Outros caminhos da publicação

Por Ivani Cardoso

Já ouviu falar no Clube de Autores? Ele está aberto para qualquer pessoa que deseja publicar um livro. A empresa informa que tem 89% do mercado de autopublicação de autores independentes no Brasil e já está envolvida em um projeto de internacionalização para vender obras de autores nacionais no mercado dos Estados Unidos e Europa, além facilitar a venda de livros estrangeiros por aqui. São 50 mil autores e 60 mil livros até agora, como conta nessa entrevista Ricardo Almeida, um dos sócios.

Confira a íntegra da entrevista

Quando e como surgiu a ideia do serviço?
Foi em 2009, quando eu e os outros sócios, Índio Brasil Guerra Neto e Anderson de Andrade, percebemos a nossa dificuldade para publicar nossos livros. Já naquela época, nenhuma editora se interessava em publicar pequenas edições e a outra possibilidade era pagar para ser publicado. Criamos a plataforma e abrimos a empresa e foi bem difícil no primeiro ano, mas depois o negócio foi crescendo. Nós três éramos do ramo de Internet e não entendíamos nada de mercado editorial, mas acho que isso acabou sendo uma vantagem, fomos descobrindo os novos caminhos. Nossa ideia sempre foi tornar acessível a autopublicação.

Com que varejistas on-line vocês estão trabalhando?
As obras que eram vendidas somente no Clube de Autores no formato impresso agora estão também disponíveis na Amazon, Livraria Cultura, Submarino, Americanas e Estante Virtual. Toda logística é 100% sob demanda, a partir da venda na livraria.

Vocês só publicam ou também cuidam do processo editorial?
O Clube só recebe o livro e não interfere na produção. Não fazemos capa, revisão ou diagramação. Imprimimos e colocamos à venda o livro. O próprio escritor se cadastra no site e inclui sua obra num arquivo padrão, temos tutoriais para ajudar. O clube imprime uma obra sempre que for feita uma venda sob demanda. E se o livro tiver ISBN (que o próprio autor pode tirar junto à Biblioteca Nacional), já é colocado à venda assim que ficar pronto. Nós indicamos para o autor o preço base e ele diz quanto quer ganhar pelo livro.

E o custo?
A publicação é gratuita e o autor é que escolhe o padrão que deseja para o livro, formato, papel, tipo de impressão, se colorido ou não. O preço médio de um livro sai por R$35,00.

Quais as empresas que vendem os ebooks?
O Clube possui várias livrarias parceiras (como a Apple, Wook, Amazon, Apple, Kobo e Livraria Cultura) onde o ebook será vendido, com a autorização do escritor.

Qual foi a reação das editoras ao serviço, acaba sendo uma concorrência, não?
No início foi difícil, mas depois as editoras foram entendendo que era outro tipo de trabalho de edição. Nossa intenção nunca foi destruir o mercado editorial, mas sim resgatar autores que não teriam a menor condição de publicar e que não tinham o perfil das editoras. Hoje, até temos parceria com algumas editoras para publicação por demanda de obras fora do catálogo.

Há mais interesse pelos impressos ou pelos livros digitais?
Inicialmente era pelos ebooks, mas atualmente posso dizer que 85% das nossas publicações são livros impressos. A área de ebooks é procurada mais para produção de livros técnicos e didáticos.

Como vocês pretendem trabalhar em outros mercados?
Estamos viabilizando parcerias com gráficas locais de outras regiões, é a única forma. O custo do frete fica muito alto para fazer de outra forma.

Vocês participam de eventos literários?
Sempre participamos da Flip, mas esse ano resolvemos não montar a nossa casa para autores independentes em Paraty e realizamos em São Paulo a Festa Literária do Baixo Augusta, com a curadoria dos próprios autores independentes e artistas, realizada numa galeria subterrânea com ligação para a Avenida Paulista. E foi muito bem de público.

E na área de infantojuvenil, há procura?
Temos muita procura de autores adolescentes, o que mostra que o interesse pelo livro e a leitura cresce e não diminui como muitos dizem. Na área de Internet desde 1997, acompanhei várias previsões negativas que não se concretizaram.

