costanzaNão há receitas mágicas para incentivar a leitura

Por Ivani Cardoso

Constanza Mekis é bibliotecária da Universidade do Chile e tem Mestrado em leitura, livros e literatura infantil e juvenil pela Universidade de Zaragoza. Ela acaba de lançar o livro
“La formación del lector escolar – Oportunidades desde el entorno familiar, educacional, cultural y social” (A formação do leitor escolar – Oportunidades a partir do ambiente familiar, educacional, cultural e social”, baseado em sua tese de mestrado. Apaixonada pela leitura e com uma atuação constante na área de bibliotecas no Chile, é fundadora da Coordinación Nacional de Bibliotecas Escolares, do Ministério da Educação do Chile. É professora de Mestrado na Universidade de Zaragoza e consultora internacional para o Peru (BID), Argentina, Brasil, México, Honduras, El Salvador, Nicaragua, Paraguay (Banco Mundial), Colômbia, Costa Rica e Equador. Sobre o aparecimento de grupos de leitura na Internet, ela diz: “Não devemos demonizar as comunidades de leitores virtuais, e sim humanizá-las”, complementando com a ideia de bons leitores como resultado de um amplo e variado cardápio que inclui livros, músicas, jornais, revistas, passeios, filmes, exposições, palestras e …surpresas. “Não apenas ler contos e poesias, é preciso experimentar novos gêneros e formatos. Dar oportunidade para perguntas boas e interessantes e respostas também. Enfim, não há receitas mágicas para incentivar a leitura, mas sim um chamado a descobrir o interesse do outro para que o livro se transforme em uma porta para outros mundos. E não se pode ter pressa, é necessário paciência e esperança ”.

Leia a íntegra da entrevista

Como surgiu a ideia do livro?
Surgiu como um ato de confiança da Sra Rosa Tabernero, diretora de Mestrado em Leitura e Literatura Infantil da Universidade de Zaragoza. Ao ler a minha tese, ela me disse: “Você pode transformar a sua tese em livro?” Eu respondi que estava muito feliz em receber esse grande desafio. E comecei a trabalhar.

Como a senhora define o leitor escolar?
O grande protagonista da leitura é o leitor. O leitor escolar deve ser considerado como um diretor de orquestra para quem os diversos atores do sistema escolar interpretam da melhor maneira o seu instrumento. Assim, considerando a música que o diretor quer ouvir, os músicos, que são a familiade um lado, e os professores, os diretores e os bibliotecários de outro, todos vão dar o melhor de si e ensair tanto quanto for necessário para compor o conjunto da orquestra. O que está em jogo é o concerto de vozes que a criança ouvirá e que será a música que lhe permitirá continuar crescendo como pessoa. Quanto mais dissonância, quanto menos escutar as indicações e o interesse do diretor, menos útil será o trabalho de cada instrumento. Ao unir as vozes e os instrumentos, ao prestar atenção no diretor da orquestra, então podemos pensar que foi criado um dos concertos mais belos que podemos imaginar. Um concerto que, através da paixão pela leitura, o estudante já convertido em cidadão, poderá seguir escutando para sempre.

De onde vêm as influências para esse leitor?
As leituras mais proveitosas geralmente são motivadas pelo interesse pessoal. Algo que nos seduz. Necessitamos sintonia com o mundo dos alunos, associar a leitura dos clássicos, de ontem e de hoje, a obras e manifestações culturais do mundo contemporâneo. Leitura de formatos, de gêneros e em plataformas que despertem admiração e enriqueçam nossa linguagem e a conversação. Um leitor forma outros leitores. As crianças e jovens de hoje têm acesso a verdadeiras jóias editoriais. O livro se converte em um objeto de admiração e de cuidado, que queremos compartilhar com os demais. Graças a esse auge editorial, e como um reflexo da consciência institucional da importância da leitura na idade escolar, foram se juntando à paisagem local exposições, prêmios, oficinas, leituras e incentivos à atividade criativa dos alunos. Também surgiram galerias e livrarias dedicadas à Literatura Infantil e Juvenil que se converteram em verdadeiros espaços de criação, de debate e de aprendizagem.

