanna, aconteceram muitas transformações no modo de trabalhar na área editorial com a revolução digital, mas nem todos estão acompanhando: “As redes evoluem, os comportamentos não. A tecnologia digital democratizou a linha de produção, trazendo rupturas na comunicação, mudança nos modelos e nos papéis de autores, agentes e editoras. Os papéis estão sendo redefinidos, por utilização e não por legado, há muitos recém-chegados de outras áreas. Os autores estão se autoorganizando, as oportunidades criativas se polarizaram com a digitalização, provocando o aparecimento de autopublicações, inclusive no caso de Best-sellers. A lição é: o digital não deve ser assustador.”
Jesse Potash acalmou a curiosidade de todos os que não sabiam o que significava o termo Pubslush: “É uma plataforma de publicação global para autores. Eles podem levantar fundos com seus leitores para ajudar, ou definir modelos de trocas. É uma boa forma de trazer os leitores para decidir junto com autores como deve ser a publicação. Para isso, geralmente os escritores colocam sinopses da obra, permitindo a interação. Outra vantagem é que o escritor pode obter dados analíticos de sua obra e até saber se ela poderá ser ou não um sucesso”.
Quando decidiu optar pela carreira de agente literária, Lúcia Riff foi à luta mas fez questão de estar amparada pela tecnologia, que há vinte anos não era assim tão eficiente. Trouxe do Exterior um computador dividido em três partes para montar aqui, criou um site e um banco de dados. “Foi uma decisão empresarial, nós precisávamos ser modernos. Tudo mudou muito nos últimos anos, inclusive o papel do agente literário. Agora não é mais só cuidar do contrato do autor. Os autores hoje viajam, participam de feiras pelo mundo, ele não fica mais apenas em casa escrevendo. Lucia citou o caso da escritora chilena Francisca Solar, que começou a publicar um fan fiction de 700 páginas pela Internet, modificando o final do quinto volume de Harry Potter, quer ela leu e não gostou. Sua obra virou sucesso e foi baixada mais de um milhão de vezes. Depois disso assinou contrato com uma editora, mas vendeu apenas 25 mil cópias e ela resolveu voltar ao antigo e solitário esquema de se autopublicar. “Hoje há muitas oportunidades e essa é a maior beleza disso tudo”, completou.

Com a digitalização, leitura deixa de ser solitária para ser coletiva.

A editora australiana Phillippa Donovan, da Press Egmont, no Reino Unido, atua também como consultora literária e digital. Ela falou por um bom tempo à plateia sobre o que vem sendo feito de mais interessante em termos de publicações de livros eletrônicos internacionalmente.
Philippa explicou que a utilização da digitalização dos livros depende de muitos fatores, como o número de ilustrações e o perfil do leitor, em um mercado bastante expansivo. “Recentemente começou uma certa mudança, de pensar no livro infantil com aplicativos digitais”, explicou. “Fizemos uma série de melhorias para criar pontos de interesse para o leitor e acho que isso vai dar início a um mercado novo, um espaço transitório muito entusiasmante entre os aplicativos e os e-books”.
Phillipa mencionou a importância da narrativa nesse novo contexto e citou, como referência, a empresa norte-americana de animação digitalizada Pixar, com suas 22 regras cativantes para contar histórias. “Temos leitores tradicionais, que têm lido livros impressos há muito tempo, procurando sempre por boas histórias, com essência. Eles buscam envolvimento com o enredo, com começo, meio e fim”. Já o leitor novo, segundo a editora, é adepto da web e das mídias sociais e tem um ponto de vista totalmente diferente. “Eles gostam de interagir, adicionar comentários, compartilhar o que estão lendo e querem saber o que os outros leem também. Ao mesmo tempo jogam, interagem pelo Facebook e Twitter, são verdadeiros poliglotas digitais”.
Tablets, e-reeders, laptops, computadores, smartphones.... Novas tecnologias criaram novas camadas de leitura para esse público, que é muito ativo. Não há mais fronteiras entre leitor e autor, nem entre os próprios leitores.” Se antes a leitura era uma atividade solitária, agora, com a digitalização, passa a ser coletiva. “Os livros passam a ser um formato - paramos de pensar neles para pensar em conteúdo e acho que há um certo mérito em compartilhar essa história."
O momento atual posiciona um novo modelo de consumidor e não meramente um novo negócio. O futuro dos livros pode estar em um misto que reúne o impresso e o digital, lado a lado, de acordo com a preferência do leitor, focando na qualidade e nas opções de escolha. “Com tanto conteúdo disponível, é preciso guiar esse processo de decisão”, finalizou a editora. “É um ótimo tempo para ser leitor e um momento maravilhoso, também, para ser escritor.”

O leitor 2.0 e o futuro do negócio da mídia

O segundo dia de Contec-Brasil foi dedicado ao leitor 2.0. A programação no auditório do Ibirapuera foi aberta com uma conversa entre duas editoras de referência - a brasileira Abril Educação e a internacional Wiley - sobre as expectativas com relação ao futuro do negócio da mídia.
De acordo com Tania Fontolan, diretora pedagógica da Abril Educação, observa-se, em termos de tendências de tecnologia educacional, uma universalização cada vez maior, com recursos como a computação na nuvem e a crescente demanda de comunicação móvel por parte das famílias e dos alunos. Games e conteúdos abertos também ganham destaque, o que traz um desafio de postura por parte dos educadores: de nada adianta ter acesso praticamente ilimitado à informação se o aluno não puder fazer uso dela.
“Nos próximos anos,” completa, “é certo um upgrade de autonomia de estudos, que requer avaliação individualizada do ritmo e do interesse de cada aluno”. Para isso, segundo a especialista, a tecnologia também é fundamental para acompanhar em tempo real a aprendizagem, propondo caminhos alternativos e ajustes quase que simultaneamente ao processo. “O professor vai atuar como uma espécie de mediador de conhecimento, construindo um mapa, já que, ainda com a autonomia de aprendizagem, esse aluno começa a mostrar dificuldade de verticalização de pensamento, ele é menos concentrado”.
Helge Braga, manager da Wiley Brasil, enfatizou que, ainda que os e-books definam o crescimento da indústria editorial nos próximos anos, as relações humanas e o cérebro nunca serão substituídos por computador algum. “O conteúdo impresso ainda é e continuará sendo importante por muito tempo e talvez jamais deixe de existir”, afirmou. Ele citou exemplos de tantas outras indústrias que passaram por essa transformação, como o cinema com a TV, mais tarde ameaçada pelos sistemas de entretenimento como o VHS e mesmo a TV a cabo. “Todo impacto que a tecnologia trouxe criou o temor que a forma antiga deixasse de existir, mas hoje temos um consumo de conteúdo para tv e cinema, por exemplo, que jamais existiu”.
Nesse processo, o grande desafio é superar um hiato: de um lado, um grupo já envolvido com essa realidade, com desenvolvedores tentando integrar recursos, redes sociais, games etc. De outro, os professores, sendo uma parte resistente à transição e outra tentando se atualizar – quem já ingressou nesse mundo passa a ter linguagem e expectativas muito distantes das de quem está restrito às salas de aula. “Se esses dois grupos não forem aproximados”, alertou Tania, “vamos continuar falando dessa dicotomia, perdendo uma oportunidade histórica de melhorar a educação brasileira privada e pública integrando esses recursos.


Dia 1: Alfabetização: o papel da política, das editoras e dos meios de comunicação

8:30 am
Welcome coffee

9:30 am
Welcome
Juergen Boos, Presidente Feria do Livro de Frankfurt
Karine Pansa, Presidente Câmara Brasileira do Livro

09:45 am
Introdução LitCam
Karin Plötz, Diretora LitCam

10:15 am
LitCam e UNESCO Brasil apresentam:
Palestra de abertura

André Lázaro, ex-vice-ministro de Educação e responsável do Programa de Alfabetização, Brasil

10:45 am
Políticas de incentivo à leitura no Brasil Como incentivar a leitura no Brasil através de projetos de alfabetização.
Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Brasil

11:15 am
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa
Key Note
Lúcia Helena Couto, Coordenadora Geral de Ensino Fundamental do Ministério da Educação, Brasil
O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

11:45 am
A contribuição do mercado literário para a alfabetização mundial
Mesa-redonda
Claudio de Moura Castro, Assessor Especial da Presidência do Grupo Positivo, Brasil
Sônia Machado Jardim, Presidente SNEL, Vice-Presidente do Grupo Record, Brasil
O patrono da LitCam, Shashi Tharoor disse certa vez: "Não há livros sem leitores, e não há leitores sem alfabetização”. As editoras devem motivar a leitura, publicando bons livros e facilitando o acesso aos livros, sejam impressos ou digitais.

12:30 pm
Almoço

2:00 pm
O papel da (nova) mídia para alfabetização mundial
Aprendendo com Bollywood filmes
Projeto Filmes com legenda - “Same-Language Subtitling”

Key note
Brij Kothari, Planet Read, India

A Planet Read é uma organização sem fins lucrativos com sedes na Califórnia, Estados Unidos, e na Índia. É dedicada à leitura e ao desenvolvimento da alfabetização em todo o mundo e tem um sólido histórico de trabalho na Índia. A Planet Read foi originalmente criada em torno da idéia “Same-Language Subtitling” (SLS) – Legenda de filmes, agora uma inovação reconhecida mundialmente para a alfabetização em massa e desenvolvimento da leitura por meio da TV. O projeto foi concebido e desenvolvido em 1996, pelo Instituto Indiano de Gestão, Ahmedabad, e hoje, após sugestão do Instituto, foi implementado nos filmes musicais de Bollywood, imensamente populares na TV na Índia.

2:45 pm
Basic Literacy at the web
Key Note
Ursula Suter, Avallain, CH

NALA e Avallain – Nova Forma de Oferecer Reconhecimento às pessoas em processo de Alfabetização na Irlanda Em 2008, a Agência Nacional de Alfabetização Adulta (NALA) incumbiu à Avallain o desenvolvimento do site www.writeon.ie. O website funciona como parte do Serviço de Aprendizagem a Distância da NALA. A Irlanda ainda possui uma das maiores taxas em problemas de alfabetização entre pessoas com 16 a 25 anos de idade nos países OECD. O objetivo do Serviço de Aprendizagem a Distância da NALA é fornecer oportunidades de aprendizagem gratuita de alta qualidade, voltadas para a melhoria da alfabetização, sem estabelecer relação com históricos social, econômico e cultural, e levando em consideração todos os níveis de habilidade técnica. A fim de alcançar esse objetivo, a NALA está comprometida em expandir o acesso às oportunidades de alfabetização através da Aprendizagem a Distância. Desde que o www.writeon.ie foi lançado, em setembro de 2008, mais de 23.000 usuários aprendizes estão ativos. A apresentação Avallain/NALA em 7 de agosto fornecerá alguns detalhes adicionais sobre esse contexto e mostrará como os novos meios podem, evidentemente, proporcionar enormes benefícios aos aprendizes e educadores, simplificando os processos e custos envolvidos em oferecer educação de qualidade às pessoas em processo de alfabetização.

3:15 pm
Aprendendo com o uso de Smartphones. PALMA - Programa de Alfabetização em Linguagem Moderna
Apresentação

Prof. José Luis Poli, IES2 - Inovação, Educação e Soluções Tecnológicas, Brasil

A implementação do projeto em sete cidades no estado de São Paulo, demonstrou excelentes resultados, com 244 estudantes de três grupos de faixa etária: jovens e adultos com mais de 15 anos, crianças de 9 e 10 anos - ainda analfabetas - e um grupo de alunos com síndrome de Down.

3:45 pm
Coffee break

4:15 pm
Aprender com a mídia: Education Beyond Walls, Brasil
Apresentação
Sandra Caldas Sarago, Project Education Beyond Walls, Brasil
Meninas de 12 a 21 anos, que cumprem medida socioeducativas de internação, buscam se restabelecer repassando os conhecimentos adquiridos nesse projeto. Por meio dele, as alunas aprenderam a fazer animações em Stop Motion e, utilizando o Movie Maker, criaram vídeos educativos sobre diversos temas da vida cotidiana que envolvem cuidados com meio ambiente, uso correto da água, poluição dos rios, entre outros. Esses vídeos são apresentados por elas para alunos de outras escolas (públicas e/ou particulares), e isso tem promovido uma quebra de paradigmas, tanto de quem assiste, que se surpreende pelo fato de estarem aprendendo com as internas, quanto de quem apresenta, que se vê capaz de transmitir conhecimento às outras pessoas.

4:45 pm
O Twitter e o Facebook impulsionam a alfabetização?
Mesa Redonda
Thalita Rebouças, autora Brasil
Cláudio Fragata, autor Brasil
Moderação: Jose Luiz Goldfarb, consultor, Brasil
Autores brasileiros irão discutir sobre as oportunidades e os riscos das mídias sociais para a alfabetização.

