PorIvaniCardoso

20151118_teixeiraLousa digital, quadrinhos, tabletes, celulares... nesses novos tempos em que tantas novidades e a tecnologia invadem a sala de aula, mudou o papel do professor? Para a psicóloga, mestre e doutora em Psicologia da Educação e professora aposentada da PUC/SP, Maria Celia Teixeira Azevedo de Abreu, o principal papel do professor continua sendo o de facilitar a aprendizagem de seus alunos. “O papel do professor não é ensinar, mas ajudar o aluno a aprender; não é transmitir informações, mas criar condições que que seus alunos consigam essas informações. O papel do professor é organizar estratégias para que o aluno conheça a cultura existente e crie cultura. A aprendizagem exige uma abertura permanente para as mudanças, tanto da parte do aluno como do professor”, ela afirma. Maria Celia é coautora do livro “O professor universitário em aula”, da MG Editores Associados, escrito em parceria com Marcos Tarciso Masetto, filósofo e doutor em Psicologia da Educação. Para a educadora, o que aprendemos só modificará nossos valores, nossos conceitos, nossa autoestima e até nosso comportamento se fizer sentido para nós. Atualmente Maria Celia é coordenadora do Ideac – Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico.

Leia a íntegra da entrevista:
Como deve ser a prática do professor?
Dar aula envolve dominar o conteúdo da disciplina escolhida, ter uma visão de educação, de homem e de mundo e ter habilidades e conhecimentos para uma efetiva ação pedagógica em sala de aula. O que vemos é que nem sempre o professor que domina os conhecimentos domina a prática educacional e pedagógica. Essa lacuna pode prejudicar a situação educacional se o professor não se sentir preparado para superá-la e se não acompanhar o ritmo das mudanças da sociedade.

O que deve pesar mais: o ensino ou a aprendizagem?
Na sala de aula, o professor deve fazer uma opção pelo que está ensinando ao aluno ou pela aprendizagem que o aluno adquire. Se procurarmos pelo significado de ensinar encontramos verbos como instruir, fazer saber, comunicar conhecimentos ou habilidades e outros que destacam o professor como agente principal e responsável pelo ensino. Se a palavra é aprender, encontramos buscar informações, rever experiências, adquirir habilidades e outros termos que apontam o aluno como sujeito principal. Nossa opção, como professores, deve ser sempre pela aprendizagem, com a missão de criá-la e organizá-la da melhor maneira para nossos alunos.

Que áreas da aprendizagem o professor deve valorizar?
Há muitas variáveis na questão da aprendizagem. O professor deve se perguntar: o aluno precisa aprender isto para que? A partir daí, podemos citar quatro tendências principais que podem repercutir na sala de aula. A primeira é aquela que privilegia o aperfeiçoamento mental (aspecto cognitivo) com estratégias específicas para desenvolver o pensamento e o raciocínio dos alunos. A segunda tendência é a que privilegia o desenvolvimento pessoal como um todo (afetivo, cognitivo e social) e que dá importância para que o aluno desenvolva sociabilidade, valores, comunicabilidade, relação com o ambiente e a sociedade. Na terceira é destacado o desenvolvimento das relações sociais, a interação entre o mundo individual e o social. A quarta e última ressalta o desenvolvimento da capacidade de decidir e assumir responsabilidade social e política.

Quando a aprendizagem funciona?
Qualquer que seja a tendência que se privilegie na sala de aula, há alguns princípios que são comuns e que demonstram que para ser significativa para o aluno a aprendizagem precisa se relacionar com o universo de conhecimento, experiências e vivências do aluno; permitir ao aprendiz formular problemas e questões que de algum modo o interessem; permitir que ele entre em confronto experiencial com problemas práticos de natureza social, ética e profissional relevantes; estimular a participação no processo de aprendizagem; ajudar a transferir o que aprendeu na escola para a vida; promover modificações significativas e benéficas no comportamento e até mesmo na personalidade do aluno.

As aprendizagens mecânica e significativa entram em conflito?
Na verdade, não. Elas são tipos diferentes. Portanto, servem a propósitos diferentes. Para se aprender habilidades, a aprendizagem mecânica é essencial. Porém, se a habilidade aprendida for relacionada com o que o aluno já sabe, ela será aprendida em menos tentativas, melhor fixada e trazida de volta da memória para a prática em menos tempo. Agora, se o conteúdo a ser aprendido é mais complexo do que uma habilidade, envolvendo conceitos, princípios, solução de problemas, tomadas de decisão ou criatividade, a aprendizagem significativa – aquela que faz sentido para o aprendiz, que se ancora em conhecimentos prévios e se relaciona com experiências passadas – se faz necessária.