Quais os melhores métodos para incentivar a leitura na escola?
A aprendizagem da leitura incorpora várias camadas interligadas. As leituras abrem diálogo umas com as outras e vão se nutrindo entre si para reconhecer e interpretar os conteúdos para que o ato da leitura seja prazeroso. O desafio de leituras mais exigentes pode atrapalhar a compreensão real do que está escrito, e essa situação é difícil para o leitor. A leitura está em um processo adequado quando permite associar representações, gerar diversidade de diálogos, formular, questionar e interpretar ideias.

Qual o papel da motivação?
A motivação é essencial, não somente no início, quando se aprende a ler e a decodificar, mas em um processo contínuo. A aprendizagem avança e transita na conquista de melhores e mais sólidas competências. Vale a pena insistir quando o leitor inclui em um proceso de leitura um ingrediente de estímulo, pois existe um interesse que pode ser desenvolvido, criando associações que favoreçam a aprendizagem. O leitor que interroga os textos a partir de seus próprios interesses conseguirá bons níveis de compreensão.

Poderia indicar métodos eficazes na escola, na área de leitura?
Eu posso focalizar em três metodologias essenciais para implementar na escola: leitura e livre escolha por parte dos leitores, leitura em voz alta e abrir diálogos para compartilhar o que foi lido. Para mim, o amor pela leitura, para que seja efetivado, deve sustentar-se pelo menos em três chaves: a liberdade, a individualidade e a diversidade. A liberdade para que todo joven possa contar com possibilidade de escolha de variados livros e recursos, a partir dos quais pode selecionar o que mais lhe interessa e desenvolver as suas melhores habilidades.

Qual o papel da biblioteca na formação do leitor escolar?
A biblioteca, no campo da leitura, é como um trampolim para se obter melhores aprendizagens, representando um papel central na formação do hábito da leitura. Para muitas crianças, a biblioteca é um espaço de liberdade, onde são bem-vindos para que desenvolvam suas habilidades de interpretar, compreender e construir opiniões pessoais. Esse entendimento é uma ponte para que o leitor participe de um moto mais ativo nos diversos aspectos da vida em sociedade. Os professores que usam a biblioteca sabem que ela faz a diferença, que ela expande e amplia as possibilidades de aprendizagem. A biblioteca deve estar sintonizada com o que o aluno precisa, asegurando que ele encontrará a informação e materiais para ajudá-lo em suas tarefas. As escolas devem prestar esse serviço para conseguir formar uma comunidade de leitores.

E a família, como deve agir na formação do leitor?
O apoio familiar e um trabalho conjunto com a escola são complementares. A familiaridade com a leitura acontece se houver uma grande variedades de leituras na infância. As pesquisas mostram que o apoio familiar não significa que apenas um membro da família desempenhe esse papel, e sim que o aluno conte com uma rede de leitura: a famíia e os meios culturais, a presença de diversas visões emocionais que incentivam suas definições diante da leitura. Não só os pais e irmãos, mas avós, tios e primos. Os pais devem acompanhar o aluno e mostrar o seu interesse pela leitura, abrindo o caminho natural para que os livros cheguem até a criança.

Como deve funcionar o trabalho família e escola?
A rede familiar de leitura deve atuar literalmente de mãos dadas com a rede escolar de apoio à leitura, mantendo um diálogo permanente sobre os intereses e necessidades em relação à formação das crianças pela leitura. Não pode haver dissonância ou trabalho isolado, como ficou provado nas informações coletadas no trabalho de campo durante a minha pesquisa. Entre a família e a escola há compromisos relacionados à leitura e à presença ativa nos espaços educativos como a biblioteca escolar, sala de profesores e a sala de aula.

Que outros dados sua pesquisa descobriu?
Nessa pesquisa descobrimos um ator emergente: o pai como promotor da leitura em casa. Um pai cuja idade varia entre os 30 e 40 anos. Ler com os filhos tem sido, tradicionalmente, tarefa das mães ou avós. Hoje surge a presença masculina como um leitor em casa, um pai que compra os livros para as crianças. Surge assim uma área inexplorada que apresenta grandes oportunidades para incentivar o desenvolvimento da família como rede de apoio à leitura, abrindo caminho para a pesquisa que pode mostrar evidências dessa virada sociocultural. O exemplo dos pais é fundamental, as crianças devem vê-los lendo com frequência, comentando suas leituras e aproveitando esses momentos. A presença de livros, revistas e jornais na casa contribui para que as crianças considerem a leitura como parte de sua vida cotidiana.