5:30 pm
Encerramento do dia

Dia 2: Reader 2.0

8:30 am
Welcome Coffee

9:30 am
Abertura

9:45 am
Visão panorâmica: olhando na bola de cristal
Apresentação & Discussão
Tania Fontolan, Abril Educação, Brasil
Helge Braga, Wiley, Brasil
Moderação: Holger Volland, VP Media Industries, Frankfurt Book Fair
Duas editoras (de referência uma nacional e uma internacional) irão falar de suas visões pessoais do futuro do negócio da mídia. Cada uma delas fará uma apresentação de 10 minutos, seguida por uma discussão moderada com foco nas semelhanças e diferenças entre as suas experiências e mercados.

10:45 am
Leitor 2.0 – O que o leitor de hoje realmente procura?
Key Note
Philippa Donovan, Egmont, UK
A frase "o cliente é quem manda" assume um novo significado na era das mídias sociais e Web 2.0. Este Key Note destacará as mudanças nas necessidades de um público em evolução e a nova relação que esses leitores têm com as mídias.

11:15 am
O seu livro pode fazer isso?
Mesa redonda
Bruno Valente, Punch, Brasil
Hervé Essa, Jouve, França
Philippa Donovan, Egmont, UK
Moderação: Carlo Carrenho, PublishNews, Brasil
Apps, e-books, enhanced e-books: esta palestra irá proporcionar uma visão geral dos novos formatos de livros, suas funções e seus públicos.

12:15 pm
Almoço

01:30 pm
Lançamento CONTEC BRASIL 2013 - uma feira internacional com programa de conferências sobre conteúdo infantil & educacional e tecnologia
Apresentacão
Juergen Boos, Presidente Feria do Livro de Frankfurt
Marifé Boix García, Vice Presidente Business Development Southern Europe & LatinAmerica, Feria do Livro de Frankfurt

02:00 pm
Mídias sociais – como desenvolver uma relação sólida com o leitor
Discussão
Viviane Lordello, Skoob, Brasil
Marcelo Gioia, The Copia, Brasil
Moderação: Octavio Kulesz, Teseo, Argentina

O leitor não é mais um consumidor passivo. Pelo contrário, os leitores estão se tornando criadores de conteúdo. Essa dinâmica está criando uma nova forma de se fazer o “boca a boca“, além de novas oportunidades de vendas. Como gerenciar com sucesso uma comunidade de leitores e estimular ao máximo o seu entusiasmo?

03:00 pm
O futuro da transferência de conhecimento
Entrevista
Juan Felipe Cordoba Restrepo, ASEUC, Colombia
Richardt Rocha Feller, Minha Biblioteca, Brasil
Moderação: Jose Castilho, ABEU, Brasil

As bibliotecas e universidades precisam se reinventar na era digital. Qual será o papel, por exemplo, dos jornais eletrônicos, plataformas de conteúdos digitais ou bibliotecas virtuais no futuro? Como eles vão mudar a maneira pela qual as pessoas acessam o conhecimento e o conteúdo? Um bibliotecário brasileio e um representante de uma editora universitária colombiana irão discutir os seus papéis no “ecossistema” da publicação digital e a viabilidade do modelo de assinatura.

4:00 pm
Coffee Break

04:30 pm
Fronteiras incertas: As mudanças nos papéis dos editores, agentes, autores e livreiros
Apresentação e Discussão
Joanna Ellis, The literary Platform, UK
Jesse Potash, Founder PUBSLUSH Press, USA
Lucia Riff, Agência Riff, Brasil
Moderação: Holger Volland, VP Media Industries, Frankfurt Book Fair

Em um cenário onde agentes e livreiros estão abrindo suas próprias editoras e autores que se auto publicam negociam seus direitos autorais internacionais, o que significa ser um editor, agente, autor ou livreiro na era digital? Como os papéis estão mudando e é possível atuar sozinho e ainda ser bem sucedido?

05:30 pm
Ferramentas do futuro: Novas tecnologias na sala de aula
Key Note
Martin Fielko, Cornelsen Verlag, Alemanha

Dar aos alunos um laptop ou tablet vai melhorar sua experiência de aprendizagem: certo ou errado? Esta apresentação proporcionará um olhar nos bastidores da sala de aula do futuro. Lousas inteligentes, apresentações multimídia, tablets e muito mais: qual é o valor dessas novas tecnologias e como elas mudam o ambiente de aprendizagem?

05:45 pm
Encerramento

RELEASES DO PRIMEIRO DIA

Caiu na rede, não dá mais para sair, garantem nossos conferencistas

O Twitter e o Facebook impulsionam a alfabetização? Em uma mesa com esse tema, reunindo os escritores Thalita Rebouças e Cláudio Fragata, mediada pelo consultor José Luiz Goldfarb, a resposta só poderia ser sim. Entusiasmados pelas redes sociais eles usam, acreditam e consideram as redes sociais ferramentas positivas para a alfabetização e para a literatura. “Sou fã do twitter e do Facebook, essas ferramentas me ajudaram muito e hoje tenho 202 mil seguidores no twittern e posso falar com leitores do Brasil e do mundo todo”, elogia Thalita Rebouças.
Ela garante que nunca se leu tanto e se escreveu tanto como agora. “E por mais que os jovens usem o internetês, sabem usar a rede de uma maneira lógica e coerente. Muitos discutem sobre os livros que estão lendo, acho que as redes sociais estimulam o hábito da leitura. Os adolescentes aprendem a sintetizar sem copiar. Eu digo sempre que o twitter, por exemplo, é uma festa silenciosa onde eu tenho oportunidade pra falar com muita gente”, conclui.
O escritor Claudio Fragata admite sem receio que as redes sociais auxiliam a alfabetização, da mesma forma que os livros e os professores: “São ferramentas importantes, essa comunicação dos escritores com seus leitores é direta. Não consigo me imaginar hoje sem as redes. É um caminho sem volta”.
Da mesma forma o mediador José Luiz Goldfarb é totalmente favorável ao uso das redes. “Comecei em 2009 e não parei mais, estamos transformando a palavra escrita e encontrando novos usos para ela”.

Meninas de ouro

Desde 2009 a professora Sandra Maria Saragoça Decembrino Caldas, da rede Municipal e do DEGASE (Rede Estadual, Rio de Janeiro) desenvolve o projeto Educação Além dos Muros - Education Beyond Walls, no Brasil.
Através de convênio firmado entre a LEGO Education (que doou 20000 peças e a capacitação dos professores), o DEGASE (Departamento Geral de ações Socioeducativas) – que entrou com a logística (pilhas, mesas, computadores) e a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro que entrou com a estrutura e a parte pedagógica, muitas jovens mudaram suas vidas. Sandra coordena o projeto que leva às alunas, adolescentes em conflito com a lei, a possibilidade de executar filmes de animação sob a técnica de Stop Motion e, depois de pronto, mostrá-los em escolas regulares, públicas e/ou particulares onde elas se tornam palestrantes e se percebem capazes de fazer algo bom.
Sandra se emocionou ao falar para o público da Contec e mostrar imagens e um dos filmes produzidos pelas suas meninas. Ela contou as dificuldades em fazer com que elas acreditassem nelas mesmas, no esforço para vencer os preconceitos, nos resultados positivos que têm aparecido em todas as visitas às escolas, mesmo aquelas particulares onde os alunos passam distante dos problemas que as garotas enfrentam no dia a dia. “Essas experiências marcaram suas vidas para melhor, aumentaram a auto-estima e deram a consciência da responsabilidade pessoal daqui para a frente. Elas aprenderam que podem e devem ser protagonistas de suas vidas”. E além de vários prêmios nacionais e internacionais recebidos, o projeto ainda deu às meninas a oportunidade de conhecer pessoalmente a princesa da Dinamarca, durante sua visita ao Brasil.

Smartphones e alfabetização combinam

O professor José Luís Poli é idealizador do PALMA – Programa de Alfabetização na Língua Materna - e seu tema na Contec Brasil foi Aprendendo com o uso de Smartphones. Ele explicou a base do programa de alfabetização para jovens e adultos, complementar à educação formal e idealizado por ele, por meio de um conjunto de aplicativos para dispositivos móveis – celular tipo smartphone – que combina sons, letras, imagens, símbolos, números e envio de SMS, e por um sistema WEB que gerencia o processo e o desenvolvimento da aprendizagem do aluno.
Experiência inédita no Brasil, o PALMA engloba sua ação desde o inicio do processo de alfabetização. Poli contou que o seu programa para os aparelhos telefônicos cobrou números, letras e sílabas, como uma ferramenta complementar à educação. “O aluno ao usar o smartphone, transpõe o que ele aprendeu para o caderno. Um programa de alfabetização deve garantir a flexibilidade do estudo e proporcionar condições de mobilidade para que o público jovem e adulto tenha condições de acesso e continuidade no processo”, ele diz.

Quem não sabe contar história não sabe ensinar

Cláudio de Moura e Castro é assessor especial da Presidência do Grupo Positivo, escritor de mais de 35 livros e autor de mais de 300 artigos científicos, além de articulista da Revista Veja. A essas informações de um currículo resumido, soma-se uma habilidade nem sempre comum aos bons escritores: ele é um excelente conferencista, capaz de encantar e dominar grandes plateias como a do primeiro dia da Contec Brasil. Ele começou sua apresentação com uma tela onde se lia “Infelizmente no Brasil, nem livros nem leitores”. Depois vieram citações de nomes como Mario Quintana, Proust e Marianne Wolf. Em comum, todas levavam à importância da leitura: “Sabemos hoje por pesquisas que quem lê fica mais tempo na escola e se dá melhor na vida. Crianças que têm bibliotecas domésticas têm vida escolar mais longa”, revelou.
Por outro lado, o escritor também destacou fatores que levam o brasileiro a não ler, como a falta do hábito de leitura dentro de casa. “Pais que não são leitores não têm como estimular o costume de ler nos filhos que, por sua vez, também contam com uma biblioteca familiar pobre.” Outro ponto: muitos professores, além de não serem leitores habituais, também não aprenderam a alfabetizar. E, para completar, as bibliotecas escolares são pobres.”
Frente a esse panorama, Cláudio levantou uma questão: como, então, criar leitores no Brasil? Obrigando os jovens a ler ou dando a eles o direito de escolher? ”As duas coisas estão profundamente associadas”, disse. “ Sabe-se que a leitura voluntária melhora as notas”. Durante a conversa, ele ainda abordou a leitura digital “É mais fragmentada e de 20 a 30 % mais lenta, mas os nativos digitais parecem não se importar muito com isso”.
No final, o autor opinou que mudar o professor é algo fundamental para reverter a atual situação do analfabetismo no Brasil. “Mas existe uma barreira ideológica que é a resistência por parte das pessoas que criaram o atual modelo pedagógico a mudá-lo.” E concluiu: “ Ensinar é contar história. E quem não sabe contar história, não sabe ensinar”.
A conferência de Cláudio teve a participação de Sonia Jardim como entrevistadora. Ela exerce seu segundo mandato como Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

Paixão pelo compromisso de ajudar

A suíça Ursula Sutter está à frente da Avallain AG - organização de serviços educacionais para desempregados baseada na Suíça e no Quênia - e desde 1997 participa ativamente no mercado de e-Learning . Ela mostrou ao auditório do Ibirapuera uma parte do trabalho de alfabetização desenvolvido em diversos países, como a Irlanda e o Quênia, onde foram observados problemas comuns entre os alunos, como experiências negativas em escolas anteriores e receio de tornar público o próprio desconhecimento.
Ursula explicou sobre o trabalho de fornecimento de aprendizagem gratuita de alta qualidade a distância, dando detalhes sobre como os novos meios podem beneficiar não somente aprendizes como também educadores, baixando custos e simplificando o processo de alfabetização. O e-Learning também se mostrou uma ferramenta eficaz ao trazer aos alunos vantagens como a possibilidade de estudar no horário e local mais conveniente, como por exemplo, quando os filhos já estão dormindo.
Esse processo tão bem sucedido, segundo Ursula, não se restringe a ensinar a ler e escrever. “A educação tem que ter uma história”, ressaltou. “ É preciso ter paixão pelo compromisso de ajudar as pessoas”.