Que outros elementos são fundamentais para a aprendizagem?
Toda aprendizagem é pessoal, ninguém aprende pelo outro. Toda aprendizagem requer objetivos realistas para que tenham significado para os alunos nos seus momentos de vida. A situação ideal é dar retorno imediato às respostas de aprendizagem, para que alunos e também professores possam determinar se há coisas a serem corrigidas ou não. Por último, toda aprendizagem deve ser embasada em um bom relacionamento interpessoal entre os elementos que participam do processo: professor, aluno, colegas de turma devem viver um clima de confiança, diálogo, colaboração e participação.

Os planos de ensino continuam sendo necessários?
Sim, principalmente hoje em dia com todas as facilidades que a tecnologia permite. Redigir objetivos não deve ser uma tarefa mecânica ou apenas uma obrigação formal para o professor. Deve ser, sim, uma preparação especial realizada com criticidade e flexibilidade. O plano de ensino requer metas definidas com precisão ou resultados previamente determinados, indicando o que o aluno deverá ser capaz de fazer com o que aprender ali. Seja para alcançar conhecimento ou agregar valores, estabelecer objetivos orienta o professor para selecionar conteúdo, escolher as estratégias de ensino e elaborar o que e como avaliar. O plano direciona a ação do professor e facilita o alcance do maior objetivo da escola: a aprendizagem do aluno.

A leitura pode ser uma estratégia poderosa de ensino?
As habilidades desenvolvidas pela leitura e também pela escrita são fundamentais para o futuro desempenho profissional, quando o aluno deixar a escola e necessitar de atualização constante. Para se fazer uma leitura se precisa de um envolvimento mais ativo do que ao se ouvir, por exemplo, uma palestra sobre o mesmo tema, e isso favorece uma aprendizagem significativa. A leitura ajuda a organizar as próprias ideias, a conhecer pensamentos diferentes sobre a mesma matéria, a desenvolver a habilidade de se comunicar por escrito e outros benefícios. Não basta indicar a leitura, é preciso provocar o interesse do aluno, guiá-lo nessa tarefa e fornecer referências sobre o texto. Da mesma forma que são aprendidos, a habilidade de ler e o gosto pela leitura podem ser aperfeiçoados.

Hoje em dia, quando muitos alunos na área de tecnologia sabem mais do que o professor há uma grande valorização do aluno monitor. Qual a sua opinião?
Antes essa figura não era frequente em nossas escolas e a realidade mostra que o monitor aparecia mais para ajudar o professor do que o aluno. A função do monitor pode ser fundamental se ela for entendida como de um aluno com mais conhecimento que se dispõe a facilitar a aprendizagem significativa de seus colegas de turma. Assim, ele mesmo também estará mais interessado em participar das aulas e compartilhar informações sendo um eficiente colaborador para professor e colegas. Ele será capaz de captar melhor as dificuldades dos colegas e ajudá-los a expor seus problemas. Por outro lado, está se desenvolvendo à medida em que aprofunda seus estudos a respeito do conteúdo da matéria. Com critério, interesse pessoal e treinamento o aluno monitor pode ser um elemento valioso na turma ajudando no desenvolvimento pessoal de todos.

Editora alemã foca na geração milênio
Publishing Perspectives
By Edward Nawotka
10/11/2015

Relatórios indicam que os leitores da geração milênio, nascidos digitais, leem tanto livros impressos quanto digitais, na mesma proporção. Mas uma coisa é certa: mais e mais leitores encontram e leem livros em seus celulares e tablets. Os editores precisam se tornar mais sofisticados na maneira como criam e promovem conteúdo para aparelhos móveis. […] Em maio de 2014 a editora alemã Bastei Lübbe, adquiriu o controle da Daedalic Entertainment, uma desenvolvedora de videogame que está produzindo um jogo baseado no livro Os pilares da terra, de Ken Follet. E no próximo ano, a editora que se intitula “uma empresa de mídia internacional” planeja lançar Oolipo, uma nova plataforma de streaming que oferecerá “entretenimento de qualidade voltado para mobile”, focado na geração milênio. “Este grupo já passa muito tempo lendo nos smartphones […] Até hoje, apenas conteúdo de não-ficção de fontes como notícias, blogs e mídia social satisfazem seus padrões de leitura, mas estamos preparados para oferecer-lhes um estilo acelerado de contar histórias, voltado para os seus gostos e hábitos de leitura”, comenta Anja Mundt, Digital Content Acquisitions Manager da Bastei Lübbe.
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Ilustrações de livros infantis iranianos
The Guardian
David Almond
10/11/2015