Como se formam os leitores no espaço familiar cultural?
1. Com um amplo e variado menu: livros, música, jornais, revistas, passeios, filmes, exposições, palestras, surpresas …
2. Com sorte, com perigos, com leituras aventureiras
3. Com espaços atraentes e lúdicos; que cada um contenha diferentes mundos de leitura.
4. Com muitos livros ao alcance da mão, possibilidades de explorações, caminhos curiosos, repletos de espinhos e de estrelas, de duendes e de de almas.
5. Com esforços e reforços: não apenas ler contos e poesía, ver outros formatos e despertar o apetite pelo conhecimento.
6. Com diversidade, com uma infinidade de maneiras, de acordo com quem queremos incentivar a leitura.
7. Com espaços para escrever em grupo. A leitura e a escrita andam de mãos dadas.<
8. Com amor. O melhor é receber da família, desde o nascimento, uma visão iluminada do mundo.
9. Com a observância de mínimos detalhes, colocados quase por acaso. Uma carta debaixo de uma almofada, um café da manhã poético, uma expedição noturna para ver a lua, um conjunto de materiais de referência etc.
10. Com muita constância, porque os avanços às vezes custam para aparecer. Ânimo, paciência e esperança.

Em que idades fica mais difícil conseguir interessar a criança ou o jovem pela literatura?
A partir de quando a criança é capaz de andar sozinha nas ruas. É o momento em que aflora a curiosidade para observar novas fontes de desejo de ler e de saber mais. Se por trás dessa curiosidade, aos 10, 11 anos, não houver um mediador que responda e entenda as necessidades dessa criança, será difícil chegar ao fundo do seu coracão. Então estamos na zona de perigo, há um vínculo que pode ser rompido e não permitir criar pontes leitoras durante a adolescência. É preciso estar atento a cada criança, a essa curiosidade que se torna ativa, que fortalece suas mentes e ajuda a pensar. Enfim, me parece essencial focar o olhar nesse leitor que já é capaz de transitar sozinho para o espanto, a surpresa e a admiração, explorações que possam dar sentido ao mundo que a rodeia.

E como chegar ao interesse dos jovens?
Uma chave é tentar pensar como eles, preparando-nos primeiro em saber como estão. Não nos preocuparmos com o que eles precisam e sim em saber como é sua personalidade. O resto é supérfluo. O mundo da leitura crescerá neles à medida em que eles se sintam parte dele, que sejam tocados intimamente pelas palavras, sentimentos, ideias e boas vibrações para que possam construir suas buscas humanas essenciais. É vital fazer esforços para aproximar a leitura das crianças e jovens, buscar temas atuais e novidades que provoquem o seu interesse. Desenvolver as habilidades leitoras hoje em dia significa uma responsabilidade grande para os sistemas educacionais e culturais em todos os países.

A leitura e o mundo atual se completam?
A sociedade atual, chamada de sociedade da informação, exige individuos que processem e gerem constantemente nova informação. Assim, o processo social ativo é melhorar as habilidades de leitura e isso leva uma grande responsabilidade para os educadores, os agentes culturais, os meios de comunicação e as diferentes instituições governamentais públicas e privadas a nível municipal, estadual ou nacional. Os mediadores se beneficiarão desse processo, porque todo jovem gosta de descobrir coisas novas. A leitura e a pesquisa são fundamentais para que os jovens sejam capazes de construir conhecimentos de forma autônoma.

Qual o papel da Internet e redes sociais na formação dos leitores?
A explosão das alternativas de leitura não garante que as crianças e jovens das novas gerações – por mais familiarizados que estejam com a Internet, celulares e computadores – sejam bons leitores apenas por si. Apesar de serem muito capazes para utilizar as novas tecnologias, não conseguem alcançar o mesmo desenvolvimento em sua capacidade de diferenciar informação confiável e útil para suas necessidades, enquanto que um professor ou adulto, mesmo que menos familiarizado com as novas tecnologias, tem essas habilidades em um grau maior. Os adultos devem passar esses conhecimentos aos jovens sem impedir que eles vivam o “futuro”que a tecnologia promete.