Brij KIothari entusiasmou auditório com seu projeto de alfabetização

Em sua conferência sobre o papel da (nova) mídia para alfabetização mundial, o acadêmico indiano Brij Kothari trouxe para o auditório do Ibirapuera um pouco de cultura de seu país com a exibição de clipes musicais legendados. Kothari criou, em 1996, o Same Language Subtitling - Filmes com Legendas na Tv para alfabetização em massa na Índia.
O projeto foi implantado a partir de 1999 nos filmes musicais de Bollywood, trazendo resultados satisfatórios em curto prazo de forma praticamente lúdica. “Assim como no Brasil, cinema, novelas, entretenimento e esportes são muito populares na Índia”, adiantou. “Nosso alcance chega a 300 milhões de espectadores, sendo 200 milhões de alfabetizados funcionais”.
O palestrante exibiu imagens de pessoas seguindo a legenda para acompanhar as músicas e os intérpretes. “ Há outros benefícios além da leitura”, garantiu. "Muitos também passaram a transcrever as letras das canções”. De acordo com Kothari, o processo aconteceu automaticamente, já que o público passou a acompanhar as legendas sem que ninguém alertasse que o objetivo por traz da novidade estava ligado 'a alfabetização. “Há indicadores de aumento de 15% de audiência dos filmes, o que deixa satisfeitas, também, as redes de comunicação que adotaram o sistema”.
O custo baixo, segundo ele, é outra vantagem. “ Apenas 12% do programa é sustentado pelo Governo. O restante é sustentado por fundações espalhadas pelo mundo. “Quando uma ideia é poderosa, não há impedimentos para que ela se torne realidade”.

Um pacto especial pelo conhecimento

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa só será lançado em 2013, mas ele foi explicado durante a Contec Brasil por Lucia Couto, Coordenadora Geral de Ensino Fundamental do Ministério da Educação. Ela apresentou números e informações sobre o conteúdo e aplicação do novo plano, afirmando que o Ministério da Educação está fazendo todos os esforços para alavancar a alfabetização no Brasil. A plateia ficou impressionada com as disparidades regionais no Brasil, ressaltadas em um mapa onde estavam em cores diferentes os números da alfabetização no País. “A meta é alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade. O sistema informatizado pelo MEC está aberto para as adesões de estados e municípios, que deverão se comprometer com as metas determinadas.O programa será estruturado na formação do estudante, envolvendo escolas urbanas e rurais e as universidades também serão incorporadas”, completou

A leitura mudando vidas

Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional e do Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), trouxe para a Contec vários casos de pessoas que mudaram suas histórias de vida por conta da leitura. “Somos um país de 90 milhões que se reconhecem distantes dos livros. Dois entre cada três livros no Brasil são lidos por conta da escola , o que mostra que ela vem cumprindo um dos seus principais papéis que é levar a prática da leitura para crianças e adolescentes”. Galeno reforçou que a presença da leitura melhora o processo educacional com a descoberta e a ampliação do vocabulário, melhor expressão e outros benefícios. Destacou o Prêmio Viva Leitura, do Ministério da Educação e Cultura, de estímulo às ações de pessoas ou instituições ligadas à leitura e à educação. Entre os casos emocionantes ele citou o do professor do Maranhão que resolveu motivar seus alunos, com ótimos resultados, criando um projeto de levar os livros em um jegue para várias regiões da cidade como uma procissão de livros. Outro caso apresentado foi o do pedreiro Evandro, que veio do Interior de Sergio e depois que começou a ler abriu seus horizontes e conseguiu novas oportunidades de crescer profissionalmente.

Os desafios da educacao

André Lázaro, presidente do Conselho Assessor do Plano de Metas 2021 da Organização dos Estados Ibero-americanos, fez a palestra de abertura da Contec Brasil, em que traçou um breve quadro da alfabetização no país e tratou dos desafios para garantir o direito à educação. Para isso, dividiu com a plateia resultados de estudos realizados sobre o atual momento do analfabetismo no país. Um desses levantamentos foi feito pelo Inaf - Indicador de Analfabetismo Funcional na última década. A pesquisa concluiu que o percentual da população brasileira alfabetizada funcionalmente saltou de 61 % em 2001 para 73% em 2011, mas, ainda assim, apenas 1 em cada 4 brasileiros domina plenamente as habilidades de leitura, escrita e matemática. “É muito preocupante que, depois de 10 anos de esforços para universalizar a educação, ainda hoje a parcela da população sem escolaridade seja tão expressiva”.
De acordo com o especialista, no panorama da escolarização brasileira há um grande hiato formado por um continente excluído da população. “O Brasil é, talvez, o país que mais dolorosamente vive essa lacuna”, alertou. “Ainda se registram exclusões muito graves: o macro problema é que o nível de escolaridade da população é baixo e desigual”.
O especialista também adotou uma postura reflexiva sobre o papel da política, da mídia e das editoras frente aos desafios de alfabetização no Brasil. E concluiu: “A educação é um processo a ser enxergado integralmente. Estamos em uma etapa em que a conquista do direito não se traduz apenas no exercício do direito para todos. Estamos avançando no “todos”, mas não ainda no “cada um”.

"Digitalização global mudou muito o panorama da educação"

A diretora na LitCam, Karin Plötz, se disse surpresa por ver tantas pessoas interessadas em alfabetização reunidas no auditório do Ibirapuera. “Não há leitores sem alfabetização”, disparou, logo no início de sua conferência. “Admiro o enorme esforço feito pelo Brasil nos últimos 15 anos para ampliar a alfabetização. Hoje enfrentamos, em todo o mundo, uma gama imensa de desafios.”
A diretora da LitCam enfatizou que, atualmente, alfabetização significa mais do que ler e escrever. “ A digitalização global mudou muito o panorama da educação, com muitas pessoas sem acesso a qualquer tipo de alfabetização”.
De acordo com Karin, a forma como se utiliza hoje o smartphone na América Latina e na Europa, por exemplo, produz hiatos entre quem tem acesso a diferentes formas de alfabetização. “A tecnologia de comunicação faz com que a vida e o trabalho se reprogramem, independentemente do local físico, uma diferença mutante e importante”.
Ela acrescentou que, em um mundo cada vez mais digitalizado, os e-books podem ser utilizados com sucesso na promoção da leitura, mas o relacionamento humano é decisivo para que a adesão aconteça de fato. “Educadores fazem a diferença, tenham orgulho disso.” E concluiu: "Ser alfabetizado significa participar plenamente da sociedade”.

Presidente da CBL: olhar para o futuro

Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro, em sua fala na abertura do evento elogiou a iniciativa: “Precisamos de conferências como essa para fazer mais e melhor pela educação. Discutir as formas de leitura, educação e tecnologia é um sonho para nós e levar a leitura e a educação para todos é um sonho bem brasileiro. Hoje temos mais de 95% de crianças e jovens nas escolas e a questão agora é o que e como ensinar. O uso das novas tecnologia nos ajuda a realizar esse sonho. Não podemos repetir erros de outras nações. A escrita e a leitura facilitam o processo, é um olhar para o futuro com firmeza e confiança. Pode parecer estranho que eu como presidente da cadeia produtiva defenda o processo digital, mas para nós, o que prevalecerá é o conteúdo em qualquer meio que garanta liberdade, satisfação e esperança para o ato de aprender. A educação, a cultura e a tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento do nosso país e para as novas gerações de leitores que estão chegando.

Presidente Juergen Boos abre a Conferência e elogia parceria com o Brasil

Na abertura do evento, o presidente da Feira do Livro de Frankfurt, Juergen Boos, destacou a importância da tecnologia e do conteúdo digital para a educação. Segundo ele, todos os qe frequentavam inicialmente a Feira do Livro de Frankfurt estavam interessados nos livros, mas depois a organização percebeu que o público também queria mais informações sobre conteúdo. Assim o foco do evento foi ampliado para discussões sobre propriedade intelectual, tecnologia, direitos e outros temas atuais. Mas mesmo, com toda a evolução os livros estão sendo cada vez mais importantes: “O livro digital traz o conteúdo que não apenas influencia a mídia, mas também modifica a forma como contamos as nossas histórias. E o que chamamos de conteúdo líquido está em qualquer lugar, está nos jogos, no cinema, nas redes sociais. E a capacidade de ler, por sua vez, está ligada ao conteúdo. Estamos muito felizes em encontrar parceiros no Brasil para realizar esse trabalho voltado à alfabetização, cultura, tecnologia e cultura. Estamos planejando outra Conferência para 2013 e espero que este ano vocês tenham dois dias estimulantes pela frente. Vamos aprender muito uns com os outros.

Juergen Boos está animado com a aproximação cultural entre Brasil e Alemanha

Ao chegar ao auditório do Ibirapuera, o presidente da Feira do Livro de Frankfurt, Juergen Boos, disse estar entusiasmado com o reforço da presença da Feira do Livro de Frankfurt no Brasil. “Temos construído uma relação forte com o Brasil desde 1994, quando o país foi nosso convidado de honra em Frankfurt", explicou. “Estamos felizes com a aproximação dos dois países, ainda mais em um momento tão especial, em que tudo acontece aqui: de eventos culturais, como o Ano da Alemanha no Brasil, programado para 2013, aos esportivos, como as Olimpíadas do Rio", completou. Jurgen atua como diretor da Feira do Livro de Frankfurt desde abril de 2005.

A CONTEC Brasil começa hoje

Com público de 800 pessoas, mais de 30 palestrantes do Brasil e do Exterior e temas envolvendo educação, alfabetização, cultura e tecnologia, começa nesta terça (7) e segue até quarta (8) a Conferência Internacional Tecnologia, Cultura e Alfabetização: formando leitores do futuro – Contec Brasil, realizada por duas divisões da Feira do Livro de Frankfurt: a LitCam e a Frankfurt Academy. No encontro serão debatidos temas como incentivo à leitura no país através de projetos de alfabetização e a necessidade de enfrentar os desafios que chegam com os novos leitores, com as mídias sociais e web 2.0, com as novas tecnologias em sala de aula, com os novos formatos de livros e com as possibilidades de aprendizagem pelos telefones, jogos e outros aplicativos. A Contec Brasil será apenas o início da atuação de Frankfurt no país. Na tarde desta terça, o presidente e a vice-presidente da Feira de Frankfurt, Juergen Boos e Marifé Boix Garcia, farão o lançamento oficial da CONTEC Brasil 2013, uma feira internacional com programa de conferências para literatura e conteúdo infantil, educacional e tecnologia. O Brasil será o país homenageado na Feira de Frankfurt 2013.

RELEASES DO SEGUNDO DIA

Crise econômica inviabiliza criação de projetos de salas de aula do futuro.

Lousas inteligentes, apresentações multimídia, tablets... Como serão as salas de aula em um futuro próximo? Martin Fielko, gerente de Direitos estrangeiros na Cornelsen Verlag, na Alemanha, encerrou o ciclo de conferências da Contec Brasil abordando os novos ambientes de aprendizagem no mundo. Ele trouxe à plateia vários exemplos de iniciativas internacionais para livros didáticos digitais, destacando países como Turquia, Estados Unidos, Índia, Tailândia, Rússia, República Tcheca, Japão, entre outros.
A conclusão não é muito animadora: a maioria esmagadora dos projetos fracassa, mesmo nos países mais desenvolvidos, predominantemente por questões financeiras. A crise que assolou a Europa, por exemplo, inviabilizou em massa os projetos do continente. O mesmo acontece na maioria dos estados norte-americanos., graças ao difícil momento econômico que os EUA enfrentam. “O custo com esses projetos é muito alto, sobretudo nos primeiros anos, em que economizar é impossível devido à necessidade de criação de toda a infra-estrutura, implantação de dispositivos e desenvolvimento de conteúdo.”, explicou.
Outro fator que impede o êxito da modernização das salas de aula, segundo Fielko, é a má comunicação entre as partes envolvidas. “Não basta um ministério simplesmente criar um projeto sem conversar com professores, pais e produtores de dispositivos”, alertou. Por fim, apontou outro fator decisivo para agravar ainda mais a situação: “Infelizmente, políticos tendem a pensar sempre num curto prazo, o que inviabiliza de vez as tentativas de implantação desses novos ambientes de estudo”.

É possível reinventar bibliotecas e universidades na era digital?

