Bienal do Rio quer resgatar o valor do livro e da leitura

“A Bienal do Livro Rio é um evento relevante para agentes e editores internacionais, particularmente dos Estados Unidos e da Europa. O Brasil é capaz de gerar números expressivos com sucessos de autores estrangeiros e se mantém no foco do interesse”. Quem afirma é Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livro, que comenta os números e desafios do mercado editorial brasileiro e ressalta a Bienal como importante espaço de debates para profissionais da indústria do livro.

Leia a íntegra da entrevista:

Em números e em uma breve análise sua, como é o cenário do mercado editorial brasileiro neste momento?
Após dois anos muito difíceis, em que as vendas de livros no Brasil caíram 20%, 2017 parece finalmente dar sinais de que o pior já passou. Os números do primeiro semestre mostram um discreto crescimento, de 5% em volume e 6,5% em faturamento, mas, pela primeira vez em três anos, acima da inflação. Este resultado é ainda melhor se considerarmos que não houve nenhum grande fenômeno editorial no período.

Quais são os desafios centrais para a indústria do livro no país?
O primeiro grande desafio é o baixo índice de leitura no Brasil. Em um país com 200 milhões de habitantes, nosso consumo per capita é provavelmente o mais baixo da América Latina. Além disso, o número de pontos de vendas de livros é muito pequeno em relação ao tamanho do país, e excessivamente concentrado nas capitais e grandes cidades. Isso impede que as editoras apostem em edições populares, mais acessíveis para as classes B e C.

A 18ª edição da Bienal do Livro Rio tem um mote especial? Qual?
Sim, a 18ª edição da Bienal do Livro quer resgatar o valor do livro e da leitura no país, com o lançamento da campanha “LEIA-SEJA”, em que diversas personalidades brasileiras dão seus depoimentos sobre a importância dos livros em suas vidas.

Qual é a importância da Bienal no fomento do relacionamento entre os profissionais do livro de várias partes do mundo?
O Brasil esteve em evidência no mercado editorial entre os anos 2008 e 2014, o que tornou a Bienal um evento relevante para agentes e editores internacionais, particularmente dos Estados Unidos e da Europa. Com a crise houve uma diminuição do volume de negócios e remessas de royalties, também influenciado pela desvalorização do câmbio. Mas, como o país é capaz de gerar números expressivos internacionalmente, em sucessos como Dan Brown, John Green ou George R. Martin, além de possuir uma diversidade de editores, acredito que o interesse permaneça.

Marcando mais uma vez a programação da Bienal, o Agents & Business Center e o InterLivro são eventos voltados especificamente para os negócios editoriais. De que forma eles aproximam editores e autores? Que temas relevantes para o mercado serão debatidos nesses encontros?
O InterLivro é uma excelente iniciativa do portal Publishnews, que coordena o evento, e tem todo o apoio do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Temas como a presença do livro digital no mercado brasileiro, a lei de acessibilidade (Lei Brasileira de Inclusão) e as experiências internacionais são o grande destaque do evento. O Agents & Business Center, em sua segunda edição, organiza os encontros de agentes literários estrangeiros com os editores, no mesmo formato que é utilizado nas Feiras Internacionais e que otimizou o relacionamento e a comunicação, já que no passado os encontros eram realizados nos próprios estandes.

Como você avalia a presença e o envolvimento dos profissionais do livro brasileiros em eventos literários no exterior? 
O Brasil continua sendo um grande comprador de livros para tradução. Os editores são muito profissionais, e levam times preparados para as feiras, especialmente as de Frankfurt e de Londres.

O que a experiência da indústria livreira alemã pode trazer de inspiração para o mercado brasileiro?
Tivemos em 2014 a participação do editor Joachim Kaufmann, no Seminário Internacional sobre a Lei do Preço Fixo, quando ele apresentou um diagnóstico claro da indústria editorial alemã, e os benefícios que o Preço Fixo do Livro trouxe para o mercado. Neste momento estamos tentando aprovar o projeto de lei que trata desse assunto no Brasil. Outra experiência que merece destaque é a Metabooks, sociedade entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a MVB/ Frankfurter Buchmesse, que pretende ser a plataforma nacional de metadados brasileira.

Quais são as perspectivas para o mercado editorial brasileiro em 2018?
Espero que as perspectivas para o Brasil como um todo sejam positivas em 2018. Se conseguirmos reverter o quadro de desemprego, e retomar os investimentos na indústria, o mercado editorial certamente se beneficiará.

(*) A Bienal Internacional do Livro do Rio, maior evento literário do Brasil, é  realizado há mais de 30 anos pelo SNEL em parceria coma Fagga | GL events Exhibitions

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