E como fazer isso?
O tema é complexo. Não existe uma realidade em preto e branco, em que os jovens não leem e os adultos sim. Distante dessa visão caricatural, sabemos que em cada contexto e em cada história de vida há um perfil de leitor único. Quanto mais nos aproximarmos do contexto em que essas crianças e jovens se desenvolvem, mais fácil será, tanto para a política pública como para os professores e as bibliotecas escolares, se adaptarem às necessidades dos alunos e ensinar-lhes habilidades para sua vida adulta. Os professores têm que conviver com uma cultura acostumada à “gratificação instantánea” e ao ganho fácil de audiência diante de um completo e difícil caminho. As novas tecnologias mostram o aprender como uma coisa mágica, mas não é bem assim, ainda que facilitem as coisas.

Onde encontrar o equilibrio?
Gostaria de incutir nos alunos atuais que é possível comparar, julgar, investigar, refletir, localizar e selecionar informações de diferentes fontes, com facilidade e perícia, para que eles possam distinguir entre dados e conhecimento (compreender que o segundo tem um grau mais elevado de elaboração e exige um trabalho de apropriação). Para isso, é fundamental a habilidade para atuar em diferentes níveis de compreensão, assimilação e qualidade da informação. O sábio Dr. Seuss (Theodor Seuss Geisel, escritor e cartunista norte-americano) dizia que “Quanto mais leias, mais conhecerás. Quanto mais aprendas, mais lugares visitarás”.

O mediador ainda é o melhor incentivo para a leitura?
Confiemos no leitor e confiemos na presença do mediador humano, eficiente e com empatia. Há algo que a mediação profissional transmite que é imprescindível, que sempre encontrará o seu lugar. É a humanização entre a relação livro e leitura. Embora existam as conversas virtuais, por mais inteligentes que sejam, podem dar bons conselhos e ser muito divertidas, mas não criam vínculos. Porém, a relação direta entre mediador, leitor e um livro passa pela conexão humana. Disso se deduz a necessidade de “humanizar” as mediações digitais, de fazer com que essa experiência seja o mais acolhedora possível, que cada leitor e cada mediador sintam a riqueza infinita do mundo dos livros, de leitores e autores.

Quais seriam suas sugestões?
As comunidades podem desenvolver espaços leitores. Para isso, recomendo: 1) Valorizar a existência de comunidades virtuais e promover encontros presenciais dos temas em discussão; 2) Adicionar espaços livres como um fórum especial de cortesia, tolerância e respeito pela opinião de todos; 3) Prevalecer as discussões e as análises desses espaços culturais de cidadãos e não de consumidores: (4) Aprender e apreciar as boas leituras e explorar o conhecimento. Ao valorizar os espaços virtuais, estamos chamando a atenção dos jovens para que se comuniquem pela Internet, mas que alternem essa comunicação para se conhecerem e dialogar a viva voz. Não devemos demonizar as comunidades de leitores virtuais, e sim humanizá-las.

O que os professores nunca devem fazer para desanimar seus alunos no tocante à leitura?
Em seus depoimentos, os alunos destacam negativamente as leituras obrigatórias que são impostas, como ler um livro mensal que será objeto de uma prova com nota. Esse estudo mostra que a formação dos professores é inadequada e insuficiente, tanto pelo que recebeu em seu contexto familiar como em sua formação universitária. A formação dos mediadores é importantíssima. O prazer da leitura é somente possível quando se pode entender e interpretar o conteúdo da leitura. A leitura é viva. Seus espaços ser multiplicaram e não estão centrados apenas nos livros. O mais importante é ensinar a amar a linguagem que permite a nossa comunicação. Se o amor pela linguagem é transmitido pelos educadores, o afeto pelo livro e pela leitura será uma consequência natural.

salaTV Cultura debate os novos rumos da educação no País
Da Redação

Dez programas reunindo especialistas para discutir, entre outras questões, a reforma do ensino médio, serão exibidos na TV Cultura entre os dias 28 de novembro e 9 de dezembro, de segunda a sexta-feira, às 20h30, antes do Jornal da Cultura. Os programas de debate farão um diagnóstico do ensino do País e da proposta da reforma do ensino médio. A série Educação: Novos Rumos será apresentada pela jornalista Andresa Boni e contará com a participação de diversos especialistas da área educacional, como Guiomar Namo de Mello, Cesar Callegari, Luís Carlos de Menezes, Maria Alice Setubal e Mariza Abreu. Cada programa terá quatro debatedores, além de uma plateia com 50 educadores e estudantes, que acompanharão as gravações e também farão perguntas aos especialistas a cada bloco.