Na era da publicação digital, em que conhecimento e conteúdo ganham novas plataformas, como reinventar bibliotecas e universidades? O tema foi discutido durante a Contec-Brasil 2012 por Juan Felipe Cordoba Restrepo, representante da editora universitária colombiana ASEUC, e pelo bibliotecário brasileiro Richardt Rocha Feller, do consórcio Minha Biblioteca, formado pelas quatro principais editoras de livros acadêmicos do Brasil – Atlas, Grupo A, Grupo GEN e Saraiva. A conversa teve como moderador José Castilho, Presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias, a ABEU. Castilho abriu o debate questionando o que vem sendo produzido pelas máquinas atualmente. “Olho para a realidade e vejo um lugar extremamente subalterno em relação à produção de conteúdo”, afirmou. “ Temo que passemos a reproduzir mais do que produzir informação e conhecimento oriundos, de fato, de nossas pesquisas científicas”.
Ele mencionou carências educacionais e de informação no país. “Nenhum investimento em educação e cultura é demasiado. Nossos governantes devem entender que esse é o motor necessário para o conhecimento e a maioridade do país.” Ainda durante a abertura do debate, Castilho disparou a questão sobre o que é maior para o governo: o custo da ignorancia ou o investimento em biblioctecas e escolas?
Durante a conversa, o colombiano Juan Felipe Restrepo lembrou que a transferência de conhecimento na América Latina, que deve ser constante, como em qualquer lugar no mundo, ainda sofre um atraso bastante alto. “O que se faz no Brasil, por exemplo, se desconhece na Colômbia”, alertou. “É preciso diferenciar duas situações: o direito ao acesso à informação e o uso desse direito – a possibilidade de debater, argumentar e pensar”. Frente a uma realidade que requer investimentos crescentes, ele prosseguiu: “O gratuito é bem-vindo, mas é uma decisão universitária”.
Richard Feller, do consórcio Minha Biblioteca, ponderou que um conteúdo de qualidade, principalmente o universitário, passa pelo crivo de bons profissionais e editores. “Nesse sentido, a democratização ocorre pelas tecnologias disponíveis mais viáveis economicamente para o consumidor, o que acaba sendo decisivo, principalmente em um país com dimensões continentais, como o Brasil”. Por isso, a questão da gratuidade, segundo Feller, é ainda delicada. “É preciso remunerar autor, produção, etapas editoriais: não existe nada gratuito, existem trocas, sejam por publicidade, interesses governamentais, metas etc.” Ainda assim, ele acredita que as duas formas de conteúdo, gratuita e por assinatura, vão conviver muito bem no futuro. E concluiu “Vejo um momento bastante positivo pra que o preço do livro tenha uma queda bastante grande no mercado digital”

Quanto maior o engajamento, melhor

Na mesa redonda “O seu livro pode fazer isso?” o diretor de novas mídias da Punch!, Bruno Valente, conversou com Philippa Donavan, da editora britânica Egmont, e Hervé Essa, vice-presidente de vendas internacionais da francesa Jouve, sobre novos formatos de livros, com suas funções e públicos. O debate foi moderado por Carlo Carrenho, diretor da PublishNews Brasil.
Para Hervé Essa, que possui mais de 12 anos de experiência comercial em serviços de TI e edição de softwares, é preciso trabalhar o conteúdo para torná-lo interessante ao aluno por meio da interatividade. “Isso é ser sedutor, é gameficar o conteúdo”, explicou. “Pode-se até definir que um título vai atuar em várias plataformas - primeiramente como livro, depois em versão de fac simile e-book, criando vários produtos com o mesmo conteúdo, incluindo vídeos”. Como exemplo, ele relatou o que acontece na Europa, onde os livros digitais se assemelham aos impressos, mas oferecem interatividade e outras características”.
De acordo com Bruno Valente, o aluno, sempre aprendendo, demanda agilidade constante. “É aí que o mobile learning entra, e nesse sentido, um dos grandes desafios é criar engajamento, gerar sempre debate, o que pode acontecer por meio de mídias sociais, bibliotecas digitais e, no caso dos tablets, aplicativos”. O diretor da Punch! ressaltou que é fundamental que o acesso aos dados no livro digital seja instantâneo. Dessa forma, o livro passa a ser muito mais do que um aplicativo, já que fornece ferramentas interativas de comunicação. “O segredo maior é dar super poderes ao aluno, permitir que ele mergulhe no conteúdo e que passe a gostar daquilo.
“Com a digitalização há mais espaço para permitir que o livro ofereça o que ele faz de melhor: contar histórias, possibilitar conexão entre as pessoas”, afirmou Phillipa Donavan. “Muitas experimentações vêm sendo feitas atualmente e nem sempre a gente vai acertar”, lembrou. “Estamos sempre aprendendo com os desenvolvimentos tecnológicos, mas há ainda muita inspiração para motivar as editoras a explorar todas as utilidades de um e-book”.

Redes sociais: como gerenciar com sucesso o entusiasmo do leitor

Desenvolver uma relação sólida com um consumidor cada vez menos passivo vem se tornando um dos principais desafios para o mercado editorial. Na nova dinâmica dos dias atuais, o leitor passou, também, a criar conteúdo, compartilhando e emitindo opiniões sobre o que lê, reforçando uma espécie de propaganda informal. Nesse novo momento, é possível gerenciar com sucesso uma comunidade de leitores, estimulando ao máximo o seu entusiasmo? O assunto foi discutido no auditório do Ibirapuera, em uma conversa moderada por Octavio Kulesz, diretor da Teseo, uma das mais dinâmicas editoras digitais da Argentina e da América Latina.
Para Viviane Lordello, co-fundadora da rede social Skoob, os desafios nesse sentido são diários, já que é cada vez maior o número de leitores que compartilha o que lê e quer saber o que as outras pessoas estão lendo também. “A adesão já foi grande assim que começamos com o Skoob”. Ela comentou que logo na primeira semana de implementação da rede social, 2500 pessoas se cadastraram. Esse número saltou para 7,6 mil no primeiro mês e hoje já chega a 650 mil pessoas. “O Skoob virou um negócio rapidamente e tivemos que correr para implementar novas ferramentas, o que gera uma expectativa diária até hoje, com relação também a servidores e usuários”.
Já o executivo de marketing Marcelo Gioia comentou que os desafios da Copia Brasil, empresa da qual é publisher, são mais globais, sobretudo na questão da tecnologia. “A cada alteração tecnológica precisamos refletir, é um esforço bastante intenso especialmente no Brasil, onde ainda é preciso adquirir muito conteúdo digital”, lembrou. O executivo comentou que enquanto nos Estados Unidos já são mais de 2,5 milhões de títulos em inglês, o Brasil conta apenas com 12 mil títulos digitais em Língua Portugesa. “Por outro lado, o crescimento social é orgânico”, concluiu. “É impressionante como as pessoas têm aderido ao buzz social”.

Fronteiras incertas no mundo dos livros

Joanna Ellis (The Literay Platform, Reino Undo), Jesse Potash (Founder PUBSLUSH Press, EUA) e Lúcia Riff (agente literária, Brasil), participaram da mesa Fronteiras incertas: as mudanças nos papéis dos editores, agentes, autores e livreiros. O moderador Holger Volland (VP Media Industries, da Feira do Livro de Frankfurt) destacou na abertura os currículos dos participantes e o interesse pelo tema.
Para Joanna, aconteceram muitas transformações no modo de trabalhar na área editorial com a revolução digital, mas nem todos estão acompanhando: “As redes evoluem, os comportamentos não. A tecnologia digital democratizou a linha de produção, trazendo rupturas na comunicação, mudança nos modelos e nos papéis de autores, agentes e editoras. Os papéis estão sendo redefinidos, por utilização e não por legado, há muitos recém-chegados de outras áreas. Os autores estão se autoorganizando, as oportunidades criativas se polarizaram com a digitalização, provocando o aparecimento de autopublicações, inclusive no caso de Best-sellers. A lição é: o digital não deve ser assustador.”
Jesse Potash acalmou a curiosidade de todos os que não sabiam o que significava o termo Pubslush: “É uma plataforma de publicação global para autores. Eles podem levantar fundos com seus leitores para ajudar, ou definir modelos de trocas. É uma boa forma de trazer os leitores para decidir junto com autores como deve ser a publicação. Para isso, geralmente os escritores colocam sinopses da obra, permitindo a interação. Outra vantagem é que o escritor pode obter dados analíticos de sua obra e até saber se ela poderá ser ou não um sucesso”.
Quando decidiu optar pela carreira de agente literária, Lúcia Riff foi à luta mas fez questão de estar amparada pela tecnologia, que há vinte anos não era assim tão eficiente. Trouxe do Exterior um computador dividido em três partes para montar aqui, criou um site e um banco de dados. “Foi uma decisão empresarial, nós precisávamos ser modernos. Tudo mudou muito nos últimos anos, inclusive o papel do agente literário. Agora não é mais só cuidar do contrato do autor. Os autores hoje viajam, participam de feiras pelo mundo, ele não fica mais apenas em casa escrevendo. Lucia citou o caso da escritora chilena Francisca Solar, que começou a publicar um fan fiction de 700 páginas pela Internet, modificando o final do quinto volume de Harry Potter, quer ela leu e não gostou. Sua obra virou sucesso e foi baixada mais de um milhão de vezes. Depois disso assinou contrato com uma editora, mas vendeu apenas 25 mil cópias e ela resolveu voltar ao antigo e solitário esquema de se autopublicar. “Hoje há muitas oportunidades e essa é a maior beleza disso tudo”, completou.

Com a digitalização, leitura deixa de ser solitária para ser coletiva.

A editora australiana Phillippa Donovan, da Press Egmont, no Reino Unido, atua também como consultora literária e digital. Ela falou por um bom tempo à plateia sobre o que vem sendo feito de mais interessante em termos de publicações de livros eletrônicos internacionalmente.
Philippa explicou que a utilização da digitalização dos livros depende de muitos fatores, como o número de ilustrações e o perfil do leitor, em um mercado bastante expansivo. “Recentemente começou uma certa mudança, de pensar no livro infantil com aplicativos digitais”, explicou. “Fizemos uma série de melhorias para criar pontos de interesse para o leitor e acho que isso vai dar início a um mercado novo, um espaço transitório muito entusiasmante entre os aplicativos e os e-books”.
Phillipa mencionou a importância da narrativa nesse novo contexto e citou, como referência, a empresa norte-americana de animação digitalizada Pixar, com suas 22 regras cativantes para contar histórias. “Temos leitores tradicionais, que têm lido livros impressos há muito tempo, procurando sempre por boas histórias, com essência. Eles buscam envolvimento com o enredo, com começo, meio e fim”. Já o leitor novo, segundo a editora, é adepto da web e das mídias sociais e tem um ponto de vista totalmente diferente. “Eles gostam de interagir, adicionar comentários, compartilhar o que estão lendo e querem saber o que os outros leem também. Ao mesmo tempo jogam, interagem pelo Facebook e Twitter, são verdadeiros poliglotas digitais”.
Tablets, e-reeders, laptops, computadores, smartphones.... Novas tecnologias criaram novas camadas de leitura para esse público, que é muito ativo. Não há mais fronteiras entre leitor e autor, nem entre os próprios leitores.” Se antes a leitura era uma atividade solitária, agora, com a digitalização, passa a ser coletiva. “Os livros passam a ser um formato - paramos de pensar neles para pensar em conteúdo e acho que há um certo mérito em compartilhar essa história."
O momento atual posiciona um novo modelo de consumidor e não meramente um novo negócio. O futuro dos livros pode estar em um misto que reúne o impresso e o digital, lado a lado, de acordo com a preferência do leitor, focando na qualidade e nas opções de escolha. “Com tanto conteúdo disponível, é preciso guiar esse processo de decisão”, finalizou a editora. “É um ótimo tempo para ser leitor e um momento maravilhoso, também, para ser escritor.”

O leitor 2.0 e o futuro do negócio da mídia

O segundo dia de Contec-Brasil foi dedicado ao leitor 2.0. A programação no auditório do Ibirapuera foi aberta com uma conversa entre duas editoras de referência - a brasileira Abril Educação e a internacional Wiley - sobre as expectativas com relação ao futuro do negócio da mídia.
De acordo com Tania Fontolan, diretora pedagógica da Abril Educação, observa-se, em termos de tendências de tecnologia educacional, uma universalização cada vez maior, com recursos como a computação na nuvem e a crescente demanda de comunicação móvel por parte das famílias e dos alunos. Games e conteúdos abertos também ganham destaque, o que traz um desafio de postura por parte dos educadores: de nada adianta ter acesso praticamente ilimitado à informação se o aluno não puder fazer uso dela.
“Nos próximos anos,” completa, “é certo um upgrade de autonomia de estudos, que requer avaliação individualizada do ritmo e do interesse de cada aluno”. Para isso, segundo a especialista, a tecnologia também é fundamental para acompanhar em tempo real a aprendizagem, propondo caminhos alternativos e ajustes quase que simultaneamente ao processo. “O professor vai atuar como uma espécie de mediador de conhecimento, construindo um mapa, já que, ainda com a autonomia de aprendizagem, esse aluno começa a mostrar dificuldade de verticalização de pensamento, ele é menos concentrado”.
Helge Braga, manager da Wiley Brasil, enfatizou que, ainda que os e-books definam o crescimento da indústria editorial nos próximos anos, as relações humanas e o cérebro nunca serão substituídos por computador algum. “O conteúdo impresso ainda é e continuará sendo importante por muito tempo e talvez jamais deixe de existir”, afirmou. Ele citou exemplos de tantas outras indústrias que passaram por essa transformação, como o cinema com a TV, mais tarde ameaçada pelos sistemas de entretenimento como o VHS e mesmo a TV a cabo. “Todo impacto que a tecnologia trouxe criou o temor que a forma antiga deixasse de existir, mas hoje temos um consumo de conteúdo para tv e cinema, por exemplo, que jamais existiu”.
Nesse processo, o grande desafio é superar um hiato: de um lado, um grupo já envolvido com essa realidade, com desenvolvedores tentando integrar recursos, redes sociais, games etc. De outro, os professores, sendo uma parte resistente à transição e outra tentando se atualizar – quem já ingressou nesse mundo passa a ter linguagem e expectativas muito distantes das de quem está restrito às salas de aula. “Se esses dois grupos não forem aproximados”, alertou Tania, “vamos continuar falando dessa dicotomia, perdendo uma oportunidade histórica de melhorar a educação brasileira privada e pública integrando esses recursos.