David Almond apresenta uma galeria que abre as portas para os maravilhosos livros infantis ilustrados vindos do Irã, incluindo The Little Black Fish, um livro que é adorado no Irã e que foi publicado no Reino Unido recentemente. Ele diz: “Nós sabemos que não existem muitos livros ilustrados para crianças traduzidos de outras línguas. Sentimos que por este motivo nossas crianças sentem falta de outras vozes, outras imagens, outras culturas. Esta galeria foi feita para celebrar a beleza dos livros e ilustrações vindos do Irã.”
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Alemanha investiga acordo de audiolivros entre Apple e Amazon
O Estado de S.Paulo
16/11/2015

A agência alemã de defesa da concorrência informou nesta segunda-feira, 16, que começou uma investigação sobre o acordo da Apple com a Amazon envolvendo audiolivros. Ela informou que ambas as companhias têm um acordo de longo prazo para compra de audiolivros da Amazon pela Apple para distribuição pela loja iTunes. “As duas empresas têm uma forte posição na oferta de audiolivros na Alemanha. Portanto, sentimos compelidos a examinar o acordo entre as duas concorrentes em mais detalhe”, disse o diretor da agência Andreas Mundt. A Apple não comentou o assunto e representantes da Amazon não estavam imediatamente disponíveis. m setembro, a associação alemã de vendedores de livros apresentou queixas à agência de defesa da concorrência de que a Amazon e a empresa Audible estavam construindo um monopólio no negócio de audiolivro. A associação disse que a Amazon e Audible abusavam da sua posição dominante no mercado para forçar os editores a aceitar “condições razoáveis” para a comercialização de livros de áudio.
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Aprendizagem cooperativa. Como buscá-la na sala de aula?
Educación 3.0
Por Santiago Moll
13/11/2015

Santiago Moll, um professor do ensino médio em Menorca, é autor do blog Justifique sua resposta. Este artigo dá-nos pistas sobre como implementar a aprendizagem cooperativa em sala de aula de uma forma clara e simples.
Em uma educação onde impera a rigidez do espaço, o silêncio e a concepção linear do tempo, a aprendizagem cooperativa se torna uma oportunidade para transformar completamente a concepção tradicional de espaço e tempo em sala de aula. Como? Ao criar os chamados grupos de base, que são de preferência formados por quatro estudantes: um está cooperando, outro tem dificuldades de aprendizagem e os dois restantes têm um nível de currículo adequado. O objetivo é que a aprendizagem cooperativa em uma sala de aula forme esses grupos de base onde a figura do professor passa para um segundo plano e o aluno deixa de ter um papel eminentemente passivo para cobrar todo o protagonismo em sala de aula.
Todo mundo pode aprender com todos e ao aprender de todos o ensino passivo torna-se mais ativo e democrático.
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Poetas passam do Tumblr para a lista de mais vendidos
Publishing Perspectives
By Dennis Abrams
10/11/2015

Como todos sabem, poesia não vende. Mas Alexandra Alter está vendo um novo e fascinante fenômeno no NYTimes: poetas passando do Tumblr para a lista de mais vendidos, e vendendo centenas de milhares de livros neste processo. Veja, por exemplo, Tyler Knott Gregson. Há sete anos ele trabalhava como copywriter freelance, mas agora com 560 mil seguidores no Instagram e Tumblr, se tornou, nas palavras inspiradas de Alter, “o equivalente literário a um unicórnio: um poeta celebridade best-selling”. Alexandra Alter escreve: “Mr. Gregson pertence a uma nova geração de jovens e digitalmente astutos poetas, cujos leais seguidores online ajudaram a catapultar suas obras nas listas de mais vendidos, onde livros de poesia são raridade. Estes poetas amadores não estão ganhando prêmios literários e a maioria nunca participou de um workshop em escrita.” Compare: o primeiro livro de Gregson, Chasers of LightFaithful and Virtuous Night, de Louise Glucks, vencedor do National Book Award do ano passado na categoria poesia, mal chegou aos 20 mil exemplares vendidos…
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Aula online será a tecnologia mais usada por universidades em 2016
Porvir
Vinícius de Oliveira
16/11/2015

O Panorama Tecnológico NMC 2015 para universidades brasileiras, documento elaborado pelo New Media Consortium (NMC) em parceria com o Grupo Saraiva, aponta que o ensino superior tem evoluído na integração de tecnologias ao processo de aprendizagem e que em um prazo de até um ano as aulas online serão um recurso predominante. O documento é resultado do trabalho de análise de centenas de artigos, notícias, postagens em blogs, pesquisas e projetos feito por um comitê de especialistas e pensadores na área educação durante os meses de maio e julho de 2015. O grupo trouxe como maior tendência o avanço nas culturas de mudança. Em outras palavras, isso significa dizer que líderes têm buscado garantir a seus estudantes um ensino baseado em maior flexibilidade, criatividade e pensamento empreendedor. O documento cita como exemplo a Universidade Federal da Bahia, que possui três centros em seu campus funcionando como incubadoras de inovação. Um segundo destaque apontado como tendência é a adoção do ensino híbrido, que combina tarefas online e presenciais para tornar o acesso ao conhecimento mais dinâmico. Outro movimento importante é o aumento de novas formas de estudo interdisciplinar, com a pesquisa sendo explorada em diferentes campos e métodos quantitativos encontrando seu espaço até mesmo em disciplinas qualitativas. O guia cita como experiência positiva a PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), que oferece graduações que combinam áreas de estudo ciências, humanas e educação.
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A biblioteca do futuro
Deustsche Welle/ Heik Mund (PublishNews)
09/11/2015