Quais são os outros planos?
Estamos investindo no acesso a um número maior de livrarias que vendam os livros do Clube de Autores. Percebemos que em nosso catálogo de autores há muitas obras de qualidade e com potencial para se transformar em best-seller. Por isso criamos uma equipe editorial para analisar os títulos e fazer uma seleção. É uma forma de garantir best-sellers internos e para isso criamos o selo clubeselect.com.br.

Leitor eletrônico faz 10 anos, mas pode sumir antes do livro de papel
O Estado de S.Paulo
Bruno Capelas e Andre Klojda
12/11/2017

Os e-readers não fazem parte do cotidiano de muita gente. Após um pico em 2011, as vendas só caíram. Há diversos motivos para a revolução prometida pelo Kindle – e seus rivais, como o Kobo, da Rakuten, e o Lev, da Saraiva – não ter acontecido. O primeiro são os leitores que simplesmente não conseguem se acostumar. Além disso, por ser um dispositivo dedicado à leitura, o leitor eletrônico tem um público-alvo reduzido.
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Netflix anuncia sua primeira HQ
Vulture
Abraham Riesman
07/11/2017

A fim de competir diretamente com a Disney e a Warner Bros., e suas respectivas Marvel e DC, há alguns meses a Netflix, gigante do streaming, adquiriu o selo Millarworld, do veterano escritor de quadrinhos Mark Millar, que agora, em parceria com o artista francês Olivier Coipel, lançará a HQ “The Magic Order”.
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Finlândia faz ‘maior reunião de pais e professores do mundo’ para planejar educação do futuro
BBC
Claudia Wallin
06/11/2017

Novos tempos exigirão uma nova escola. O diagnóstico vem da Finlândia, país cujo sistema planeja reformas de olho em como será sua educação daqui a duas décadas. A meta é envolver os pais em um debate sobre a agenda que os finlandeses acreditam ser necessária para preservar o nível de excelência do ensino público.
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Pode o Sweek se transformar no rei da autopublicação gratuita em celulares?
The Bookseller
Molly Flatt
03/11/2017

Lançado este ano, o Sweek já possui 230 mil usuários, que publicaram 70 mil histórias de mais de 80 países. O sucesso vem de suas ferramentas, que agradam tanto autores, como leitores e editoras atrás do próximo best-seller. A empresa também executou um piloto exitoso de talentos com a editora alemã Ravensburger.
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Natureza ganha espaço em tiras e histórias em quadrinhos
G1
08/11/2017

Beija-flores já foram fotografados, citados em crônicas, estudados por pesquisadores e agora são personagens de história em quadrinhos.
Josiane Orsolino, moradora de Ribeirão Preto (SP), inspirou-se na visita diária de um beija-flor-tesoura e criou o personagem “Beijamim”.
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TV Escola lança app com games e desenhos
Da Redação

O aplicativo reúne desenho, animação, games, diversão e educação. É o TV Escola Crianças, já disponível para download gratuito nas lojas virtuais iOS e Android. O app oferece toda a programação infantil da emissora. A navegabilidade é fácil, intuitiva e voltada ao público da faixa etária de seis a oito anos.

 

Quatro razões para que os profissionais do livro aprendam – e rápido – sobre a realidade virtual
The Bookseller
Catherine Allen
08/11/2017

Os editores devem se educar acerca da Realidade virtual: por representarem uma revolução na forma como uma narrativa é experimentada; por estarem em uma posição de vantagem para a produção de projetos envolvendo realidade virtual; para acompanhar o que os outros editores já estão fazendo nesta área.
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Jogos, gamificação e cultura digital são temas de seminário na UFSCar
São Carlos em Rede
07/11/2017

Estão abertas até o dia 19/11 as inscrições para o a segunda edição dos Seminários SEaD, com o tema Jogos, Gamificação e Cultura Digital. Será dia 21 de novembro. Inscrições gratuitas pelo site http://seminarios.sead.ufscar.br  ou pelo canal oficial da SEaD no YouTube (www.youtube.com/user/eadufscar).
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