A interatividade é a mensagem do mundo atual

Por Ivani Cardoso

“Estamos na era pós-digital! Todos querem informação em qualquer lugar, a qualquer momento e para qualquer pessoa”, diz Paulo Santos Jr, diretor da 8E7 Mídias Interativas, sobre as mudanças na relação entre as marcas e os consumidores. Arquiteto urbanista e bacharel em Administração de Empresas (com especialização em Logística), ele une interatividade e tecnologia em todos os projetos e acredita que não há outro caminho: “Cada vez mais as pessoas necessitam dessa combinação para resolver seu problema ou dúvida”.

 

Confira a íntegra da entrevista:

Há quanto tempo nasceu e como surgiu a ideia da empresa?
A ideia da empresa surgiu há pelo menos seis anos, com intuito de oferecer um serviço diferenciado ao mercado e mais antenado com o momento tecnológico das pessoas. Inicialmente a empresa contava com mais dois sócios com formação em Design de Games e vivências na área de Visual Merchandising e Publicidade. A prioridade era no segmento de Arquitetura, mas ao longo do tempo percebemos que trabalhávamos com interatividade e tecnologia. Hoje não tenho sócios. O portfólio é bem variado, vai desde cabine de videokê no metrô de São Paulo a jogos colaborativos em realidade virtual.

Qual o foco do trabalho?
O brasileiro é apaixonado por tecnologia e interatividade, mas algumas empresas e marcas ainda não perceberam que o consumidor pede por esse tipo de serviço. A relação da marca com o público está em transformação (e cada vez mais rápida). Em todos os contatos que faço sempre questiono: como sua empresa será lembrada daqui cinco anos? Dez anos? Formas tradicionais de abordagem não servirão para a próxima geração de consumidores economicamente ativos.

Que tipo de projetos desenvolve?
Dos mais diversos, sempre com foco na interatividade e imersão ao conteúdo. Entendemos que o projeto não deve focar na tecnologia, mas sim na mensagem que quer passar. Quando um cliente visita um apartamento em realidade virtual, por exemplo, a tecnologia encanta mas se a experiência não gerar interesse na compra do imóvel, o projeto não cumpriu sua missão. Um projeto bem desenvolvido deve ser uma extensão do atendimento.

Poderia falar sobre Realidade Virtual nessa área?
O primeiro passo é entender a mensagem que o projeto precisa passar, para depois escolher a ferramenta certa. A Realidade Virtual mobile (com uso do celular das pessoas) tem crescido muito, devido à sua facilidade de possibilidades de maior abrangência com o público. Temos celulares com mais tecnologia do que homem precisou desenvolver para chegar à Lua! Um dado interessante: a média mundial de aparelhos conectados na internet é de três unidades por pessoa. A média brasileira é de quatro aparelhos por pessoa.

Há projetos para a área editorial?
A área editorial é nosso próximo foco, pois entendo que existe um grande campo a ser explorado. A leitura nunca será substituída, mas pode ser explorada de outras formas com uso da tecnologia certa.

E na área de games? Como avalia o mercado no Brasil?
A área de games dita todo ritmo de lançamento de novas tecnologias e os melhores profissionais estão neste segmento, sendo que a indústria de games movimenta mais recursos do que as áreas de cinema e música juntas! As maiores empresas de tecnologia (Sony, Samsung, Facebook, Microsoft, Apple, etc.) estão focadas no desenvolvimento de novas ferramentas para melhorar a experiência do usuário com a Realidade Virtual.  O futuro (muito próximo) é muito promissor!

Games e educação é uma mistura que dá jogo?
Com certeza! Podemos chamar esta ação de “gamification”, que nada mais é do que transmitir um conteúdo de forma interativa e lúdica, tornando o engajamento mais efetivo. O conteúdo será absorvido de forma mais natural e espontânea. Grandes empresas têm buscado essa metodologia para descobrir e potencializar talentos em suas equipes.

Qual é o perfil do público da empresa?
Geralmente os projetos são concebidos com o cliente final (que possuam equipe de marketing) ou através de agências de publicidade. Quando somos acionados no inicio da ideia do projeto, a tendência é ter algo mais elaborado e bem-sucedido. O planejamento não é algo trabalhado pela maioria das empresas, o que acaba impossibilitando algumas ações.

Como você trabalha a interação entre consumidor e produto?
Sempre com o objetivo da mensagem que o produto quer passar, para não correr o risco de fazer algo apenas para demonstrar uma tecnologia. O usuário deve ter engajamento com aquela ação e assim transmitir sua opinião para outras pessoas.

Pode citar alguns exemplos de trabalhos?
Temos uma diversidade de projetos, mas podemos destacar alguns que são emblemáticos, sendo:

-Projeto de realidade virtual (100% autoral) para um programa de televisão (Aprendiz – TV Record). Esse foi o primeiro projeto realizado para TV com uso do Oculu Rift (na época ainda era um protótipo) – Link (https://www.youtube.com/watch?v=SkL2-EbLbck&t=0s)

– Projeto de realidade virtual mobile (aplicativo para smartphones) – (Construtora Plano & Plano). Foi o primeiro aplicativo executado com uso da realidade virtual mobile no Brasil (para o segmento da construção civil) – Link (https://www.youtube.com/watch?v=Gp03KB34NTc&t=0s)

– Cabine de videokê para Engov (metrô de São Paulo), Realidade Virtual para UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto, Jogo com controle gestual para o portal Terra; Aplicativo de realidade aumentada para Bic (lançamento de produtos); Projeto em realidade virtual para Bayer (jogo colaborativo para equipe da empresa – Gamification) e inúmeras maquetes interativas para a construtora Tecnisa.

Está envolvido em um novo projeto?
Estamos desenvolvendo dois novos projetos. O primeiro com o uso de uma ferramenta extremamente nova que utiliza a Realidade Mista (Microsoft HoloLens). Trata-se de óculos que projetam elementos virtuais em elementos físicos. E o outro projeto é uma grande mesa interativa que comandará mais quatro telas com a finalidade de projetar e controlar diferentes materiais da empresa.

Se pensarmos em um futuro de cinco anos, em sua área de atuação, não vai dar para viver sem…
Interatividade! A interatividade cada vez mais será cobrada das empresas, mas não apenas uma interatividade passiva, mas direcionada. Cada vez mais as pessoas necessitam de uma interação relacionada ao seu problema ou dúvida. As empresas precisam entender que o momento tecnológico das pessoas alterou a forma de lidar com marcas e serviços. Estamos na era pós-digital! Todos querem informação em qualquer lugar, a qualquer momento e para qualquer pessoa!

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