Palestrantes Dia 1

Juergen Boos
Após sua formação em gestão editorial, Juergen Boos continuou seus estudos em gestão de negócios na Universidade de Mannheim. Ele trabalhou por vários anos como diretor de vendas da Droemersche Verlagsanstalt, Carl Hanser Verlag e Springer Verlag, em Berlim, onde acabou se tornando diretor de vendas internacionais. Em 1997, mudou-se para a Verlag Wiley-VCH, em Weinheim, para trabalhar como diretor executivo de marketing, vendas e distribuição. Ele atua como diretor da Feira de Livros de Frankfurt desde abril 2005.

Karine Pansa
Administradora de empresas, formada pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, São Paulo, e profissional atuante há quase 20 anos no mercado editorial. Empreendedora da Girassol Brasil Edições, tornou-se a segunda mulher presidente da Câmara Brasileira do Livro em fevereiro de 2011, depois de haver servido a CBL na condição de diretora estatutária e tendo sido responsável por projetos como o Minha Biblioteca, que anualmente beneficia 500 mil alunos da rede pública da cidade de São Paulo. Teve participação relevante nas comissões internas da CBL, que discutem a melhoria de Bibliotecas, Pesquisa sobre o Mercado Editorial Brasileiro, Bienal Internacional do Livro de São Paulo e Feiras Nacionais. Em março de 2011 também se tornou presidente do Instituto Pró-Livro (IPL), com a missão de "contribuir para o desenvolvimento de ações voltadas a transformar o Brasil em um país leitor."

Karin Plötz
Karin Plötz é Diretora na LitCam. Anteriormente, ela ocupou o cargo de Diretora de Patrocínio e Colaborações, assim como Diretora de Foco na Educação da Frankfurt Book-Fair (AuM GmbH), na Alemanha. Nesse cargo, ela criou e implementou, em 2006, a “Literacy Campaign” (Campanha de Alfabetização), um projeto desenvolvido para auxiliar a reduzir o analfabetismo em todo o mundo, que hoje, como a LitCam, é uma organização sem fins lucrativos.
Antes de ingressar na Frankfurt Book-Fair, Karin Pllötz trabalhou no grupo editorial Handelsblatt, em Duesseldorf (Alemanha), onde chefiou o departamento de marketing para produtos especiais e, em 2000, se tornou Gerente de Produto da "Wirtschaftswoche heute", a versão on-line da revista alemã de negócios "Wirtschaftswoche". Antes do seu envolvimento profissional no setor editorial, ela trabalhou em agências de Publicidade e RP. Karin Ploetz é graduada em História e Sociologia pela Duesseldorf University.

André Lázaro
Nascido no Rio de Janeiro em 10 de agosto de 1952, casado, dois filhos e três netos. Formado em Português-Literaturas, bacharelado e licenciatura, pela Faculdade de Letras, com mestrado e doutorado pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor adjunto da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, onde ingressou por concurso público em março de 1987. Lecionou nas Faculdades Integradas Hélio Alonso - FACHA, na Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ e participou de diversos cursos, proferindo palestras e conferências. É autor de um livro (Amor: do mito ao mercado, Vozes, 1996) e de diversos artigos.
Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro dirigiu o Departamento Cultural (1992/1995), a Diretoria de Comunicação Social (1996/1999) e a Sub-reitoria de Extensão e Cultura (2000/2003). Trabalhou de 2004 a 2011 no Ministério da Educação, tendo desempenhado as funções de Diretor, Secretário Executivo Adjunto. No período de maio de 2007 a janeiro de 2011 foi Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade – SECAD. No primeiro semestre de 2011 assumiu a secretaria executiva da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, tendo se afastado, a pedido, em junho de 2011. É Presidente do Conselho Assessor do Plano de Metas2021, da Organização dos Estados Ibero-americanos. Atualmente está cedido pela UERJ à Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais, onde coordena a área de educação superior.

Galeno Amorim
É presidente da Fundação Biblioteca Nacional e do Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e responsável, no âmbito do Ministério da Cultura, pelas Políticas Públicas do Livro e Leitura. Também preside o Conselho do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc/Unesco). É jornalista e autor de 16 livros, entre ensaios e literatura infanto-juvenil. Foi membro dos conselhos estaduais de leitura dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e secretário de Cultura do município de Ribeirão Preto (SP). Professor de Ética e Legislação no Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto, atuou em O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde e Rede Globo, entre outros. Criou e dirigiu instituições ligadas à área do livro e leitura, como o Observatório do Livro e Leitura, a Fundação Palavra Mágica, o Instituto do Livro e a Fundação Feira do Livro.

Lucia Couto
Formada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp Campus de Araraquara). Atuou como professora de Educação Infantil e Alfabetizadora de Jovens e Adultos nas prefeituras das cidades de Araraquara e Diadema- Foi professora do CEFAM/SP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério). Coordenadora pedagógica, Coordenadora de ensino profissionalizante e Diretora do Departamento de Educação das prefeituras das cidades de Diadema e Ribeirão Pires. Atuou como formadora de educadores de jovens e adultos no Instituto Paulo Freire. Foi Coordenadora de Programas de Educação na Fundação Abrinq Pelos Direitos das Crianças. Ex Secretária de Educação da Prefeitura de Diadema (2009/2012). Atualmente exerce a função de Coordenadora Geral de Ensino Fundamental do Ministério da Educação.

Claudio de Moura Castro
Formado em Economia pela UFMG. Mestrado pela Universidade de Yale. Inicio do programa de doutoramento na Universidade da Califórnia em Berkeley, terminando na Universidade de Vanderbilt (em Economia). Ensinou nos programas de mestrado da PUC/Rio, Fundação Getúlio Vargas, Universidade de Chicago, Universidade de Genebra e Universidade da Borgonha em Dijon. Trabalhou no IPEA/INPES e foi Coordenador Técnico do Programa ECIEL, passando em seguida a Diretor Geral da CAPES. Foi também Secretario Executivo do CNRH / IPEA. No exterior, foi Chefe da Divisão de Políticas de Formação da OIT (Genebra), Economista Senior de Recursos Humanos do Banco Mundial, passando para o BID como Chefe da Divisão de Programas Sociais. Em 2001, assumiu a posição de Presidente do Conselho Consultivo da Faculdade Pitágoras, permanecendo até a metade do ano 2009. Atualmente é Assessor Especial da Presidência do Grupo Positivo. Autor de mais de trinta e cinco livros e mais de trezentos artigos científicos, é articulista da revista Veja.

Sonia Jardim
Sônia Machado Jardim exerce seu segundo mandato como Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Vice-Presidente do Grupo Editorial Record, é graduada em Engenharia Civil pela UFRJ, tendo cursado Pós-Graduação em Finanças na IAG-PUC/Rio e Mestrado no Coppead. Após ter trabalhado por mais de 10 anos em empresa de engenharia, ingressou na Record em 1995 como Diretora Administrativa-Financeira. Faz parte da diretoria do SNEL desde 1999. Foi Presidente do IPL-Instituto Pró-Livro entre 2009 e 2011, sendo atualmente Vice-Presidente da Instituição.

Brij Kothari
O Dr. Brij Kothari (nascido em 9 de junho de 1964), indiano, é acadêmico e empreendedor social. Ele criou o Same Language Subtitling (Filmes com Legendas) na TV para a alfabetização em massa na Índia. Seus pais eram exigentes em relação à educação e o matricularam no Sri Aurobindo International Centre of Education (SAICE), em Pondicherry. Ele é bacharel pelo IIT Kanpur e Ph.d pela Cornell University. Ele é Empreendedor Social da Schwab, Fellow da Ashoka e Fellow da Stanford/Reuters Digital Vision.
Após a conclusão das suas atividades acadêmicas, Kothari retornou à Índia. Em 1996, ele ingressou na faculdade do Indian Institute of Management em Ahmedabad. Enquanto lecionava comunicação aos estudantes de MBA, Kothari começou a trabalhar no SLS no IIM. Ele trabalha na Faculty of IIM Ahmedabad como Professor Associado e Adjunto desde 1996.

Ursula Suter Seuling
Ursula Suter-Seuling é graduada na Suíça em educação adulta e possui certificação em gestão internacional pelo Centre/INSEAD. Após a carreira na área de saúde, ela criou uma organização de serviços educacionais para desempregados na Suíça e, em 1997, ingressou no mercado de eLearning. Desde 2002, quando a Avallain AG foi fundada por ela e Ignatz Heinz, uma série de projetos comerciais e não-comerciais inovadores foram implementados e premiados, incluindo com a medalha Comenius de educação ética, o European E-Learning Award, e o Digita Award. Ursula Suter é autora de várias publicações e se apresentou regularmente em eventos como o Online Educa Berlin e o E-Learning Africa.
Prof. José Luis Poli
Prof. José Luis Poli Licenciado e Mestre em Matemática, um dos fundadores da Anhanguera Educacional S/A, tendo exercido as funções de Diretor Administrativo, Diretor Acadêmico, Vice Presidente Acadêmico no período compreendido entre 1994 a 2009. Também possui experiência docente de 15 anos.
Sandra Maria Saragoça Decembrino Caldas
Professora com graduação em Pedagogia, pós graduada em Informática educativa e extensão em Mídias Educacionais e trabalha desde 1991 em escolas públicas do Rio de Janeiro. Em 1998 tirou segundo lugar no concurso para professores do Sistema Socioeducativo onde trabalha com adolescentes em conflito com a lei . Ganhou vários prêmios relacionados ao trabalho nas escolas.
Thalita Rebouças
é carioca de 1974 e, desde criança, sonhava em ser escritora. Jornalista de formação, acabou optando por abandonar as redações e se dedicar à literatura. Hoje, a autora é um fenômeno com mais de um milhão de exemplares vendidos. Ela mantém contato diário com seu público através das redes sociais e do site www.thalita.com
A autora terá alguns de seus títulos transformados em filmes pelas maiores produtoras do país_Uma Fada Veio me Visitar, pela GloboFilmes, Tudo por Um Namorado, pela Diler Trindade e Ela Disse, Ele Disse, pela LC Barreto. Além disso, seus livros Tudo Por Um Pop Star e Era Uma Vez Minha Primeira Vez serão adaptados para o teatro pela Aventura e Prósperas Produções, respectivamente. Recentemente, Thalita também escreveu um roteiro para TV. O episódio Fala Sério, Mãe!, será exibido ainda este mês na série As Brasileiras, da TV Globo, com a atriz Glória Pires no papel principal.Tudo por um popstar, Tudo por um namorado, Tudo por um feriado, Fala sério, mãe!, Fala sério, professor, Fala sério, amor!, Fala sério, amiga!, Fala sério, pai!, Uma fada veio me visitar, Traição entre amigas, Era uma vez minha primeira vez são os outros sucessos de Thalita Rebouças, todos publicados pela Rocco.
Cláudio Fragata
nasceu em Marília, no interior de São Paulo, e cresceu numa fazenda, rodeado de bichos por todos os lados. Sempre gostou de inventar histórias e, quando não tinha ouvintes, contava histórias para ele mesmo. Há muitos anos mora na cidade de São Paulo com quatro gatos: Olívia, Dinah, Sofia e Fellini. Já publicou vários livros, como Uma história bruxólica (Editora Globo, 2012), Seis tombos e um pulinho: as aventuras de Santos-Dumont até inventar o 14-Bis (Record, 2006), Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil (Record, 2009), entre outros.
José Luiz Goldfarb
José Luiz Goldfarb, Bacharel em Física pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Filosofia e História da Ciência pela McGill University, Canada), Ph.D. em História da Ciência (USP). Vice-coordenador dos estudos de pós-graduação em História da Ciência, presidente da cadeira de Cultura Judaica e coordenador do Twitter da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Curador do Prêmio Jabuti (prêmio de literatura da Câmara Brasileira do Livro - CBL). Conselheiro da presidência para Comiunicações e Redes Sociais da Associação Brasileira "A Hebraica", em São Paulo. Consultor para programas de incentivo à leitura, projetos do terceiro setor e desenvolvimento de atividades sociais, culturais e educacionais através do Twitter. Coordenador de projeto do #REDEMIS, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, e do programa "Rio uma cidade de leitores", da cidade do Rio de Janeiro.