Um burburinho em inúmeras línguas preenche uma das salas da Kölner Volkshochschule, em frente à Biblioteca Municipal de Colônia. Uma "sala de conversação" foi criada na escola para servir de ponto de encontro de refugiados e de todos aqueles que ainda precisam dominar o idioma alemão. Aqui, todos podem aproveitar gratuitamente as ofertas da Biblioteca Municipal, utilizar programas de aprendizado nos computadores ou emprestar livros e jogos. Além de um espaço de encontro, a "sala de conversação" é palco de leituras em diversos idiomas e disponibiliza materiais didáticos em diferentes línguas. Mentores auxiliam famílias sírias, afegãs e romenas a se adaptar à cidade e à Alemanha.
A biblioteca de Colônia é reconhecida na Alemanha por suas inovações. Em 2015, ela recebeu o título de Biblioteca do Ano, por sua ousadia com projetos midiáticos e pela estratégia de transformar o local num espaço de encontros e não apenas de empréstimo de livros. A ideia não é nova: o conceito de "Makerspace" vem dos Estados Unidos e especialmente da Escandinávia. Na Finlândia e na Dinamarca, as bibliotecas públicas têm como papel serem espaços de conhecimento para todos.
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Por que a reforma que afeta 300.000 alunos em SP virou caso de polícia?
El País
Gil Alessi
14/11/2015

A mais nova dor de cabeça do governador Geraldo Alckmin não tem relação com as torneiras secas devido à falta de água, tampouco foi provocada por chacinas cometidas na periferia por policiais militares. Esta crise foi gestada quando o Governo decidiu efetuar uma reforma no sistema de educação, que fechará 94 escolas, mas vai mexer com a vida de 300.000 alunos de escolas estaduais de São Paulo. Para especialistas, teve como ingrediente principal a falta de diálogo do Governo com a comunidade escolar. A tensão explodiu em outubro, quando alunos da rede pública tomaram as ruas para protestar contra o plano de reforma do sistema educacional no Estado – que até então não havia sido explicado claramente para os envolvidos. A insatisfação dos estudantes alcançou outro patamar na terça-feira, quando dezenas deles resolveram ocupar a escola Fernão Dias, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. “Nós gritamos e ninguém nos ouviu”, disse um dos ocupantes.
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Primeiro Livro: desafio de empreender um projeto em educação
Terra
11/11/2015

À frente do projeto Primeiro Livro, o professor Luis Junqueira tem uma missão peculiar: ajudar crianças a publicarem seus próprios livros. Segundo ele, a proposta é simples: fazer com que cada aluno vivencie a experiência intensa de autoria que é escrever um livro. “Eles vão bolar tudo: seu herói, os conflitos, o gênero, como vai ser a capa, as ilustrações, o design”, explica. Para isso, promove oficinas literárias que ajudam os estudantes a navegar por temas como construção do personagem, estilo e gênero.
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20151118_livroEstante
Pittoresco
Coedição: Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp)
Fotógrafo: Antonio Saggese
Páginas: 120
Preço: R$ 220,00
ISBN: 978-85-314-1297-4

A intenção do fotografo nesse trabalho é buscar que o livro seja algo além de um veículo para um conteúdo pré-existente – a mostra homônima – mas que se torne, em si mesmo, uma obra, por meio da utilização criativa dos recursos da tecnologia gráfica. Neste sentido, se constitui em uma obra rara, possível apenas pela disposição à pesquisa do autor e do setor técnico da Imprensa Oficial no domínio das tintas especiais, metalizadas, a requerer tratamentos de imagem diferenciados e inúmeros testes de máquina, a resultar em uma obra impossível de ser realizada em um esquema de produção comercial. Para o crítico Rubens Fernandes Junior, autor de um dos textos publicados no livro, Saggese propõe uma nova reflexão sobre a imagem fotográfica, que antes era pautada sobre uma fotografia tecnicamente precisa e perfeita, mas que nessa obra o fotógrafo trabalha a partir de uma imagem digital, e que especula sobre a possibilidade de a imagem representar mais do que nela está registrado.

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