Diário de Frankfurt

A jornalista e designer Raíssa Pena, diretora de publicações da plataforma Catarse, estava entre os visitantes da edição de 70 anos da Feira do Livro de Frankfurt, como uma das finalistas do prêmio  Jovens Talentos 2018. Entusiasmada com o evento, fez até um diário com seus destaques.

Leia a matéria na íntegra:

Para ela, a Feira do Livro de Frankfurt de 2018 representou quatro dias de aprendizado intenso e muito valiosos para o seu trabalho e suas memórias pessoais. Promovida pelo PublishNews em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Feira do Livro de Frankfurt, o objetivo da premiação é valoriza o trabalho de profissionais que se destacaram e contribuíram de forma inovadora para o crescimento da indústria do livro.

Acompanhe o relato de Raíssa para o Publishing Perspectives Inovação:

“Bem que tentaram me avisar: todos os colegas do mercado editorial com quem conversei me disseram que a Feira do Livro de Frankfurt era imensa e que seria bom eu ir de tênis. Segui o conselho e cheguei à cidade na quarta-feira (10/10) com o calçado e o espírito preparados para percorrer os gigantescos pavilhões. O primeiro dia já rendeu um dos melhores momentos para mim: uma recepção para os Young Talents de vários países. Pude conhecer diversas iniciativas e profissionais que admirava, entre elas a autora Francesca Cavallo, corresponsável pelo sucesso Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes. Um caso que muito me interessa porque foi fruto de um financiamento coletivo muito bem planejado e executado.

Como uma das vencedoras do Prêmio Jovens Talentos da Indústria do Livro, a Câmara Brasileira do Livro me concedeu um espaço físico no estande Brazilian Publishers que, além de reunir mais de vinte importantes editoras brasileiras, teve o happy hour mais animado das redondezas na quinta-feira (11/10). No meu mini estande, recebi visitantes de vários países interessados em saber mais sobre crowdfunding para livros, mostrei alguns títulos financiados pelo Catarse e na sexta-feira (12/10) fiz reuniões com algumas editoras nacionais que pretendem lançar campanhas em breve.

Além disso, percorri com uma câmera na mão e muita disposição os pavilhões dos outros países. Achei muitas iniciativas belas e interessantes, como o espaço de livros antigos e raros, a esquina dos Independent Publishers (com uma curadoria de 30 livros feministas, incluindo um da editora Boitempo), o belo estande da editora alemã Die Brueder (que faz lindas revistas), e fechei o percurso no sábado (13/10) conversando com duas editoras que usam o crowdfunding como base: a alemã Lichtblau-Verlag e a italiana Crowdbooks”.

Pesquisa sobre memória histórica é premiada na Feira do Livro de Frankfurt 
Jornal do Brasil 
15/10/2018

A 70ª Feira do Livro de Frankfurt terminou neste domingo (14) com a consagração do casal Jan e Aleida Assmann, escolhidos para receber o Prêmio da Paz deste ano. Oferecida pela Associação dos Livreiros Alemães, a outorga anual é importante por valorizar ações humanitárias de importância mundial. O casal Assmann, pesquisadores de formação, foi escolhido por seu trabalho de destacar a memória histórica, um fato raro na época atual em que vigora com força o revisionismo.
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Lançada campanha pela valorização das livrarias físicas
Publishers Weekly
Jim Milliot
01/10/2018

Vários membros da indústria se uniram para lançar a “Love Your Bookstore”, uma campanha destinada a fomentar a presença dos leitores em livrarias físicas. “As livrarias criam comunidades de leitores que fazem a diferença, porque os livros mudam vidas. Queremos dar a todos uma maneira de celebrar sua livraria favorita”, disse Dominique Raccah, do comitê diretor da campanha, que vai de 10 a 16 de novembro. Um dos principais elementos da iniciativa é o desafio “Love Your Bookstore”, que incentiva os leitores e autores a entrar em sua livraria local e tirar uma foto com um livro e postá-la usando a hashtag #loveyourbookstore.
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As lições da Estônia, país que revolucionou escola pública e virou líder europeu em ranking de Educação
BBC
Edison Veiga
12/10/2018

Na última edição do Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), avaliação trienal realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a Estônia apareceu em terceiro lugar, atrás apenas de Cingapura e Japão.
Está, portanto, no pequeno país banhado pelo mar Báltico a melhor educação da Europa – ou, indo além, a melhor educação do Ocidente.
Entre os 70 participantes da avaliação, o Brasil ficou em 63º lugar.
“O sucesso da educação na Estônia se baseia em três pilares”, afirmou à BBC News Brasil a ministra da Educação e Pesquisa do país, Mailis Reps. “A educação é valorizada pela sociedade, o acesso é universal e gratuito e há ampla autonomia (de professores e escolas).”
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Lion Forge, um novo tipo de editora de quadrinhos
Publishers Weekly
Calvin Reid
28/09/2018

A Lion Forge oferece aos leitores uma lista de graphic novels e quadrinhos periódicos em uma variedade de gêneros, além dos quadrinhos de super-heróis mais predominantes, com seleções que abrangem as perspectivas das mulheres, pessoas de cor e comunidades LGBTQ. Também lançou uma marca de super-herói multicultural chamada Catalyst Prime, cujos livros são destinados principalmente (embora não exclusivamente) ao mercado de quadrinhos. O Catalyst Prime é organizado em torno de um elenco de personagens que inclui mulheres, não brancos, membros da comunidade LGBTQ e pessoas com deficiências, todas em um universo ficcional complexo e interligado.
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Uma biblioteca inteiramente gratuita no seu telefone
The Outline
Kate Dries
28/09/2018

Reler livros da infância e da adolescência, até pouco tempo envolvia uma busca por caixas empoeiradas e traças. Agora, é só abrir um aplicativo abastecido com livros da biblioteca pública de NY, SimplyE, escolher o livro, clicar em um botão e começar a ler imediatamente. Antes, ler um e-book era uma jornada: descobrir se um livro estava disponível em formato de livro eletrônico, fazer login na conta da biblioteca, solicitá-lo, ir para a Amazon ou para o Overdrive para verificar e, finalmente, baixá-lo através de qualquer aplicativo compatível (e existem alguns). Houve muitas melhorias nesse sistema nos últimos anos. Mas o SimplyE também funciona em bibliotecas e apresenta livros dos vários fornecedores que a biblioteca usa.
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Em expansão, audiolivro é aposta do mercado editorial na crise
O Estado de S.Paulo
André Cáceres
13/10/2018

Em meio à crise que atinge o mercado editorial, com livrarias fechando – a Fnac, por exemplo, mantém apenas uma loja aberta no Brasil – e um encolhimento de 21% no setor desde 2015, de acordo com uma recente pesquisa da Fipe, há uma novidade que promete revitalizar esse ecossistema e incluir mais pessoas no universo literário: os audiolivros. É verdade que esse formato não é exatamente novo e já foi testado em fitas cassete e CDs, mas a mídia física oferecia obstáculos que vêm sendo superados na era digital. Na Inglaterra, o consumo de audiolivros mais que dobrou nos últimos cinco anos, segundo a Publishers Association. No Brasil, o formato ainda engatinha, mas a recente entrada do Google Play no mercado nacional e a parceria firmada entre a editora Todavia e a plataforma de audiolivros Ubook são indícios de que o País está de ouvidos atentos a esse cenário.
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