Palestrantes Dia 2

Tania Fontolan
Historiadora, antropóloga e especialista em administração escolar. Atuou como professora na rede pública e privada durante 15 anos e como gestora escolar da rede privada cerca de 10 anos. Esta experiência foi aproveitada na autoria de material de História de Ensino Fundamental do Anglo. Há cerca de 10 anos implantou processo de acompanhamento de escolas usuárias de Sistema Anglo de Ensino e um modelo de capacitação de professores e gestores. Acompanhou a implantação das primeiras soluções tecnológicas do Sistema Anglo e os desafios para a universalização dessas soluções em sala de aula, através do convencimento e treinamento de 25 mil professores. Atualmente, é diretora pedagógica da Abril Educação.

Helge Braga
Country manager da Wiley Brasil. Responsável pela implantação da operação brasileira, com foco em distribuição digital da John Wiley and Sons, uma das maiores editoras de livros e conteúdo acadêmicos. Administrador de empresas com MBA em gestão pela PUC-RJ.

Holger Volland
Holger Volland é diretor da Frankfurt Academy e, como vice-presidente, é responsável pelos setores de conferências e mídia na Frankfurt Book Fair. Anteriormente, ele foi diretor de comunicação e marketing da German Publishers and Booksellers Association e membro do conselho executivo da MetaDesign AG. Holger é especialista em desenvolvimento de mídias e marketing e leciona em universidades e faculdades.

Philippa Donovan
Philippa Donovan é uma editora de comissionamento da Press Egmont. Anteriormente, ela trabalhou como recrutadora para muitas editoras internacionais, para a Heyday Films e como uma agente associada na A P Watt. Philippa também gerencia sua própria consultoria literária e digital, a Smart Quill Editorial, pioneira nesse ramo. O serviço de consultoria oferece avaliação de manuscritos e serviços editoriais freelance para escritores de qualquer gênero. O foco é permitir um contato direto entre o editor e o autor, aprimorando o texto e aumentando as possibilidades de publicação. O serviço de recomendação de agentes da Smart Quill já resultou em várias ofertas de representação e negociação de livros internacionais. Em 2012, Philippa planeja lançar um serviço de navegação digital da Smart Quill que visa prover os autores com grandes opões acerca de publicações de livros eletrônicos (ebooks).

Bruno Valente
Diretor de Novas Mídias da Punch!. Formado em Comunicação Social (Rádio e TV) pela UFRJ, onde produziu uma das primeiras pesquisas sobre HDTV no Brasil. Pós-graduado no MBA Film & Television Business pela Fundação Getúlio Vargas.Atua no Mercado Audiovisual há 15 anos desenvolvendo produtos e prestando consultoria e treinamento para empresas e organizações. Desenvolve aplicativos móveis de produtos, publicações (livros, revistas, catálogos), eventos, serviços, marcas e educacionais nas plataformas Apple, Research in Motion (BlackBerry) e Android, além de trabalhar com produção audiovisual transmídia e captação de recursos para projetos variados através de leis de incentivo. No Mercado Editorial, realiza aplicativos de editoras, livros e publicações e conversão de livros para o formato ePUB e iBooksAuthor, sempre tendo como objetivo divulgar o conteúdo, gerar público e receita para seus clientes.

Hervé Essa
Hervé Essa ingressou no Jouve Group em 2006 e ocupa o cargo de Vice-presidente de Vendas Internacionais desde 2008. Ele está encarregado do desenvolvimento da oferta de serviços Editoriais e de Publicação na Europa, Américas do Norte e Sul e Ásia.
Trabalhando com as principais editoras nos mercados verticais de comércio, aprendizado/Educação e jurídico, ele participou na criação de ofertas de serviço bem sucedidas para a conversão e o enriquecimento do conteúdo destinado aos dispositivos móveis e novas plataformas digitais nos EUA e Europa.
Hervé Essa possui mais de 12 anos de experiência comercial em serviços de TI e edição de software e foi membro do comitê gestor e chefe de vendas em seu cargo anterior na OPEN WIDE (subsidiária da Thales Group). Hervé Essa é graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Hertfordshire e possui MBA em gestão de mudanças e estratégia de negócios.

Carlo Carrenho
Carlo Carrenho é formado em Economia pela FEA-USP e especializou-se em Editoração no Radcliffe College, ligado à Harvard University, em Cambridge, EUA. Já possui 18 anos de experiência no mercado editorial, tendo passado por editoras acadêmicas, religiosas e de mercado geral. Em 2001, criou o PublishNews, um informativo diário com todas as notícias do mercado editorial brasileiro que hoje já possui mais de 12 mil assinantes e publica a lista de livros mais vendidos mais completa do Brasil. Já publicou artigos em revistas estrangeiras como na americana Publishing Research Quarterly, na sueca Svensk Bokhaendel e na alemã Frankfurt Academic Quarterly. Além disso, vem acompanhando de perto, nos últimos anos, o desenvolvimento digital da indústria editorial. Atualmente, atua como consultor editorial com enfoque no mundo digital e dirige o PublishNews. Você pode cantata-lo por e-mail (carrenho@gmail.com), twitter (@carrenho) e linkedin (http://br.linkedin.com/in/carrenho).

Marifé Boix García
Marifé Boix García ocupa o cargo de Vice President Business Development para o setor Europa-Sul e América Latina da Feira do Livro de Frankfurt. Estudou línguas e literaturas românicas, germânicas e inglês nas universdades de Frankfurt e Madrid. Trabalhou como jornalista e em 1991 se tornou diretora do escritório de Frankfurt da Espanha como País Tema da Feira do Livro de Frankfurt. Deste 1992 trabalha para a Feira do Livro de Frankfurt. Foi assessora de imprensa e a partir de 1998 vice-diretora no departamento de relações públicas, e também redatora-chefe do website www.book-fair.com. Em 2000 Marifé Boix Garcia foi nomeada membro da direção da Feira do Livro de Frankfurt. Em sua função de vice presidente ela e responsável pelo Business Development e as orientações estratégicas da Feira do Livro de Frankfurt em relação as regiões da Europa do Sul e América Latina. Foi responsável pelos Convidados de Honra “Cultura Catalana”, em 2007 e Argentina, em 2010; e atualmente está preparando a presença brasileira em 2013.

Viviane Lordello
Graduada em Design Gráfico com especialização em WEB. Pós-Graduação em Gestão Integrada de Marketing Estratégico pela ESPM. Sócia e co-fundadora da rede social Skoob gerencia os canais digitais desenvolvendo ações que promovam produtos e serviços. E mais do que isso, seu objetivo é garantir proximidade e interação do Skoob com o seu público leitor, dedicando-se a comunicação digital na internet. Viviane acumula 10 anos de experiência em internet, tendo atuado em áreas diversas como marketing, atendimento, criação e na produção de eventos.

Marcelo Gioia
Marcelo Gioia é um executivo de Marketing e publisher. Começou sua vida profissional no setor de Telecom quando trabalhou com a Indústria de Satélite e produtos relacionados. Também trabalhou para diversas editoras. Desde 2010, como entusiasta da leitura digital é o CEO do Copia Brasil. Copia oferece uma experiência de leitura social holística e integrada. No Brasil Copia firmou parceria com B2W/Submarino no lançamento do Submarino Digital Club, a primeira plataforma de leitura social na América Latina.

Octavio Kulesz
Octavio Kulesz e o diretor da Teseo, uma das mais dinamicas editoras digitais da Argentina e da América Latina. Em 2010, fundou Digital Minds Network, junto com colegas da Africa do Sul e do Egito, com o objetivo de estimular o surgimento de projetos de edicao digital em paises emergentes. E o autor do informe "La edición digital en países en desarrollo", patrocinado pela Alianca Internacional dos Editores Independentes e da Fundacao Prince Claus.

Juan Felipe Córdoba-Restrepo
Editor, professor e historiador. Formado pelo programa de História da Universidade de Antioquia; é Mestre em História pela Universidade Nacional da Colômbia, sede de Medellín; e Doutor em História pela Universidade Nacional da Colômbia, sede de Bogotá. Diretor de Editorial Universidade del Rosario; Presidente da Associação de Editoras Universitárias América Latina e Caribe –EULAC–. 2011. Em 2010 foi nomeado membro do Comitê editorial da Faculdade de Artes da Universidade Nacional da Colômbia. De 2000 a 2008 foi professor de cátedra da Faculdade de Comunicação e Linguagem da Pontifícia Universidade Javeriana, Bogotá. Foi professor convidado do Mestrado em História da Universidade de Antioquia. Conferencista em numerosos eventos sobre edição, comunicação e história, nacional e internacionalmente. Entre 2006-2009 foi Presidente da Associação de Editoras Universitárias da Colômbia, ASEUC. Foi membro da Junta Diretiva da Câmara Colombiana do Livro entre 2008 e 2009. Desde 2006 é consultor na Colômbia do Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e Caribe, organismo autônomo da UNESCO. Conta com várias publicações sobre História Cultural, História das Mentalidades, História Social, Comunicação e Edição.

Richardt Rocha Feller
Diretor Executivo da Minha Biblioteca, plataforma brasileira de livros digitais formada pelo consórcio das Editoras Saraiva, Grupo A, Grupo Gen e Atlas.
Relações Públicas, Jornalista, Especialista em Dinâmica da Informação e Mestrando em Administração possui 12 anos de experiência no mercado editorial brasileiro.

José Castilho Marques Neto
Possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Câmpus de Araraquara, e exerce, desde 1988, funções de direção editorial junto à Editora UNESP. Desde abril de 1996, é Diretor Presidente da Fundação Editora da UNESP. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia e Filosofia Política atuando principalmente nos temas relacionadas à formação do pensamento de esquerda e marxista, notadamente no Brasil. Especializou-se também em editoração universitária, sendo consultor de organismos nacionais e internacionais de editoração e leitura. Dirigiu entidades e instituições do livro e da leitura e é ex Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, vinculado aos Ministérios da Cultura e da Educação (agosto 2006-abril 2011). Presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU), mandato 2011-2013.

Joanna Ellis
Sócia-diretora da The Literary Platform, onde trabalha numa série de projetos para organizações literárias, editoras, desenvolvedores e start-ups. Antes disso, Joanna foi diretora de marketing da Faber and Faber por cinco anos, onde fazia parte da equipe de publicação e trabalhou na divulgação e promoção de um excelente catálogo, desenvolvimento de novos produtos e serviços, desenvolvimento do relacionamento e engajamento do público, gerenciamento de marca e intermediação de parceria.

Jesse Potash
Fundador do site Pubslush (pubslush.com), uma plataforma editorial de crowdfunding exclusiva para autores levantarem fundos e construir uma audiência para novos livros. Pubslush também tem uma editora independente que adquire livros dessa plataforma, e para cada livro vendido, doa um livro para crianças carentes. Jesse já trabalhou no mercado financeiro, além de uma variedade de empresas do mercado editorial, de moda e de propaganda. Recentemente ele foi escolhido pelo Mediabistro (mediabistro.com), um dos "5 experts em eBook publishing a serem ouvidos". Também faz parte da diretoria da Pubslush Foundation, que atua no apoio a iniciativas para alfabetização de crianças no mundo todo. Natural de Nova York, Jesse curte ioga, boxe e é um viajante compulsivo.

Lucia Riff
Fundadora da Agência Riff em 1991, e desde então vem representando alguns dos mais renomados escritores brasileiros, além de um notável grupo de agências literárias e editoras de todo o mundo para o mercado de língua portuguesa. Os Riffs – Lucia, Laura e João Paulo, família e sócios ao mesmo tempo – e a equipe da Agência trabalham no Rio de Janeiro. Lucia está no ramo literário desde 1983, e vê com entusiasmo o crescimento do mercado editorial brasileiro.

Martin Fielko
é Gerente de Direitos Estrangeiros na Cornelsen Verlag, Alemanha. Ele é responsável pelos mercados da Ásia e América Latina e construiu uma rede de parceria de cooperação nesses países. Ele está com a Cornelsen há 09 anos e no departamento internacional desde 2006. Antes de entrar na seção internacional, ele trabalhou como jornalista editorial para uma estação de TV local e no departamento de marketing da Cornelsen. Martin ministrou workshops de livros didáticos para professores e funcionários dos Ministérios da Educação de países da Ásia, África e América Latina para o projeto PASCH do Governo Alemão, um projeto escolar de parceria com mais de 1000 escolas por todo o mundo. Atualmente, ele observa as iniciativas internacionais para livros didáticos digitais.