guadalajara_2006__11_5897A 30a. edição da Feira do Livro de Guadajajara mostrará a cultura da América Latina
La Lectora Futura
16/11/2016

Tendo esse ano como Convidada de Honra a América Latina, a Feira Internacional do Livro (FIL), de Guadalajara, em sua edição número 30, mostrará espetáculos e várias atividades da cultura, da arte, as ideias e os pensamentos dessa região. O programa da FIL reunirá autores de regimes distantes umas das outras, de diferentes gêneros literários, de gerações distintas, contextos políticos parecidos ou contraditórios, mas todos eles reunidos pela escrita, pela consciência da importância das letras e da crítica. De 26 de novembro até 4 de dezembro, autores, profissionais do mundo editorial, artistas e público de todas as idades se reunirão na grande celebração dos livros no maior festival literário do mundo. Nos corredores e pavilhões da Feira esse ano estarão personalidades reconhecidas e consolidadas como Mario Vargas Llosa, Norman Manea, Gioconda Belli, Edmundo Paz Soldán, María Negroni, Nélida Piñón e Andrew Wylie. Assim como 50 escritores de 44 países, que vão discutir em mesas, apresentações de livros, prêmios, homenagens e salões de poesia que darão vida aos nove dias da Feira Internacional do Livro.
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technoschoolConheça a Ross School, uma escola que inova até na forma de avaliar os alunos
Portal da Indústria
17/11/2016

Uma escola no meio de uma floresta, em tempo integral e com alunos do mundo todo. Estamos falando da Ross School, localizada na cidade de East Hampton, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. A Ross School é uma escola particular que atende cerca de 765 alunos da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. A escola possui uma proposta curricular inovadora de horário integral criada a partir de um currículo cultural e histórico chamado de Spiral Curriculum. Todas as disciplinas são ensinadas do ponto de vista da formação das civilizações, inclusive matemática, artes ou ciências. Assim, todo conteúdo está ligado ao conceito de desenvolvimento do pensamento humano desde o início da civilização ocidental e oriental. A Ross School também inova com seu laboratório maker, o Innovative Lab, em que os alunos fazem experimentos científicos e desenvolvem projetos que podem ser levados para fora da sala de aula. Outro ponto inovador é o design da escola, com prédios que correspondem aos períodos da evolução da civilização e um espaço dedicado ao bem estar.
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teenagersclassroomCrianças na Índia inventam suas próprias aulas
BBC
By Rebecca Winthrop
16/11/2016

Alguma coisa está acontecendo em Bhaumau — uma vila rural no populoso estado de Uttar Pradesh, onde os pais passam a maior parte do seu tempo trabalhando na agricultura e como diaristas. Crianças, sem a orientação de adultos, estão formando grupos de aprendizado e, munidos apenas de um tablet pré-carregado com vídeos educacionais, histórias e games, estão aprendendo inglês e realizando experimentos em ciências. Segundo o grupo que monitora estas atividades, depois de três meses usando os tablets, houve um aumento de 11% nas habilidades acadêmicas das crianças, tais como leitura em sua língua materna, leitura e fala em inglês e ciências.
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uspFeiras de livros: do mundo para a USP
Jornal da Usp
Marisa Midori
18/11/2016

Organizada pela Editora da USP (Edusp), a Festa do Livro, que se encontra na sua 18ª edição, ocorre na Cidade Universitária a partir de 22 de novembro. Com quatro dias de duração, um a mais do que no ano anterior, o evento reúne 160 editoras e conta com a participação especial de algumas universitárias internacionais, como a Editora Universitária de Buenos Aires (Eudeba) e a Editora da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam). Neste ano, são esperados, por dia, cerca de 50 mil visitantes, que vêm para conhecer algumas editoras de pequeno e médio porte com menor expressividade no mercado. Além delas, que são o foco principal da festa, participam também editoras maiores, como a Editora 34. Para vender e exibir seus produtos na festa, as participantes não precisam pagar nenhuma taxa, mas devem oferecer um desconto mínimo de 50%. Desde sua fundação, em 1999, a festa já teve três sedes na Cidade Universitária: o vão da História e Geografia, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), a Escola Politécnica e, neste ano, uma área de 3.600 m² com três tendas localizadas entre o Centro Residencial da USP (Crusp) e o velódromo da USP.
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readingPara onde estamos indo. Como será o mundo do livro em 2025?
Dosdoce
José Antonio Vásquez
20/11/2016