Palestrantes Dia 1

Juergen Boos
Após sua formação em gestão editorial, Juergen Boos continuou seus estudos em gestão de negócios na Universidade de Mannheim. Ele trabalhou por vários anos como diretor de vendas da Droemersche Verlagsanstalt, Carl Hanser Verlag e Springer Verlag, em Berlim, onde acabou se tornando diretor de vendas internacionais. Em 1997, mudou-se para a Verlag Wiley-VCH, em Weinheim, para trabalhar como diretor executivo de marketing, vendas e distribuição. Ele atua como diretor da Feira de Livros de Frankfurt desde abril 2005.

Karine Pansa
Administradora de empresas, formada pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, São Paulo, e profissional atuante há quase 20 anos no mercado editorial. Empreendedora da Girassol Brasil Edições, tornou-se a segunda mulher presidente da Câmara Brasileira do Livro em fevereiro de 2011, depois de haver servido a CBL na condição de diretora estatutária e tendo sido responsável por projetos como o Minha Biblioteca, que anualmente beneficia 500 mil alunos da rede pública da cidade de São Paulo. Teve participação relevante nas comissões internas da CBL, que discutem a melhoria de Bibliotecas, Pesquisa sobre o Mercado Editorial Brasileiro, Bienal Internacional do Livro de São Paulo e Feiras Nacionais. Em março de 2011 também se tornou presidente do Instituto Pró-Livro (IPL), com a missão de "contribuir para o desenvolvimento de ações voltadas a transformar o Brasil em um país leitor."

Karin Plötz
Karin Plötz é Diretora na LitCam. Anteriormente, ela ocupou o cargo de Diretora de Patrocínio e Colaborações, assim como Diretora de Foco na Educação da Frankfurt Book-Fair (AuM GmbH), na Alemanha. Nesse cargo, ela criou e implementou, em 2006, a “Literacy Campaign” (Campanha de Alfabetização), um projeto desenvolvido para auxiliar a reduzir o analfabetismo em todo o mundo, que hoje, como a LitCam, é uma organização sem fins lucrativos.
Antes de ingressar na Frankfurt Book-Fair, Karin Pllötz trabalhou no grupo editorial Handelsblatt, em Duesseldorf (Alemanha), onde chefiou o departamento de marketing para produtos especiais e, em 2000, se tornou Gerente de Produto da "Wirtschaftswoche heute", a versão on-line da revista alemã de negócios "Wirtschaftswoche". Antes do seu envolvimento profissional no setor editorial, ela trabalhou em agências de Publicidade e RP. Karin Ploetz é graduada em História e Sociologia pela Duesseldorf University.

André Lázaro
Nascido no Rio de Janeiro em 10 de agosto de 1952, casado, dois filhos e três netos. Formado em Português-Literaturas, bacharelado e licenciatura, pela Faculdade de Letras, com mestrado e doutorado pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor adjunto da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, onde ingressou por concurso público em março de 1987. Lecionou nas Faculdades Integradas Hélio Alonso - FACHA, na Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ e participou de diversos cursos, proferindo palestras e conferências. É autor de um livro (Amor: do mito ao mercado, Vozes, 1996) e de diversos artigos.
Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro dirigiu o Departamento Cultural (1992/1995), a Diretoria de Comunicação Social (1996/1999) e a Sub-reitoria de Extensão e Cultura (2000/2003). Trabalhou de 2004 a 2011 no Ministério da Educação, tendo desempenhado as funções de Diretor, Secretário Executivo Adjunto. No período de maio de 2007 a janeiro de 2011 foi Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade – SECAD. No primeiro semestre de 2011 assumiu a secretaria executiva da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, tendo se afastado, a pedido, em junho de 2011. É Presidente do Conselho Assessor do Plano de Metas2021, da Organização dos Estados Ibero-americanos. Atualmente está cedido pela UERJ à Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais, onde coordena a área de educação superior.

Galeno Amorim
É presidente da Fundação Biblioteca Nacional e do Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e responsável, no âmbito do Ministério da Cultura, pelas Políticas Públicas do Livro e Leitura. Também preside o Conselho do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc/Unesco). É jornalista e autor de 16 livros, entre ensaios e literatura infanto-juvenil. Foi membro dos conselhos estaduais de leitura dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e secretário de Cultura do município de Ribeirão Preto (SP). Professor de Ética e Legislação no Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto, atuou em O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde e Rede Globo, entre outros. Criou e dirigiu instituições ligadas à área do livro e leitura, como o Observatório do Livro e Leitura, a Fundação Palavra Mágica, o Instituto do Livro e a Fundação Feira do Livro.

Lucia Couto
Formada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp Campus de Araraquara). Atuou como professora de Educação Infantil e Alfabetizadora de Jovens e Adultos nas prefeituras das cidades de Araraquara e Diadema- Foi professora do CEFAM/SP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério). Coordenadora pedagógica, Coordenadora de ensino profissionalizante e Diretora do Departamento de Educação das prefeituras das cidades de Diadema e Ribeirão Pires. Atuou como formadora de educadores de jovens e adultos no Instituto Paulo Freire. Foi Coordenadora de Programas de Educação na Fundação Abrinq Pelos Direitos das Crianças. Ex Secretária de Educação da Prefeitura de Diadema (2009/2012). Atualmente exerce a função de Coordenadora Geral de Ensino Fundamental do Ministério da Educação.

Claudio de Moura Castro
Formado em Economia pela UFMG. Mestrado pela Universidade de Yale. Inicio do programa de doutoramento na Universidade da Califórnia em Berkeley, terminando na Universidade de Vanderbilt (em Economia). Ensinou nos programas de mestrado da PUC/Rio, Fundação Getúlio Vargas, Universidade de Chicago, Universidade de Genebra e Universidade da Borgonha em Dijon. Trabalhou no IPEA/INPES e foi Coordenador Técnico do Programa ECIEL, passando em seguida a Diretor Geral da CAPES. Foi também Secretario Executivo do CNRH / IPEA. No exterior, foi Chefe da Divisão de Políticas de Formação da OIT (Genebra), Economista Senior de Recursos Humanos do Banco Mundial, passando para o BID como Chefe da Divisão de Programas Sociais. Em 2001, assumiu a posição de Presidente do Conselho Consultivo da Faculdade Pitágoras, permanecendo até a metade do ano 2009. Atualmente é Assessor Especial da Presidência do Grupo Positivo. Autor de mais de trinta e cinco livros e mais de trezentos artigos científicos, é articulista da revista Veja.

Sonia Jardim
Sônia Machado Jardim exerce seu segundo mandato como Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Vice-Presidente do Grupo Editorial Record, é graduada em Engenharia Civil pela UFRJ, tendo cursado Pós-Graduação em Finanças na IAG-PUC/Rio e Mestrado no Coppead. Após ter trabalhado por mais de 10 anos em empresa de engenharia, ingressou na Record em 1995 como Diretora Administrativa-Financeira. Faz parte da diretoria do SNEL desde 1999. Foi Presidente do IPL-Instituto Pró-Livro entre 2009 e 2011, sendo atualmente Vice-Presidente da Instituição.

Brij Kothari
O Dr. Brij Kothari (nascido em 9 de junho de 1964), indiano, é acadêmico e empreendedor social. Ele criou o Same Language Subtitling (Filmes com Legendas) na TV para a alfabetização em massa na Índia. Seus pais eram exigentes em relação à educação e o matricularam no Sri Aurobindo International Centre of Education (SAICE), em Pondicherry. Ele é bacharel pelo IIT Kanpur e Ph.d pela Cornell University. Ele é Empreendedor Social da Schwab, Fellow da Ashoka e Fellow da Stanford/Reuters Digital Vision.
Após a conclusão das suas atividades acadêmicas, Kothari retornou à Índia. Em 1996, ele ingressou na faculdade do Indian Institute of Management em Ahmedabad. Enquanto lecionava comunicação aos estudantes de MBA, Kothari começou a trabalhar no SLS no IIM. Ele trabalha na Faculty of IIM Ahmedabad como Professor Associado e Adjunto desde 1996.

Ursula Suter Seuling
Ursula Suter-Seuling é graduada na Suíça em educação adulta e possui certificação em gestão internacional pelo Centre/INSEAD. Após a carreira na área de saúde, ela criou uma organização de serviços educacionais para desempregados na Suíça e, em 1997, ingressou no mercado de eLearning. Desde 2002, quando a Avallain AG foi fundada por ela e Ignatz Heinz, uma série de projetos comerciais e não-comerciais inovadores foram implementados e premiados, incluindo com a medalha Comenius de educação ética, o European E-Learning Award, e o Digita Award. Ursula Suter é autora de várias publicações e se apresentou regularmente em eventos como o Online Educa Berlin e o E-Learning Africa.
Prof. José Luis Poli
Prof. José Luis Poli Licenciado e Mestre em Matemática, um dos fundadores da Anhanguera Educacional S/A, tendo exercido as funções de Diretor Administrativo, Diretor Acadêmico, Vice Presidente Acadêmico no período compreendido entre 1994 a 2009. Também possui experiência docente de 15 anos.
Sandra Maria Saragoça Decembrino Caldas
Professora com graduação em Pedagogia, pós graduada em Informática educativa e extensão em Mídias Educacionais e trabalha desde 1991 em escolas públicas do Rio de Janeiro. Em 1998 tirou segundo lugar no concurso para professores do Sistema Socioeducativo onde trabalha com adolescentes em conflito com a lei . Ganhou vários prêmios relacionados ao trabalho nas escolas.
Thalita Rebouças
é carioca de 1974 e, desde criança, sonhava em ser escritora. Jornalista de formação, acabou optando por abandonar as redações e se dedicar à literatura. Hoje, a autora é um fenômeno com mais de um milhão de exemplares vendidos. Ela mantém contato diário com seu público através das redes sociais e do site www.thalita.com
A autora terá alguns de seus títulos transformados em filmes pelas maiores produtoras do país_Uma Fada Veio me Visitar, pela GloboFilmes, Tudo por Um Namorado, pela Diler Trindade e Ela Disse, Ele Disse, pela LC Barreto. Além disso, seus livros Tudo Por Um Pop Star e Era Uma Vez Minha Primeira Vez serão adaptados para o teatro pela Aventura e Prósperas Produções, respectivamente. Recentemente, Thalita também escreveu um roteiro para TV. O episódio Fala Sério, Mãe!, será exibido ainda este mês na série As Brasileiras, da TV Globo, com a atriz Glória Pires no papel principal.Tudo por um popstar, Tudo por um namorado, Tudo por um feriado, Fala sério, mãe!, Fala sério, professor, Fala sério, amor!, Fala sério, amiga!, Fala sério, pai!, Uma fada veio me visitar, Traição entre amigas, Era uma vez minha primeira vez são os outros sucessos de Thalita Rebouças, todos publicados pela Rocco.
Cláudio Fragata
nasceu em Marília, no interior de São Paulo, e cresceu numa fazenda, rodeado de bichos por todos os lados. Sempre gostou de inventar histórias e, quando não tinha ouvintes, contava histórias para ele mesmo. Há muitos anos mora na cidade de São Paulo com quatro gatos: Olívia, Dinah, Sofia e Fellini. Já publicou vários livros, como Uma história bruxólica (Editora Globo, 2012), Seis tombos e um pulinho: as aventuras de Santos-Dumont até inventar o 14-Bis (Record, 2006), Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil (Record, 2009), entre outros.
José Luiz Goldfarb
José Luiz Goldfarb, Bacharel em Física pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Filosofia e História da Ciência pela McGill University, Canada), Ph.D. em História da Ciência (USP). Vice-coordenador dos estudos de pós-graduação em História da Ciência, presidente da cadeira de Cultura Judaica e coordenador do Twitter da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Curador do Prêmio Jabuti (prêmio de literatura da Câmara Brasileira do Livro - CBL). Conselheiro da presidência para Comiunicações e Redes Sociais da Associação Brasileira "A Hebraica", em São Paulo. Consultor para programas de incentivo à leitura, projetos do terceiro setor e desenvolvimento de atividades sociais, culturais e educacionais através do Twitter. Coordenador de projeto do #REDEMIS, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, e do programa "Rio uma cidade de leitores", da cidade do Rio de Janeiro.

Palestrantes Dia 2

Tania Fontolan
Historiadora, antropóloga e especialista em administração escolar. Atuou como professora na rede pública e privada durante 15 anos e como gestora escolar da rede privada cerca de 10 anos. Esta experiência foi aproveitada na autoria de material de História de Ensino Fundamental do Anglo. Há cerca de 10 anos implantou processo de acompanhamento de escolas usuárias de Sistema Anglo de Ensino e um modelo de capacitação de professores e gestores. Acompanhou a implantação das primeiras soluções tecnológicas do Sistema Anglo e os desafios para a universalização dessas soluções em sala de aula, através do convencimento e treinamento de 25 mil professores. Atualmente, é diretora pedagógica da Abril Educação.

Helge Braga
Country manager da Wiley Brasil. Responsável pela implantação da operação brasileira, com foco em distribuição digital da John Wiley and Sons, uma das maiores editoras de livros e conteúdo acadêmicos. Administrador de empresas com MBA em gestão pela PUC-RJ.

Holger Volland
Holger Volland é diretor da Frankfurt Academy e, como vice-presidente, é responsável pelos setores de conferências e mídia na Frankfurt Book Fair. Anteriormente, ele foi diretor de comunicação e marketing da German Publishers and Booksellers Association e membro do conselho executivo da MetaDesign AG. Holger é especialista em desenvolvimento de mídias e marketing e leciona em universidades e faculdades.

Philippa Donovan
Philippa Donovan é uma editora de comissionamento da Press Egmont. Anteriormente, ela trabalhou como recrutadora para muitas editoras internacionais, para a Heyday Films e como uma agente associada na A P Watt. Philippa também gerencia sua própria consultoria literária e digital, a Smart Quill Editorial, pioneira nesse ramo. O serviço de consultoria oferece avaliação de manuscritos e serviços editoriais freelance para escritores de qualquer gênero. O foco é permitir um contato direto entre o editor e o autor, aprimorando o texto e aumentando as possibilidades de publicação. O serviço de recomendação de agentes da Smart Quill já resultou em várias ofertas de representação e negociação de livros internacionais. Em 2012, Philippa planeja lançar um serviço de navegação digital da Smart Quill que visa prover os autores com grandes opões acerca de publicações de livros eletrônicos (ebooks).

Bruno Valente
Diretor de Novas Mídias da Punch!. Formado em Comunicação Social (Rádio e TV) pela UFRJ, onde produziu uma das primeiras pesquisas sobre HDTV no Brasil. Pós-graduado no MBA Film & Television Business pela Fundação Getúlio Vargas.Atua no Mercado Audiovisual há 15 anos desenvolvendo produtos e prestando consultoria e treinamento para empresas e organizações. Desenvolve aplicativos móveis de produtos, publicações (livros, revistas, catálogos), eventos, serviços, marcas e educacionais nas plataformas Apple, Research in Motion (BlackBerry) e Android, além de trabalhar com produção audiovisual transmídia e captação de recursos para projetos variados através de leis de incentivo. No Mercado Editorial, realiza aplicativos de editoras, livros e publicações e conversão de livros para o formato ePUB e iBooksAuthor, sempre tendo como objetivo divulgar o conteúdo, gerar público e receita para seus clientes.

Hervé Essa
Hervé Essa ingressou no Jouve Group em 2006 e ocupa o cargo de Vice-presidente de Vendas Internacionais desde 2008. Ele está encarregado do desenvolvimento da oferta de serviços Editoriais e de Publicação na Europa, Américas do Norte e Sul e Ásia.
Trabalhando com as principais editoras nos mercados verticais de comércio, aprendizado/Educação e jurídico, ele participou na criação de ofertas de serviço bem sucedidas para a conversão e o enriquecimento do conteúdo destinado aos dispositivos móveis e novas plataformas digitais nos EUA e Europa.
Hervé Essa possui mais de 12 anos de experiência comercial em serviços de TI e edição de software e foi membro do comitê gestor e chefe de vendas em seu cargo anterior na OPEN WIDE (subsidiária da Thales Group). Hervé Essa é graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Hertfordshire e possui MBA em gestão de mudanças e estratégia de negócios.

Carlo Carrenho
Carlo Carrenho é formado em Economia pela FEA-USP e especializou-se em Editoração no Radcliffe College, ligado à Harvard University, em Cambridge, EUA. Já possui 18 anos de experiência no mercado editorial, tendo passado por editoras acadêmicas, religiosas e de mercado geral. Em 2001, criou o PublishNews, um informativo diário com todas as notícias do mercado editorial brasileiro que hoje já possui mais de 12 mil assinantes e publica a lista de livros mais vendidos mais completa do Brasil. Já publicou artigos em revistas estrangeiras como na americana Publishing Research Quarterly, na sueca Svensk Bokhaendel e na alemã Frankfurt Academic Quarterly. Além disso, vem acompanhando de perto, nos últimos anos, o desenvolvimento digital da indústria editorial. Atualmente, atua como consultor editorial com enfoque no mundo digital e dirige o PublishNews. Você pode cantata-lo por e-mail (carrenho@gmail.com), twitter (@carrenho) e linkedin (http://br.linkedin.com/in/carrenho).

Marifé Boix García
Marifé Boix García ocupa o cargo de Vice President Business Development para o setor Europa-Sul e América Latina da Feira do Livro de Frankfurt. Estudou línguas e literaturas românicas, germânicas e inglês nas universdades de Frankfurt e Madrid. Trabalhou como jornalista e em 1991 se tornou diretora do escritório de Frankfurt da Espanha como País Tema da Feira do Livro de Frankfurt. Deste 1992 trabalha para a Feira do Livro de Frankfurt. Foi assessora de imprensa e a partir de 1998 vice-diretora no departamento de relações públicas, e também redatora-chefe do website www.book-fair.com. Em 2000 Marifé Boix Garcia foi nomeada membro da direção da Feira do Livro de Frankfurt. Em sua função de vice presidente ela e responsável pelo Business Development e as orientações estratégicas da Feira do Livro de Frankfurt em relação as regiões da Europa do Sul e América Latina. Foi responsável pelos Convidados de Honra “Cultura Catalana”, em 2007 e Argentina, em 2010; e atualmente está preparando a presença brasileira em 2013.

Viviane Lordello
Graduada em Design Gráfico com especialização em WEB. Pós-Graduação em Gestão Integrada de Marketing Estratégico pela ESPM. Sócia e co-fundadora da rede social Skoob gerencia os canais digitais desenvolvendo ações que promovam produtos e serviços. E mais do que isso, seu objetivo é garantir proximidade e interação do Skoob com o seu público leitor, dedicando-se a comunicação digital na internet. Viviane acumula 10 anos de experiência em internet, tendo atuado em áreas diversas como marketing, atendimento, criação e na produção de eventos.

Marcelo Gioia
Marcelo Gioia é um executivo de Marketing e publisher. Começou sua vida profissional no setor de Telecom quando trabalhou com a Indústria de Satélite e produtos relacionados. Também trabalhou para diversas editoras. Desde 2010, como entusiasta da leitura digital é o CEO do Copia Brasil. Copia oferece uma experiência de leitura social holística e integrada. No Brasil Copia firmou parceria com B2W/Submarino no lançamento do Submarino Digital Club, a primeira plataforma de leitura social na América Latina.

Octavio Kulesz
Octavio Kulesz e o diretor da Teseo, uma das mais dinamicas editoras digitais da Argentina e da América Latina. Em 2010, fundou Digital Minds Network, junto com colegas da Africa do Sul e do Egito, com o objetivo de estimular o surgimento de projetos de edicao digital em paises emergentes. E o autor do informe "La edición digital en países en desarrollo", patrocinado pela Alianca Internacional dos Editores Independentes e da Fundacao Prince Claus.

Juan Felipe Córdoba-Restrepo
Editor, professor e historiador. Formado pelo programa de História da Universidade de Antioquia; é Mestre em História pela Universidade Nacional da Colômbia, sede de Medellín; e Doutor em História pela Universidade Nacional da Colômbia, sede de Bogotá. Diretor de Editorial Universidade del Rosario; Presidente da Associação de Editoras Universitárias América Latina e Caribe –EULAC–. 2011. Em 2010 foi nomeado membro do Comitê editorial da Faculdade de Artes da Universidade Nacional da Colômbia. De 2000 a 2008 foi professor de cátedra da Faculdade de Comunicação e Linguagem da Pontifícia Universidade Javeriana, Bogotá. Foi professor convidado do Mestrado em História da Universidade de Antioquia. Conferencista em numerosos eventos sobre edição, comunicação e história, nacional e internacionalmente. Entre 2006-2009 foi Presidente da Associação de Editoras Universitárias da Colômbia, ASEUC. Foi membro da Junta Diretiva da Câmara Colombiana do Livro entre 2008 e 2009. Desde 2006 é consultor na Colômbia do Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e Caribe, organismo autônomo da UNESCO. Conta com várias publicações sobre História Cultural, História das Mentalidades, História Social, Comunicação e Edição.

Richardt Rocha Feller
Diretor Executivo da Minha Biblioteca, plataforma brasileira de livros digitais formada pelo consórcio das Editoras Saraiva, Grupo A, Grupo Gen e Atlas.
Relações Públicas, Jornalista, Especialista em Dinâmica da Informação e Mestrando em Administração possui 12 anos de experiência no mercado editorial brasileiro.

José Castilho Marques Neto
Possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Câmpus de Araraquara, e exerce, desde 1988, funções de direção editorial junto à Editora UNESP. Desde abril de 1996, é Diretor Presidente da Fundação Editora da UNESP. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia e Filosofia Política atuando principalmente nos temas relacionadas à formação do pensamento de esquerda e marxista, notadamente no Brasil. Especializou-se também em editoração universitária, sendo consultor de organismos nacionais e internacionais de editoração e leitura. Dirigiu entidades e instituições do livro e da leitura e é ex Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, vinculado aos Ministérios da Cultura e da Educação (agosto 2006-abril 2011). Presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU), mandato 2011-2013.

Joanna Ellis
Sócia-diretora da The Literary Platform, onde trabalha numa série de projetos para organizações literárias, editoras, desenvolvedores e start-ups. Antes disso, Joanna foi diretora de marketing da Faber and Faber por cinco anos, onde fazia parte da equipe de publicação e trabalhou na divulgação e promoção de um excelente catálogo, desenvolvimento de novos produtos e serviços, desenvolvimento do relacionamento e engajamento do público, gerenciamento de marca e intermediação de parceria.

Jesse Potash
Fundador do site Pubslush (pubslush.com), uma plataforma editorial de crowdfunding exclusiva para autores levantarem fundos e construir uma audiência para novos livros. Pubslush também tem uma editora independente que adquire livros dessa plataforma, e para cada livro vendido, doa um livro para crianças carentes. Jesse já trabalhou no mercado financeiro, além de uma variedade de empresas do mercado editorial, de moda e de propaganda. Recentemente ele foi escolhido pelo Mediabistro (mediabistro.com), um dos "5 experts em eBook publishing a serem ouvidos". Também faz parte da diretoria da Pubslush Foundation, que atua no apoio a iniciativas para alfabetização de crianças no mundo todo. Natural de Nova York, Jesse curte ioga, boxe e é um viajante compulsivo.

Lucia Riff
Fundadora da Agência Riff em 1991, e desde então vem representando alguns dos mais renomados escritores brasileiros, além de um notável grupo de agências literárias e editoras de todo o mundo para o mercado de língua portuguesa. Os Riffs – Lucia, Laura e João Paulo, família e sócios ao mesmo tempo – e a equipe da Agência trabalham no Rio de Janeiro. Lucia está no ramo literário desde 1983, e vê com entusiasmo o crescimento do mercado editorial brasileiro.

Martin Fielko
é Gerente de Direitos Estrangeiros na Cornelsen Verlag, Alemanha. Ele é responsável pelos mercados da Ásia e América Latina e construiu uma rede de parceria de cooperação nesses países. Ele está com a Cornelsen há 09 anos e no departamento internacional desde 2006. Antes de entrar na seção internacional, ele trabalhou como jornalista editorial para uma estação de TV local e no departamento de marketing da Cornelsen. Martin ministrou workshops de livros didáticos para professores e funcionários dos Ministérios da Educação de países da Ásia, África e América Latina para o projeto PASCH do Governo Alemão, um projeto escolar de parceria com mais de 1000 escolas por todo o mundo. Atualmente, ele observa as iniciativas internacionais para livros didáticos digitais.

A vice-presidente da Feira de Frankfurt para o sul da Europa e a América Latina, Marifé Boix García, explica que no futuro, além das palestras, a CONTEC no Brasil contará também com um espaço para expositores, cujo trabalho tenha relação com a educação, o conteúdo de mídia para crianças, adolescentes e jovens e com o uso da tecnologia no campo da educação.

O vídeo foi produzido pelo jornalista André Argolo