“Para onde vamos. Como será o mundo do livro no ano 2015?” será o tema da palestra inaugural que abre a IV edição do Congreso del Libro Electrónico de Barbastro. Para falar sobre um futuro não tão distante, o evento contará com os especialistas em grandes dados e linguística de computadores, Alberto Betella e Lauren Romeo, que falarão com o jornalista Daniel Seseña, diretor do programa Cámara Abierta da TVE, sobre o impacto das tecnologias mais recentes do mundo do livro. Como parte desse debate, a organização do
Congreso del Libro Electrónico entrevistou Lauren Romeo, especialista em Neurolinguística e diretora científica do projeto Tekstum, para adiantar vários temas da abertura: Big Data, Inteligência Artificial, Neurolinguística. Estamos no começo de algo que transformará a maneira de ler e o que já está começando a mudar? De que maneira já mudou e o que nos espera a médio e longo prazo?
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LibraryConstruindo uma biblioteca do século XXI
School Library Journal
18/11/2016

À medida que a tecnologia muda a maneira como consumimos informações, o papel da biblioteca está evoluindo. No entanto, a sua missão principal permanece a mesma: promover a educação e apoiar a aprendizagem ativa na comunidade. Por mais difícil que seja ouvir, as futuras bibliotecas podem ou não ocupar um espaço físico. Usuários que são experientes no mundo digital têm um crescente desejo de conveniência que está mudando a maneira como eles interagem com sua biblioteca, e até mesmo mudando a definição do que realmente significa “comunidade”.
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BIP BrasilBooks in Print fecha com Saraiva
PublishNews
Leonardo Neto
21/11/2016

De acordo com dados da GfK, a Saraiva é dona de 25% do mercado varejista de livros no Brasil. Por isso mesmo, se tornou um território estratégico a ser conquistado pelas empresas que querem gerenciar metadados de livros no País. Atualmente, dois grupos polarizam essa disputa. De um lado, a plataforma alemã Books in Print Brasil, desenvolvida pela MVB, empresa coligada à Feira do Livro de Frankfurt em associação com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), e, do outro, o MercadoEditorial.Org, iniciativa 100% nacional encabeçada por Eduardo Blucher. Em passagem pelo Brasil, durante a Bienal do Livro de São Paulo, Ronald Schild, CEO da MVB, chegou a dizer que vivia o dilema do ovo e da galinha: “livreiros esperam que os editores forneçam seus dados. Os editores, por outro lado, exigem que a plataforma tenha um grande número de livrarias cadastradas antes de fazer o input dos seus dados”. Pelo menos na concorrência pela Saraiva, a empresa alemã saiu na frente e acaba de fechar acordo com a varejista.
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Inscrições abertas para cursos gratuitos de idiomas em SP
Catraca Livre
18/11/2016

Quer aprender um novo idioma e de graça? Estudantes da rede estadual de ensino já podem se inscrever para as turmas de 2017 dos cursos gratuitos de alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, japonês e até mandarim. As aulas são nos Centros de Estudo de Línguas (CELs), projeto da Secretaria de Educação do estado de São Paulo. Os cursos dependem da disponibilidade de cada unidade escolar. O cronograma é dividido em semestres e totaliza três anos de atividades (ou 480 aulas) para alunos a partir do 7º ano do ensino fundamental. A exceção é o curso de inglês, que tem duração de um ano (ou 160 aulas) e é direcionado ao ensino médio.
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capa-estante-1Estante
Redesenhando o desenho – educadores, política e história
Cortez Editora
Autor: Ana Mae Barbosa
Páginas: 456
Preço: R$ 78,00
ISBN: 9788524923043

Vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Educação e Pedagogia, a obra trata de um período muito rico do ensino do Desenho entre 1927 e 1937 e da destruição que se seguiu com a perseguição a educadores promovida pela ditadura do Estado Novo. A proposta é rever, relembrar, recuperar, ressignificar ou redesenhar o esforço interrompido por uma ditadura em prol do ensino do Desenho como iniciação ao Design e à Arte. Um texto inédito de John Dewey, encontrado nas pesquisas nos Estados Unidos, explica muito bem o sentido de desenho como técnica e criação que a Escola Nova defendeu.

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